Sustentabilidade

Sustentabilidade nos condomínios, um caminho sem volta

01/Setembro/2021        

Ações como implantação de energia solar e captação de água da chuva ganham mais adeptos e ajudam a tornam os espaços mais sustentáveis

Os impactos das mudanças climáticas do planeta são assuntos que parecem distantes das vidas dos condomínios, porém, espaços mais sustentáveis colaboram com a missão de atenuar as consequências ocasionadas como, por exemplo, emissões de poluentes. Segundo os cientistas e pesquisadores, o momento é de repensar com urgência nossos hábitos e nossa relação com os aspectos ambientais. Preservação das florestas e dos recursos hídricos é o mínimo que se exige para um futuro mais promissor para todos.

E os condomínios têm um papel importante para o desenvolvimento sustentável. Isso porque, esses espaços com centenas e até mesmo milhares de pessoas podem ser grandes fontes poluidoras se não tomarem as medidas adequadas para a preservação. Edifícios projetados com energia solar e captação de água da chuva, que visam à economia dos recursos hídricos, são alguns dos princípios que garantem maior sustentabilidade.

O biólogo Luiz Henrique Terhorst destaca as mudanças climáticas como essenciais para despertar nas pessoas a obrigação de olhar para o avanço ecológico e econômico correto como algo cada vez mais importante para a sobrevivência do planeta.

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Biólogo Luiz Henrique Terhorst: é importante pensar que todos nós pagamos a conta do planeta que destruímos

"Sentimos a necessidade de adequar nossas atividades a padrões de sustentabilidade e isso é muito importante. Ao longo de muito tempo, enquanto sociedade, nós desenvolvemos as nossas atividades econômicas sem pensar no meio ambiente. Hoje pagamos o preço: as mudanças climáticas já são realidade e isso causa eventos extremos. Estar ciente de que todos fazem parte do problema é o primeiro passo. Temos que vestir a camisa e atuar, no dia a dia, para sermos pessoas melhores para o nosso planeta", destacou o biólogo.

E os condomínios podem implantar alguns hábitos considerados básicos, mas que na prática são essenciais para que exista uma contribuição eficiente com o meio ambiente. Terhorst acredita que uma gestão voltada à destinação de resíduos, por exemplo, traz enormes benefícios em longo prazo.

"Separar os resíduos recicláveis é uma atividade básica, mas muita gente não faz de maneira correta. É muito importante também o condomínio fazer essa gestão adequada. Não adianta a pessoa separar o resíduo em sua casa e isso não ser direcionado para a coleta seletiva. A implantação de hortas e composteiras comunitárias são alternativas ao descarte adequado de resíduos. Além disso, a utilização de energia solar muitas vezes é uma solução viável para a redução dos custos do condomínio".

Algumas ações podem reduzir o desperdício, e, por consequência, os gastos mensais: automatização da iluminação de áreas comuns, instalar sistemas de captação de água da chuva e o reuso da água, por exemplo. O biólogo ressalta que cada pessoa é responsável por um resultado coletivo.

"É importante analisar que soluções se adaptam para cada caso. Muitas coisas envolvem a conscientização coletiva, então um dos modos de fazer com que o consumo de todo o condomínio seja reduzido é promover a educação ambiental, visando que todos os condôminos tomem suas ações particulares para evitar qualquer desperdício (dentro e fora do seu apartamento). É importante pensar que todos nós pagamos a conta do planeta que destruímos", disse Luiz.

Outro ponto que pode ser um equívoco é tratar a sustentabilidade como uma preocupação do futuro. O assunto gera uma preocupação relevante para os dias atuais, tanto é verdade que os produtos oriundos dos recursos naturais (como energia gerada por hidrelétricas, captação de água, saneamento básico etc.) estão com valores cada vez mais elevados por conta da escassez ou poluição. Buscar empresas que tenham ações de preservação ambiental também é contribuir com o planeta.

"Hoje em dia a sociedade já se preocupa muito e procura empresas mais sustentáveis, assim como compra em estabelecimentos sustentáveis. Por que não trazer esses hábitos para casa? É necessário olhar para nossos condomínios e trabalhar para que estejamos em ordem com o meio ambiente", completou o biólogo.

Iniciativas sustentáveis

O Mirante Quatro Estações, localizado no bairro Serraria, em São José, é um dos espaços que preza por ações de sustentabilidade. O condomínio, que tem 1.190 moradores e 240 apartamentos em seis torres possui, entre outras iniciativas, uma horta mantida pelos próprios condôminos. O síndico Dalmo Mayer Tibincoski explica que ouvir as pessoas que vivem no local é muito importante para saber o que implantar.

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Mirante Quatro Estações: além de várias ações sustentáveis, o condomínio tem uma horta administrada pelos moradores e funcionários

"Começamos aos poucos, de forma simples, apoiando as iniciativas de moradores, ouvindo, analisando, melhorando e aumentando os espaços. O importante não é querer uma horta enorme de um dia para outro, mas sim de muda em muda, de canteiro em canteiro e claro, convidando as pessoas a participarem do plantio, do cuidado e da colheita das verduras e legumes", disse o síndico.

Além da horta administrada pelos moradores, o Mirante Quatro Estações ainda aplica outras ações voltadas à sustentabilidade, como coleta seletiva de lixo, compostagem dos resíduos orgânicos, aproveitamento da água da chuva, irrigação das plantas por gotejamento, hidrômetros e medidores de gás individualizados, o programa Carona Solidária (para evitar mais carros em circulação) e um projeto para implantação de energia fotovoltaica (produzida a partir do calor e da luz solar).

"Tudo o que é reciclável é vendido para uma empresa devidamente credenciada. Temos uma compostagem nos fundos do condomínio que produz adubo para a horta e demais plantas que temos pelo condomínio. Acredito que nosso condomínio tem uma estrutura que consegue absorver inúmeras iniciativas, mas em qualquer outro condomínio, independentemente do tamanho, sempre haverá algo diferente para fazer que contribua com o meio ambiente. A administração precisa estar atenta, envolver os moradores adultos e as crianças, ouvir sugestões e compartilhar boas práticas", opinou Dalmo.

Mais práticas de sustentabilidade

O Edifício Fontainebleau, localizado no centro de Florianópolis, é outro exemplo de espaço que contribui com a sustentabilidade. São dois blocos, 112 apartamentos e aproximadamente 350 moradores que usufruem de energia solar e sistema de captação de água da chuva.

"A geração de toda a nossa energia é usada nas áreas comuns, elevadores, bombeamento e 300 pontos de iluminação. Essa nova fonte de energia nos proporciona muita economia. Priorizamos também a captação de água da chuva. Toda a água usada em limpeza e na jardinagem é coletada da chuva, temos um reservatório de 10 mil litros que fica desconectado da rede da Casan (Companhia Catarinense de Águas e Saneamento). E, com isso, nossa tarifa de água diminuiu junto à concessionária", explicou o síndico Sílvio Rosa.

Ele aponta, também, outras ações realizadas no condomínio e que são importantes para a preservação do meio ambiente. Uma delas é a coleta do óleo de cozinha utilizado no preparo de refeições. Descartado de maneira imprópria, há o risco de contaminação da água, do solo e até mesmo da atmosfera.

