Alho é um bugalho sem bug?

Alho é um bugalho sem bug?

Ser uma pessoa literal ou um pensador literal, pode parecer infantil ou até prejudicial para o desenvolvimento pessoal e social de um determinado indivíduo.

Não quero defender nestas linhas a necessidade, ou importância, das coisas serem levadas ao pé da letra. Mas sim da importância de determinados conceitos serem literais e o benefício que a denotação traz para o desenvolvimento de um determinado setor. E o prejuízo que o sentido literal de determinados conceitos traz para o mesmo processo de desenvolvimento.

Gosto sempre de lembrar que não existe lado bom de briga ruim, então podemos considerar sim, que a literalidade excessiva também é prejudicial, assim como o exagero do uso figurado. As formas de linguagem, sobretudo o uso de linguagem figurada, embelezam os textos e sem elas não existiria muito do que conhecemos como arte, incluindo a música e a poesia. Porém é bom lembrar que a arte abre margem a interpretação que nos remete a múltiplos universos e múltiplos entendimentos da mesma coisa.

Por outro lado a comunicação eficiente, aquela que não dá margem a interpretações, esta é amiga da boa gestão. Grosso modo, onde a liderança fala “alho” o liderado não pode interpretar “bugalho”. Porém muitas vezes há necessidade do líder se esforçar em fazer o liderado entender que “alho” é um “bugalho” sem “bug”, mas contudo, após este esforço ele não deve adotar o termo “bugalho sem bug” para referir-se a “alho”.

No mercado condominial nos deparamos com diversas situações onde conceitos já consolidados pelas boas práticas de gestão e também pertinentes ao exercício da boa sindicatura estão sendo depreciados devido ao esforço de vários “players”, em situações distintas, se fazerem entender no momento da comercialização do seu produto ou serviço. Percebemos que é muito mais fácil para o mercado adotar o “bugalho sem bug” do que ficar usando o “alho” e tendo que se esforçar a explicar o tempo todo.

Assim nos deparamos com expressões do tipo “taxa de condomínio” ou contrário de “cota parte das despesas condominiais”, “estatuto do condomínio” ao contrário de “convenção condominial”, “chamada de capital” ou contrário de “provisionamento”, "sindicância" ou contrário de “sindicatura”, por exemplo. Acreditem a lista é interminável, mas não quero ser um chato literal. Só sustento que o nosso setor merece preservar os conceitos consolidados em defesa da direta e simples comunicação que é aliada da boa gestão.

Rogério de Freitas é graduado em Administração de Empresas, pós-graduado em Marketing e Gestão Empresarial e Síndico Profissional.

 

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