"Temos coleta de óleo e incentivamos os moradores a não jogarem na rede de esgoto. Refizemos nossa rede de esgoto, pois a antiga estava inadequada. Coletamos o óleo também para diminuir o custo de manutenção das nossas oito caixas de gordura com mil litros cada uma. Temos a coleta seletiva há bastante tempo e estamos incentivando a separação do lixo orgânico, mas ainda estamos iniciando esse processo para quando tivermos a oportunidade já tenhamos essa consciência de como fazer. Somente aquilo que não tem mais possibilidade de reaproveitamento é enviado para o aterro", destacou o síndico.

Outra preocupação no Edifício Fontainebleau é com as empresas prestadoras de serviços. A contratação é efetuada apenas depois da conferência dos documentos e licenças para operação de maneira correta e sem agredir o meio ambiente.

"Verificamos as certificações e o licenciamento ambiental das empresas antes da contratação. Um exemplo é a empresa que efetua a limpeza de caixa de gordura. Ela tem que estar de acordo com as normas. O mesmo ocorre nas obras para a contratação da responsável pelo recolhimento do entulho. Buscamos empresas que levem os restos para aterros com a destinação correta. É necessário fazermos a nossa parte, nosso dever de casa, antes de cobrar qualquer coisa das autoridades", completou.

Hidrômetros individuais

Um dos problemas atuais no Brasil é a grave crise hídrica que pode ocasionar em apagões, uma vez que reservatórios essenciais para geração de energia por hidrelétricas estão níveis muito abaixo do limite mínimo. O baixo volume de chuvas deixa a situação ainda mais complicada. Evitar o desperdício de água é necessário para ajudar na preservação, e os condomínios têm uma parcela importante no tema.

A Lei Federal 13.312 de 12 de julho de 2016 regulamenta que todos os novos condomínios entregues a partir de julho de 2021 estejam preparados para a individualização de água. Com consumo de cada apartamento sendo monitorado, fica mais fácil detectar vazamentos, além de valorizar o patrimônio, combater a cultura do desperdício, reduzir os gastos e tornar o espaço mais sustentável.

Especialista na área de individualização de hidrômetros nos condomínios, Marcos Rizzo considera possível a atualização mesmo em edifícios mais antigos em que o consumo de água tem apenas um medidor e existe um rateio por igual da conta para os moradores.

"Para os condomínios mais antigos é possível implantar a individualização. Neste caso, são instalados hidrômetros junto aos registros existentes em cada apartamento, para que cada coluna de água seja monitorada. Neste caso, como não se trata de uma obra, mas, sim, de uma instalação interna da unidade, um morador ou grupo de moradores pode tomar a decisão de individualizar o seu apartamento, já que o investimento será de cada unidade habitacional. O condomínio não pode proibir", justificou Rizzo.

Construído na década de 1980, o Edifício Fontainebleau preza pela preservação dos recursos hídricos. A opção encontrada pelo síndico Sílvio Rosa foi justamente implantar hidrômetros por grupo de apartamentos para detectar vazamentos que geram o desperdício de água.

"Por ser um condomínio construído nos anos 1980, priorizamos a questão do consumo consciente dos recursos hídricos. Não tivemos como colocar hidrômetros individualmente, mas a cada oito apartamentos nós temos o controle deles juntos. E, assim, conseguimos reduzir o consumo, pois identificamos possíveis vazamentos. Isso é observado quando o consumo fica muito acima da média mensal", completou Sílvio.

Ações em novos empreendimentos

Atuando diretamente na gestão ambiental e licenciamento do empreendimento de mobilidade urbana da cidade do Rio de Janeiro, o engenheiro Camilo Pinto de Souza enxerga um avanço de leis e normas que obrigam as construtoras a utilizar materiais menos poluentes. Ele, porém, acredita que isso tenha um impacto muito mais voltado à economia do que para o avanço sustentável.

"As leis e normas de construção avançam nesse sentido, porém, esses instrumentos voltam-se para a otimização e redução de custos com a construção e operação desses empreendimento. Porém, acredito ser relevante, sendo o início da sensibilização do setor para sustentabilidade e qualidade de vida dos futuros compradores dos imóveis, se enquadrando futuramente como um diferencial de mercado”, disse o especialista.

Camilo, que também é especialista em Ciências Ambientais considera que um condomínio pode contribuir de diversas maneiras com a prática sustentável. As construtoras, por exemplo, devem estar atentas ao entorno do novo empreendimento para saber onde (e como) agir e minimizar os impactos àquela comunidade.

"Empreendimentos são grandes geradores de impactos negativos para o meio ambiente. Essas pequenas cidades verticais devem buscar contribuir para minimizar seus impactos constantemente. Implantar uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), para tratar seus efluentes líquidos antes de despejá-los nos corpos hídricos, é uma das práticas que se espera. Cada uma fazendo sua parte irá resultar em um impacto direto na vizinhança, gerando algo positivo para sociedade", completou.

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Florianópolis avança na coleta seletiva

09/Junho/2021        

Capital corre para alcançar metas lixo zero 2030. Seletiva flex, com coleta exclusiva de vidro e orgânicos, vai atender 20 mil usuários no Itacorubi

A Secretaria Municipal do Meio Ambiente está pronta para fazer Florianópolis correr em direção às metas lixo zero. Em 2030, a cidade deverá recuperar 90% dos orgânicos e 60% dos recicláveis secos que hoje ainda vão para o aterro sanitário. Para acelerar o passo, informa o secretário Fábio Braga, nesta Semana do Meio Ambiente será implantada a nova coleta seletiva flex, adaptada para chegar mais perto e mais vezes até o usuário, atendendo 50 mil pessoas com coleta monomaterial de vidro e orgânico.

A partir de 8 de junho, terça-feira, o serviço de porta em porta em 103 condomínios residenciais do Itacorubi passa a incluir a coleta exclusiva de vidro e orgânicos.

Nestes domicílios, será feita coleta seletiva de plástico, papel e metal às segundas (19h), só de orgânicos compostáveis às terças e sextas (8h) e só de vidros às quartas (8h). A coleta convencional de rejeito, por enquanto será mantida, aos domingos, terças e quintas (19h).

A estimativa é atender cerca de 7 mil unidades e 20 mil usuários imediatamente com a coleta porta a porta em quatro frações: recicláveis, só vidro, orgânicos compostáveis e rejeito.

Essa fase inicial será estendida, na sequência, para nove bairros entre Bacia do Itacorubi e Centro, quando a coleta seletiva flex alcançará 17,5 mil unidades habitacionais, mais de 50 mil pessoas, no Itacorubi, Córrego Grande, João Paulo, Sacos dos Limões, Carvoeira, Agronômica, Pantanal, Trindade e Santa Mônica.

Nessa primeira fase, quando atingir os nove bairros, o potencial de coleta será de 40 toneladas de vidro e 250 toneladas de orgânicos por mês. A meta, então, será aumentar a reciclagem de vidro em 40% e dobrar a reciclagem de orgânicos.

Avanço ambiental

Na Semana do Meio Ambiente de 2019, o prefeito Gean Loureiro lançou a seletiva de verdes, inovação no Brasil. Este ano, observa o secretário do Meio Ambiente, Fábio Braga, depois de ter investido R$ 10 milhões em coleta seletiva e, mesmo superando os impactos da pandemia, a Prefeitura de Florianópolis acelera o passo. “Somos a primeira capital a ter sistema público de coleta de orgânicos de porta em porta para compostagem e coleta monomaterial de vidro”, afirma.

Agora, o programa depende de adesão dos usuários e condomínios. Reciclar hábitos é difícil, mas muito compensador, aponta Braga. O usuário que separa o resíduo em quatro frações – reciclável, só vidro, orgânico e rejeito – ajuda Floripa a reduzir custos públicos e a melhorar a pegada ambiental.

No Monte Verde, por exemplo, 292 famílias já participam da coleta seletiva de orgânicos por meio de pontos de entrega voluntária. Também há o projeto Minhoca na Cabeça, com 1,1 mil kits distribuídos, e muitas iniciativas comunitárias e institucionais com pátios de compostagem e hortas urbanas.

Entrega voluntária de resíduos

As pessoas também têm colaborado muito com a entrega voluntária de resíduos na rede de quase 100 PEVs de Vidro e cinco Ecopontos. A frequência à rede de Ecopontos triplicou durante a pandemia e se mantém alta. Somando a visitação aos Ecopontos do Itacorubi, Monte Cristo, Capoeiras, Canasvieiras e Morro das Pedras são em torno de 600 entregas diárias.

Agora, para chegar mais perto do usuário, antecipa *Fábio Braga*, também será lançado edital para ampliar de cinco para 13 os Ecopontos em Floripa. Serão implantados Ecopontos na Barra da Lagoa, Coloninha, Costeira, Ingleses, Lagoa, Rio Vermelho, Tapera e Monte Verde.

Investimento em seletiva

Dos R$ 10 milhões investidos pela Prefeitura de Florianópolis em coleta seletiva, R$ 1,3 milhão foi aplicado na compra dos quatro caminhões satélites. Esses veículos já apelidados de “playmobil” na SMMA, pelo tamanho compacto e capacidade robusta, foram os primeiros feitos no Brasil com elevador acoplado e vão operar a coleta monomaterial de vidro e orgânico.

Até hoje, sem esse equipamento, a coleta seletiva de vidro e de orgânicos tinha de ser feita por entrega voluntária, quando o usuário leva o resíduo aos PEVs e Ecopontos. Agora será feita de porta em porta.

Com a nova frota, será possível dar escala ao recolhimento domiciliar desses que são os materiais mais pesados da seletiva. O orgânico também é o mais perecível e o vidro o que oferece maiores riscos de segurança aos garis e triadores.

Capacitação dos usuários

Para a implantação da nova coleta seletiva flex, destaca o superintendente de Gestão de Resíduos, Ulisses Bianchini, os condomínios foram cadastrados, moradores, síndicos e zeladores sensibilizados e capacitados em reuniões e cursos online, com folheteria e vídeos.

Todos os celulares cadastrados estão recebendo informações por WhatsApp para facilitar a adesão ao novo sistema de coleta.

Nova coleta seletiva flex

A coleta de recicláveis orgânicos será realizada às terças e sextas e a coleta de vidros às quartas, ambas no período matutino.

Para participar, os condomínios devem:

  • adquirir contentores exclusivos, modelo europeu (120 litros na cor marrom para os recicláveis orgânicos e 240 litros na cor verde para os vidros). Os equipamentos devem atender a NBR 15.911-2, para que encaixem no elevador do caminhão e sejam mais resistentes.
  • instruir seus moradores sobre como separar os resíduos e a destinar às coletas seletivas exclusivas para cada fração.

Pelos resultados do projeto piloto, a quantidade de dois contentores de 120 litros (para acondicionamento dos recicláveis orgânicos) atende até 34 apartamentos, com a frequência de coleta de duas vezes por semana (7,059L/apto/coleta).

Para começar, a SMMA recomenda que o condomínio adquira um contentor de 240 litros para os vidros e dois de 120 litros para os orgânicos. Depois, caso necessário, poderá fazer a aquisição de mais unidades, dimensiona a engenheira sanitarista Karina da Silva de Souza.

Os contentores de cor laranja, utilizados atualmente pelos condomínios, continuarão sendo usados para apresentação dos resíduos misturados (rejeitos) para a coleta convencional.

Nos condomínios do projeto piloto com coleta de orgânicos em bombonas, a coleta passa a ser feita às segundas e quintas pela manhã.

Tabela

PERGUNTAS FREQUENTES

A orientação para compra dos contentores para orgânicos compostáveis e vidro vale para todos os condomínios do Itacorubi?

O projeto atende, inicialmente, 103 condomínios do Itacorubi que foram cadastrados pela Superintendência de Gestão de Resíduos da SMMA. O condomínio passa a receber, além da coletas convencional (rejeitos) e seletiva (metal, plástico e papel), a coleta monomaterial (exclusiva) de vidro e de resíduos orgânicos.

Caminhões satélites serão usados na nova coleta monomaterial de vidro e de orgânicos. São os dois materiais com mais riscos de manejo. O vidro porque pode provocar acidentes. Os orgânicos porque são perecíveis. Mas também são os mais pesados. Se forem separados pelo usuário, permitirão que a cidade dê saltos rumo às metas Floripa Lixo Zero 2030.

A coleta será flexível e customizada bairro a bairro, feita de vários modos e diferentes equipamentos, para que morador possa dar destino adequado a todas as frações.

O serviço está incluído na taxa de coleta?

Sim, não há qualquer cobrança além da taxa de coleta.

Não irá onerar o morador?

Ao contrário, o morador só tem vantagens ao morar numa cidade em que a coleta pública oferece condições de destinar os resíduos separados em nas frações: recicláveis secos (plástico, papel e metal), só vidro, orgânicos compostáveis e rejeito. Floripa tem essa pegada ambiental diferenciada, tanto que é a capital que mais recicla no Brasil e a primeira cidade a assumir as metas lixo zero 2030.

Falta regulamentar a lei da compostagem. Enquanto isso, o condomínio corre risco de ser multado se não aderir à nova coleta?

A intenção é sensibilizar e estimular a adesão voluntária. Sempre que o condomínio aderir à coleta flex, feita com equipamentos diferentes e customizados para cada bairro, ele consegue melhorar a gestão interna de resíduos. Mantém tudo mais limpo e afasta vetores de doenças.

Desde 2010, o Decreto Federal 7404 diz que:

Art. 6o Os consumidores são obrigados, sempre que estabelecido sistema de coleta seletiva pelo plano municipal de gestão integrada de resíduos sólidos ou quando instituídos sistemas de logística reversa na forma do art. 15, a acondicionar adequadamente e de forma diferenciada os resíduos sólidos gerados e a disponibilizar adequadamente os resíduos sólidos reutilizáveis e recicláveis para coleta ou devolução.

Então, o condomínio que não participar fica sujeito a penalidades, caso ocorra alguma ação de fiscalização.

O Decreto Federal 6514/2008, considera infração ambiental sujeita à multa:

XIII - deixar de segregar resíduos sólidos na forma estabelecida para a coleta seletiva, quando a referida coleta for instituída pelo titular do serviço público de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos.

O condomínio pode manter serviços terceirizados de manejo dos compostáveis? Alguma restrição?

Pode sim, é até aconselhável que tenha gestão e educação interna para gestão dos resíduos. As empresas que operam no setor são parceiras da Secretaria do Meio Ambiente e da Prefeitura de Florianópolis. Resíduos orgânicos exigem soluções descentralizadas, as experiências colaborativas, solidárias e comunitárias são muito válidas e têm apoio da municipalidade. Floripa tem política de agricultura urbana, inclusive, para estimular esse tipo de solução que valoriza toda a cadeia dos alimentos orgânicos, passando pelos pátios de compostagem e hortas urbanas.

A Superintendência de Gestão de Resíduos Sólidos (SGRS) está estudando como cadastrar as iniciativas existentes na cidade para regulamentar a atuação das mesmas, com os quantitativos de resíduos recolhidos, recolhimento de ISS, licenças ambientais.

SAIBA MAIS

Vídeo sobre valorização de orgânicos em Florianópolis CLIQUE AQUI

Apresentação técnica da nova coleta pela engenheira sanitarista ambiental Karina da Silva de Souza CLIQUE AQUI

Tutorial em vídeo para a coleta seletiva de vidro CLIQUE AQUI

Tutorial em vídeo para a coleta seletiva de orgânicos CLIQUE AQUI

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Energia solar gera economia para todo tipo de condomínio, inclusive o seu

10/Novembro/2020        

Poucos anos atrás, o síndico profissional Fabrício de Lara Vieira passou a administrar um condomínio com painéis fotovoltaicos. No primeiro contato constatou que a energia solar é limpa, gera economia e é pouco aproveitada. De imediato, o proprietário de duas administradoras que atendem condomínios em Biguaçu, Palhoça e São José passou a incentivar outros empreendimentos residenciais e comerciais nos quais atua a utilizarem o Sol como matriz energética para atender a demanda em áreas comuns.

“Levamos a ideia para outros condomínios nos últimos quatro anos. Há caso de um em que a economia com energia gira próxima de R$ 3 mil por mês desde a instalação. Além disso, os moradores se interessam em cooperar com o meio ambiente. Em assembleias, a instalação dos equipamentos de energia solar tem cerca de 90% de aceitação”, comenta Vieira, responsável pela gestão de 20 condomínios na Grande Florianópolis.

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Após administrar um edifício com painéis fotovoltaicos, o síndico profissional Fabrício Vieira passou a incentivar outros empreendimentos a utilizarem o sistema

Ao contrário do que alguns podem pensar, o sistema de captação de energia solar não serve apenas para construções novas. A instalação pode ser feita em qualquer condomínio, inclusive em edificações antigas. O custo e a economia de energia, no entanto, variam conforme o espaço disponível à instalação.

“O prédio ser antigo não é problema. A grande questão é a área disponível na cobertura, se tem recortes ou áreas comuns no alto. Nem sempre há espaço para a instalação do total de placas para cobrir todo o consumo, embora ainda possibilite a redução da fatura”, explica Felipe Linden, engenheiro eletricista e sócio da Lin Solar, empresa do setor de energia sediada na Grande Florianópolis.

“O valor do investimento depende do consumo de energia e do local em que for instalado. Com uma fatura de energia e análise do espaço é possível fazer um estudo prévio e prever os custos. Mas, normalmente, o retorno do investimento fica na faixa dos cinco anos”, completa Maria Clara Minella, engenheira eletricista que atua na área de energia solar.

Ainda assim, compensa. Inclusive porque o equipamento tem 25 anos de vida útil. Em caso do pagamento parcelado para a aquisição e instalação do sistema, o valor da parcela é inferior à conta de luz da distribuidora. Ou seja, a quantia economizada cobre o valor do pagamento mensal à instaladora e ainda sobra.

A conta de luz é um dos principais encargos do condomínio por conta da utilização em áreas comuns e incide na taxa condominial. Ainda, na metade deste ano, a Celesc anunciou reajuste de 8% na fatura de energia – neste momento suspenso pela Justiça Federal. O uso de energia solar, além da economia, gera segurança no controle das contas.

Muito sol pela frente

Apesar de todos os benefícios, a energia solar é pouco utilizada no Brasil, em que o clima subtropical é um potencial para uso de energia limpa. A estimativa da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), é que das 84,8 milhões de unidades consumidoras brasileiras, apenas 171 mil contam com energia solar como forma de abastecimento - representa 0,2%.

Na Alemanha, por exemplo, país europeu em que as condições de aproveitamento do Sol para a geração de energia não são tão favoráveis quanto as brasileiras, o percentual é de 5%. No entanto, os números melhoram no Brasil.

De 30 mil novos sistemas instalados em 2018, a Aneel divulgou que no ano passado foram 95,3 mil unidades a mais, ou seja, o índice quase triplicou. “O Brasil tem uma extensa área territorial e excelente radiação. Há poucos anos que esse tipo de energia começou a se popularizar, mas o aproveitamento ainda é pequeno”, endossa a engenheira Maria Clara.

Além disso, hoje as pessoas têm levado a sustentabilidade em consideração na compra ou aluguel e os condomínios que usam a energia solar ganham preferência. “É um fator que favorece a negociação de imóveis. Identificamos valorização onde foram aplicadas as placas fotovoltaicas”, argumenta Linden.

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Seu condomínio está preparado para reciclar orgânicos?

05/Março/2020        

A destinação correta dos resíduos é uma das responsabilidades que temos com a vida no planeta. Nesse quesito, Florianópolis saiu na frente entre os municípios do Brasil e sancionou no ano passado a lei que torna obrigatória a reciclagem de resíduo orgânicos e a compostagem na indústria, comércio e condomínios. O primeiro prazo para o cumprimento da norma é 5 de junho. Por isso, é importante se preparar.

A lei municipal 10.501/2019, alterada pela lei 10.574 de 2019, veda a incineração e a destinação aos aterros. A exigência será cobrada de forma escalonada. Em junho deste ano, 25% dos resíduos orgânicos devem ser encaminhados à compostagem, com aumento anual, até chegar a 100% no fim da década. O prazo corresponde com a meta do programa Lixo Zero 2030, que visa diminuir ao máximo todos os tipos de descartes até essa data.

Conforme a legislação, o município deve disponibilizar serviço de coleta específico, mas preferencialmente deve incentivar as iniciativas comunitárias e coletivas. “A prefeitura deve apoiar a compostagem doméstica. No caso em que o prédio não conte com espaço adequado para compostagem, a Comcap (Autarquia Melhoramentos da Capital) deve se responsabilizar pela coleta”, observa o autor da lei, vereador Marcos José de Abreu, conhecido como Marquito.

Mas o presidente da entidade, Márcio Alves, alega que o órgão não tem responsabilidade expressa de recolher esse tipo de resíduo, mas sim os próprios condomínios. “É importante já se prepararem para seguir a regra, pois a Comcap não tem obrigação e nem ‘perna’ para atender a todos”, dispara Alves. Contudo, ele afirma que a instituição oferecerá treinamento sobre métodos de compostagens.

A responsabilidade dos condomínios, do município e da Comcap estará definida na regulamentação da lei, que deve ser estabelecida por decreto municipal, ainda sem data prevista. Segundo Alexandre Böck, presidente da comissão técnica para estudo da legislação, a minuta foi entregue no começo de fevereiro para análise dos órgãos envolvidos. Outra norma pioneira em prol do meio ambiente na cidade, a lei 10.62/2019, que proíbe uso de agrotóxicos na parte insular do município a partir de outubro, também está em fase de regulamentação. A minuta deve sair até abril.

A escolha do método

Independentemente de o condomínio adotar a destinação dos resíduos por coleta ou por compostagem, será necessário um trabalho de educação dos moradores. Eles deverão separar todos os resíduos orgânicos em um recipiente fechado, que deve ser encaminhado em no máximo dois dias para um contentor ou para a área escolhida para fazer o processo in loco.

Existem diferentes métodos de compostagem. Um deles é a vermicompostagem, em que o processo de decomposição é feito com o auxílio de minhocas em caixas de plástico. Outra forma é o chamado método UFSC, por leiras estáticas com aeração natural. De maneira mais simples, podemos dizer que tal técnica é formada pela deposição alternada de restos frescos e de podas de jardim e palhas.

Uma técnica fácil é o método Udesc, desenvolvido pelo professor Germano Gutler, do Departamento de Agronomia. Nela, a transformação do orgânico em adubo não passa por composteiras. O resíduo orgânico sai dos apartamentos e vai direto para o jardim ou horta, que deve ser coberto por folhas secas ou serragem para evitar mau cheiro. “As plantas crescerão em cima. Nem dá para ver. Em um metro quadrado é possível colocar 100 quilos de sobras orgânicas”.

Implementação do processo

  • Implementação da lei será gradual quanto aos tipos de orgânicos: primeiro, restos de podas, varrições e jardinagens; segundo, geradores de resíduos alimentares; terceiro, resíduos domiciliares
  • Comcap conta hoje com seis composteiras com capacidade para 300 toneladas de resíduos por ano
  • Autarquia já comprou quatro caminhões para a coleta especial
  • Atualmente, 35% do material coletado pela Comcap são de resíduos orgânicos.

São considerados orgânicos: Cascas de frutas e de ovos, sobras de verduras, restos de comida, borra de café ou chimarrão, filtro de café, restos de carnes, aparas de grama.

O que é compostagem?

A compostagem é um processo biológico aeróbico (oxigênio) em que microorganismos, como bactérias e fungos, transformam a matéria orgânica em adubo. A decomposição resulta em um composto rico em nutrientes, muito melhor do que os fertilizantes químicos.

Saiba mais:

Manuais para fazer compostagem estão disponíveis em https://bit.ly/2TgiJsM. Click no botão “o que fazer com os resíduos” e, na sequência, em “orgânicos”.

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Hortas urbanas: alimentos orgânicos em casa

30/Setembro/2019        

 

Ação de sustentabilidade em condomínios ajuda na qualidade da alimentação, na integração entre os moradores e pode servir até como terapia

Em tempos de uso indiscriminado do agrotóxico, poder contar com produtos fresquinhos na mesa e ter a certeza de que estão livres de qualquer tipo de veneno é um privilégio, e tem incentivado o consumo de orgânicos. Tanto que segundo levantamento do Conselho Brasileiro da Produção Orgânica e Sustentável (Organis), a parcela de pessoas que tem consumido orgânicos pelo menos uma vez por mês subiu de 15%, em 2017, para 19%, em 2019. Em Santa Catarina, quarto maior produtor no Brasil de acordo com a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (Epagri), no início do ano o Estado implementou uma Política Estadual de Incentivo às Feiras de Produtos Orgânicos.

Economia verde

A qualidade na alimentação é apenas uma das vantagens quando se fala dos benefícios das hortas urbanas. Em São José, no bairro Forquilhas, os moradores do Residencial Garden Ville foram premiados. Além de morar em um espaço bem estruturado e com várias áreas de lazer, o condomínio ainda conta com mais uma vantagem: os condôminos podem receber produtos orgânicos colhidos na hora. E o melhor, sem precisar tirar o carro da garagem.

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Ana Paula Palmezan, síndica do Residencial Garden Ville e o produtor de alimentos orgânicos Claudio Hoffmam

O edifício tem como vizinho o agricultor Claudio Hoffmam, morador do local há 20 anos e proprietário de um terreno de quatro hectares, onde planta vários tipos de hortaliças. Semanalmente ele prepara uma cesta com os alimentos que foram previamente encomendados, via grupo no Whatsapp, e entrega na porta do prédio ou os próprios condôminos pegam no local. O mix de variedades conta com mais de 20 tipos de hortaliças, entre elas alface e temperos em geral.

 

Por semana é colhido aproximadamente uma tonelada de alimentos, sendo que a maior parte da produção abastece duas grandes redes de supermercados de Florianópolis. Do condomínio, 50 famílias aproveitam essa facilidade, mas segundo a síndica Ana Paula Palmezan, a ideia é investir ainda mais na divulgação formal e tornar o serviço mais conhecido entre os 16 blocos, que somam 512 unidades.

“A tranquilidade de poder comprar produtos naturais sem agrotóxicos, na porta de casa, não tem preço. Eu sou uma das freguesas do senhor Hoffman e vejo a importância dos condomínios incentivarem e proporcionarem a criação de hortas comunitárias. Ou ainda buscar produtores da sua região que possam atender a essa demanda”, pontua Ana Paula.

Com as mãos na massa

Se nem todos têm a sorte de morar ao lado de uma grande horta urbana, vale lembrar que é possível criar iniciativas dentro do próprio condomínio. E é exatamente isso que estão fazendo vários síndicos e moradores que, através de práticas sustentáveis, estão colocando na mesa alimentos mais saudáveis e, ao mesmo tempo, criando um ambiente cooperativo nos edifícios. Para as pessoas que se envolvem com todo o processo, do plantio à colheita, mexer na terra ainda pode ter função terapêutica.

 

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As moradoras Helena de Souza e Edite de Morais na hora do Condomínio Mirante Quatro Estações

 

Também de São José, o Condomínio Mirante Quatro Estações, localizado no bairro Serraria, cultiva uma horta comunitária desde 2016. Reivindicada pelos moradores, através do Conselho de Meio Ambiente do prédio, a estrutura foi construída em uma parte do boulevard onde já estavam instalados canteiros com grama. E o que começou com 30 m², hoje ocupa uma área de 120 m². O condomínio conta com um espaço total de 46 mil m², sendo seis torres com 240 apartamentos. Os quase 1.200 condôminos desfrutam de uma infraestrutura completa com salões de festas, brinquedoteca, cinema, piscina, academia, parques infantis, campo, quadra, pista de skate, espaço pet e pista de caminhada de 900m.

De acordo com o síndico Dalmo Tibincoski, que há quatro anos comanda o espaço, todos os moradores podem participar dos cuidados com a horta, conforme a disponibilidade de cada um, sendo que as moradoras Helena de Souza e Edite Balem de Morais são as responsáveis por coordenar as atividades. Com o apoio da administração e da empresa de jardinagem que atende ao condomínio, elas dão o ritmo ao trabalho, plantio, cuidados, colheita, entre outras demandas. Todos os alimentos produzidos são disponibilizados gratuitamente aos moradores e para incentivar ainda mais o consumo e o envolvimento de crianças e adultos no projeto, o síndico irá organizar aos sábados o “Dia da Colheita”, sempre que houver produtos prontos para o consumo.

 

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A moradora Helena de Souza mostra a área de compostagem do condomínio

 

“Independentemente do tamanho, da localização ou das características do condomínio, sempre há alguma melhoria que pode ser implantada em relação ao cuidado com o meio ambiente e sustentabilidade. Convide os moradores para participar, peça a ajuda, ideias, comece e aos poucos com certeza todos irão contribuir de alguma forma”, avalia Tibincoski. O condomínio ainda desenvolve um trabalho de compostagem nos fundos do empreendimento, com o material orgânico coletado pelos condôminos. O adubo é utilizado como fertilizante natural na horta e em toda a área verde entre os prédios.

Iniciativa dos moradores

Outro bom exemplo de que o movimento das hortas comunitárias está crescendo e veio para ficar é de Florianópolis, no bairro Abraão, Condomínio Ilha do Sol. Sob o comando do síndico Carlos Brasil há três anos, o projeto do plantio teve seu início dois anos antes dele assumir o cargo, por iniciativa própria dos moradores. Mas foi só realmente este ano que ele ganhou força, quando mais pessoas abraçaram os cuidados necessários para manter o local. Construído há 41 anos, o empreendimento tem 92 apartamentos distribuídos em sete blocos.

Seguindo a risca o ditado popular ‘a união faz a força’, cada morador voluntário contribuiu com alguma coisa - tijolo pra cercar os canteiros, mudas, sementes, enxada, regadores - e o sonho se tornou realidade. Para montar a horta o condomínio aproveitou uma área verde que não estava sendo utilizada e hoje já tem temperos, legumes e verduras da época. Entre as opções de colheita no momento estão alface, cenoura, couve, brócolis, salsa e cebolinha. Os alimentos produzidos não são comercializados, sendo toda a variedade disponibilizada e dividida entre os moradores e funcionários do condomínio.

A iniciativa partiu dos moradores, mas a administração contribuiu com um sistema de captação de água da chuva com torneira e mangueira, que ajuda bastante nos períodos de estiagem. “O nosso próximo objetivo é plantar essa ideia nos que ainda não participam do projeto, oferecendo os resultados. Mais que um fornecedor de alimento, a horta tem atuado na sociabilização de todos. A relação entre os moradores não está somente na colheita, pelo contrário, existe um vinculo maior e isso é forte igual a uma raiz. O cuidado e o zelo deles é que faz a coisa funcionar”, comenta Brasil.

Entre os maiores incentivadores do projeto está a senhora Margarida Santi, que há 22 anos mora no edifício e é apaixonada pelo espaço. Filha de agricultores, ela sabe os benefícios que vêm da terra, ainda mais aproveitando um espaço, que estava ocioso, para o bem de todos. “Eu amo a horta e cuido um pouquinho todos os dias. Pra mim ela funciona como terapia, uma forma de desacelerar da correria do dia a dia. Gosto de plantar, ver os frutos nascendo, crescendo, tudo dentro do seu próprio tempo. Acho maravilhoso aproveitar a terra pra fazer algo útil para os condôminos. Aqui nós temos a oportunidade de comer alimentos orgânicos, saudáveis e de graça”, salienta.

Como estratégia para envolver os demais moradores, entre os próximos passos do grupo está disponibilizar uma caixa com os produtos da horta na portaria. Assim, as pessoas que não têm o hábito de ir até o canteiro poderão conhecer um pouco mais do trabalho e quem sabe até despertar a vontade de participar do grupo.

Comece uma horta

  • O primeiro passo é aprovar o projeto em Assembleia e definir como será o processo de implantaçãoEscolha um local com o máximo de iluminação solar que não esteja sendo utilizado. Caso o condomínio não tenha áreas permeáveis, o indicado é construir ou comprar canteiros prontos. Ou ainda, se não tiver muito espaço, é possível montar uma pequena horta vertical;
  • No caso das hortas maiores, é recomendado que também seja criado um centro de compostagem. Além de adubo natural, os moradores terão um destino mais sustentável para todo o lixo orgânico;
  • Forme um grupo que será o responsável direto por todas as demandas do espaço. Isso é fundamental para garantir o bom andamento do projeto;
  • Na hora do plantio, escolha as espécies de acordo com o espaço, profundidade do solo e época do ano. Aproveite o momento para promover a sociabilização entre os moradores, além de promover um momento de relaxamento e de contato com a natureza; 
  • Nas hortas menores dê preferência para o plantio de ervas, temperos e chás. Em caso de hortaliças, opte pelas de cuidado mais simples, como alface, salsinha, cebolinha, coentro, entre outras;
  • Não se esqueça de regar e fique de olho na manutenção: retire as ervas daninhas, previna contra pragas com receitas caseiras e faça a poda das plantas;
  • Tenha bom senso na hora de colher os alimentos. Vale definir em grupo se cada morador poderá pegar do canteiro ou se terá alguém responsável pela distribuição.

Prefeitura de Florianópolis apoia projetos de agricultura urbana

A agricultura no meio urbano tem despertado cada vez mais o interesse da iniciativa pública e da população. Em uma ação que incentiva o aproveitamento das áreas comunitárias para produzir alimentos orgânicos, quem sai ganhando é a população que de quebra leva um espaço de reconexão com a natureza e de convivência.
Em Florianópolis já são mais de 100 hortas urbanas espalhadas entre parques, escolas, postos de saúde e hospitais, que foram construídas pelo Programa Municipal de Agricultura Urbana (PMAU), criado há dois anos pela Prefeitura e que envolve 14 órgãos municipais. Entre os benefícios da ação está a recuperação de terrenos, muitas vezes utilizados como local de descarte irregular de lixo, que foram transformados em canteiros com plantas alimentícias e medicinais, árvores nativas e pátios de compostagem.

Para Daiana Bastezini, gerente da Divisão de Gestão Ambiental da COMCAP, uma das responsáveis pelo projeto, as hortas trazem mais que uma alimentação mais saudável. “Elas promovem um espaço de crescimento pessoal, em que há troca de experiências e conhecimentos. Nas escolas, por exemplo, tudo é feito de forma pedagógica, com a participação da comunidade escolar e acompanhamento da equipe de nutricionistas da Secretaria Municipal de Educação”, destaca.

E como incentivo para os condomínios que ainda não investiram nessa fonte de saúde, ela coloca o trabalho do projeto à disposição dos síndicos. O PMAU poderá disponibilizar os insumos iniciais, como o adubo orgânico e inoculante para a compostagem. Os interessados deverão enviar um ofício de pedido para o e-mail do projeto: [email protected]. O mesmo contato vale para quem quiser mais informações sobre a horta urbana mais próxima da sua casa.

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Projeto Bairro Verde quer urbanizar as calçadas

30/Julho/2019        

A iniciativa da Associação de Condomínios dos Bairros Campinas e Kobrasol propõe plantar árvores nos passeios públicos de São José

O remanejamento de espaços públicos para estacionamento de veículos em algumas ruas dos bairros Campinas e Kobrasol, em São José, que tiveram a mudança de trânsito para mão única, resultou na criação de um importante projeto ambiental. Proposto pela Associação de Condomínios dos Bairros Campinas e Kobrasol (ACCK), o projeto prevê a arborização nas calçadas, o chamado Bairro Verde.

“A ideia nasceu de conversas entre os síndicos e de experiências trazidas por eles de outros países. Sentimos a falta de verde na cidade e, por isso, vamos solicitar o apoio da Prefeitura e de um profissional da área”, diz o presidente da ACCK, Sérgio Faust. Como sugestão, a entidade – que tem 40 condomínios associados – vai propor ao executivo municipal o alargamento das calçadas. Segundo Faust, a obra é viável já que as ruas, com a mudança, funcionam com a circulação de veículos apenas em sentido único.

Além da prefeitura do município, Sérgio pretende manter também parceria com o Jardim Botânico de São José tanto para distribuição de mudas como para assessorar na escolha das espécies, uma vez que nem todas as árvores são indicadas para o plantio em passeios públicos. “Não poderíamos deixar de ser parceiros. Somos uma instituição de pesquisa voltada à conservação e preservação da biodiversidade de nossas matas e a consequente melhoria de condição de vida da população”, diz o diretor do Jardim Botânico, Sérgio Stählin, ao afirmar que se trata de uma necessidade urgente, um respeito à população e uma obrigação do poder público que reduziu o bem-estar da comunidade ao deixar que o Plano Diretor permita a excessiva aglomeração urbana. “Trata-se de um planejamento desumano para pedestres, ciclistas, cadeirantes, entre outros”, explica o diretor.

Valorização dos imóveis 

Para a associação, as árvores vão embelezar as ruas dos bairros, além de trazer melhor qualidade de vida no sentido de que elas são essenciais para purificar o ar, para escoar a água da chuva, para reduzir o ruído dos carros e ainda contribuem para a valorização dos imóveis.

O diretor do Jardim Botânico, Sérgio Stählin, lembra também que arborizar a cidade é uma questão de saúde pública. “As árvores só trazem benefícios”, diz ao destacar a sua importância: mantêm o equilíbrio térmico do ambiente, são filtros para bloquear a poluição, a luz solar, controlam a temperatura do lugar, atraem mais pássaros e deixam as ruas mais bonitas, e mais agradáveis de caminhar, especialmente no verão. “As árvores que fazem parte de um sistema viário exercem função ecológica, no sentido de melhoria do ambiente urbano, e de embelezamento das vias públicas, consequentemente da cidade”, resume.

Mas alerta para os cuidados que se deve ter na hora de plantar: escolher espécies recomendadas para os passeios públicos. “É preciso lembrar que existem muitos problemas causados pelo confronto de árvores inadequadas com equipamentos urbanos, como fiações elétricas, encanamentos, calhas, calçamentos, muros, postes de iluminação, entre outros”, informa Stählin, biólogo e secretário geral da Rede Brasileira de Jardins Botânicos.

Benefícios da arborização urbana

  • Purificação do ar pela fixação de poeiras e gases tóxicos e pela reciclagem de gases através dos mecanismos fotossintéticos (uma árvore adulta filtra 28 kg de poluição de ar por ano);

  • Melhoria do microclima da cidade, pela retenção de umidade do solo e do ar e pela geração de sombra, evitando que os raios solares incidam diretamente sobre as pessoas (uma árvore adulta esfria igual a 10 aparelhos de ar-condicionado funcionando direto por ano);

  • Influência no balanço hídrico, favorecendo infiltração da água no solo e provocando evapo-transpiração mais lenta (uma árvore adulta absorve 29.000 litros de água de chuva por ano);

  • Abrigo à fauna, propiciando uma variedade maior de espécies, consequentemente influenciando positivamente para um maior equilíbrio das cadeias alimentares e diminuição de pragas e agentes vetores de doenças;

  • Redução na velocidade do vento e amortecimento de ruídos.

Fonte: Sérgio Stählin

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Como condomínios do litoral lidam com a gestão do lixo no Verão

01/Março/2019        

Adaptações na logística de coleta, conscientização para os recicláveis como moeda e zelo na identificação e separação dos materiais são boas práticas em Balneário Camboriú e Itajaí

O elevador de serviço com sacos de lixo acumulados até o teto foi uma cena comum para os funcionários do edifício Camboriú Park, em Balneário Camboriú, da última semana de 2018 à primeira deste ano. No período ápice do turismo no Litoral Norte, os funcionários chegaram a recolher uma tonelada de lixo em um só dia no prédio de 128 apartamentos.

O crescimento no volume de lixo no condomínio acompanha uma combinação que já é histórica na cidade: semana de festas, turismo aquecido e maior produção de resíduos. Apenas no dia 1º de janeiro de 2019, a Ambiental Limpeza Urbana e Saneamento, responsável pela coleta no município, recolheu 399 toneladas de resíduos sólidos comuns, ou seja, que foram das lixeiras direto para o aterro sanitário em Itajaí.

Mas, bem antes da passagem do caminhão da coleta, que é diária no Centro durante a alta temporada, muito trabalho e despesas estão sob a responsabilidade dos condomínios. Eles precisam estar preparados para o inchaço populacional e uma gestão sustentável dos resíduos. Enquanto para muitos moradores a atividade é quase invisível, muitos condomínios identificam, separam, destinam e até arrecadam recursos com os resíduos produzidos. Quanto mais atitudes o síndico adota nesse sentido, mais os moradores parecem aderir.

A coleta interna no Camboriú Park é feita por duas pessoas da zeladoria. Elas esvaziam os compartimentos com as lixeiras de coleta seletiva nos 16 andares e descem com o material por um elevador que já é reservado para a tarefa. Os moradores devem levar ao depósito de cada andar os resíduos já separados e bem embalados, inclusive garrafas pet com óleo de cozinha utilizado. Mas, no Verão, com a frequência das pessoas que desconhecem ou ignoram as regras do condomínio, a gestão do lixo vira um desafio.

“Depois do Natal, o volume de lixo produzido foi tamanho, que precisamos contratar um funcionário temporário para essa função. O volume de lixo também aumenta a necessidade de limpeza de corredores, depósitos. Além disso, foi necessário reforçar a gramatura dos sacos de lixo, porque muitos estavam se rompendo”, relata o síndico Emerson Capri.

O condomínio está projetando uma nova central para os resíduos no segundo pavimento, com um mecanismo para a retirada do lixo com diferentes destinações (orgânico e reciclável) e separadores até a lixeira externa. O objetivo é separar melhor, facilitar a operação para os funcionários do prédio e expandir entre os moradores e turistas a responsabilidade e a consciência com o lixo que geram.

Resíduos se tornam “moeda consciente” para o condomínio

Em um condomínio fechado de casas, com ruas que permitem a passagem do caminhão de coleta, como o Villa Rica, em Balneário Camboriú, a administração poderia apenas deixar a coleta ao encargo dos moradores, sem maiores transtornos. Mas, há um ano, o ato de separar resíduos ganhou aliados e se reverteu em moeda. Nas quartas-feiras de coleta seletiva, os funcionários da manutenção passam antes do caminhão em frente às residências e resgatam materiais com valor para empresas de reciclagem.

Alumínio, papelão e papel, por exemplo, são vendidos a uma empresa e pagam despesas do condomínio relacionadas ao manejo do lixo, como materiais usados nas áreas comuns.

O dinheiro também serve para outras benfeitorias ao local e à equipe. Em 2018, contribuiu com a festa de fim de ano dos 16 funcionários e seus familiares. O gestor predial Gustavo Bonissoni, que auxiliou na implantação da medida, diz que a atenção com a separação é percebida pelos moradores e atrai o engajamento de muitos. O síndico Luiz Alberto Ziembick considera a iniciativa uma “moeda consciente” para equilibrar o meio ambiente.

Lixo tem outro nome no Brava Home Resort

Condominio Brava Horta Site
Horta e composteira do Brava Home Resort, em Itajaí, mantidas com os resíduos orgânicos de 50 dos 323 apartamentos

Rejeito é a palavra usada no condomínio de alto padrão Brava Home Resort, em Itajaí, para identificar o que não pode ser reutilizado e será descartado para o caminhão da coleta municipal. Percorrendo as áreas comuns do condomínio de 14 torres e 323 apartamentos, na cidade vizinha a Balneário Camboriú, leem-se plaquinhas com o nome de diversos tipos de materiais reaproveitáveis, menos a palavra lixo.

A gestão de resíduos do condomínio vai muito além do orgânico/reciclável. Com os recipientes todos identificados por tipo de descarte, cerca de 25pessoas do quadro de funcionários são envolvidas diretamente na coleta dentro do condomínio. Não há um funcionário específico para cuidar da separação. Óleo, lâmpadas, remédios, pilhas e baterias, papel e papelão, plásticos, vidro, metais, objetos cortantes, cada coisa tem o seu lugar. As lixeiras são identificadas, o material separado é levado ao depósito até se obter certo volume para comercializar.

As lixeiras identificadas estão em cada andar e, no térreo e na garagem, existem “Ecopontos” para que materiais maiores, como monitores, caixas e outros volumes para descarte sejam depositados. A cada quinzena durante o verão, em média, são recolhidos 400 kg de papelão, 40 kg de embalagens pet e até 500 lâmpadas, baterias e pilhas.

Os rejeitos são uma pequena parte de todos esses resíduos coletados no condomínio. Até os alimentos orgânicos, como cascas de frutas e legumes, servem para a grande composteira que nutre a horta do Brava Home Resort. São considerados rejeitos orgânicos, apenas os derivados de leite, de carnes e restos de alimentos cozidos. Um vídeo elaborado pelo condomínio explica todas as regras. O Gerente predial do Brava Home Resort, Carlos Roberto Borba, explica que 50 moradores aderiram à separação de resíduos específicos para a compostagem.

Nessa cadeia da gestão de resíduos estão de empresas de coleta em resíduos especiais até catadores de recicláveis cadastrados. Os materiais vendidos a empresas geram recursos para placas, adesivos e materiais relacionados à coleta, campanhas e eventos educativos e descontos na aquisição de material de limpeza.

Ambiental faz recomendações aos síndicos

Em Balneário Camboriú, onde o volume de lixo aumenta a cada feriado ou período de férias e festas, duas recomendações básicas são feitas aos síndicos pela Ambiental Limpeza Urbana e Saneamento: zelar pela separação dos resíduos recicláveis dos comuns e manter a atenção para os horários em que a coleta passa pelo prédio. O depósito nas lixeiras após a passagem da coleta gera odor, atrai animais e outros problemas.

“O condomínio deve adequar a lixeira com contentores para armazenar os resíduos sólidos comuns separados dos recicláveis. As cooperativas de triagem cadastradas pela prefeitura estão sofrendo com falta de material, por isso solicitamos a todos o engajamento na coleta seletiva municipal”, explica Thiago Munhoz, gerente na companhia.

A Ambiental oferece palestras e cursos de educação ambiental com ênfase na coleta seletiva, que podem ser ministrados nos condomínios.

Dias de coleta em Balneário Camboriú

Resíduos sólidos comuns
Região central - 2ª a sábado na baixa temporada e diária na alta temporada
Demais bairros – 3 vezes por semana.

Resíduos recicláveis
Toda a cidade – 1 vez por semana.

Resíduos sólidos especiais
Móveis, eletrodomésticos e animais mortos de médio e grande porte - serviço gratuito, mediante prévio agendamento em horário comercial.
Informações sobre coleta e palestras: (47) 3169-2900.

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Tampinhas e lacres geram recursos para projetos sociais

09/Outubro/2018        

Condomínios engajam-se nas campanhas que visam preservar o meio ambiente

Dois projetos sociais desenvolvidos em Santa Catarina estão conquistando cada vez mais adeptos. Em comum, eles almejam preservar a natureza e ainda promover a solidariedade. Um deles é o Ecopet, projeto que recolhe tampinhas descartáveis para ajudar animais em situação de rua ou de abandono. Recicladas, ao invés de irem para o lixo, as tampinhas geram recursos para castração de cães e gatos e retornam para a indústria. “Encontrar um animal na rua abandonado, além de muito triste, é uma questão de saúde pública. E o plástico é o maior problema ambiental que enfrentamos atualmente. Então, a ideia foi unir os dois problemas”, explica Natália Nardi, idealizadora da campanha.

Reciclagem Dentro
No Residencial Central Park, as embalagens padronizadas incentivam a participação dos moradores na campanha

Os primeiros trabalhos iniciaram em 2016, quando Natália trouxe a proposta da cidade gaúcha de Caxias do Sul, sua terra natal. Pouco tempo depois, conseguiu o apoio da cuidadora de cães, Ana Pacheco, e o projeto foi lançado oficialmente em abril do ano passado. Hoje, são 320 pontos de coleta espalhados por Florianópolis, Palhoça, São José e Biguaçu. De acordo com as voluntárias, o engajamento das pessoas tem trazido bons resultados. Só para exemplificar, no mês de agosto foram arrecadadas – apenas na Ilha - quase 5 mil tampas e tampinhas, um volume suficiente para castrar 65 animais, entre cães e gatos.

O material recolhido é levado para uma empresa de reciclagem de Palhoça, que compra o plástico, e o dinheiro financia as cirurgias que são feitas em quatro clínicas veterinárias da Ilha e do Continente – para tutores que se cadastram e entram numa lista de espera -, e também na forma de mutirão nas comunidades carentes.

Como participar - Os condomínios podem utilizar uma garrafa de água de cinco ou 10 litros e guardar as tampas de produtos de higiene, remédios, sucos, leite, iogurtes, garrafas pet e até de margarina e sorvete. “É algo simples e todas as pessoas podem ajudar e fazer a diferença em se tratando também de sustentabilidade”, garante Natália – que é responsável pela coleta no Continente – e Ana na Ilha. Em média, é necessário cerca de 120 quilos de tampinhas para castrar um cão de até 15 quilos. Ou seja, o equivalente a 10 sacos de lixo de 100 litros. A coleta pode ser feita no local por voluntários do projeto ou em pontos espalhados na Ilha e no Continente. Informações: Ana Pacheco (48) 99622-6719.

Lacre solidário

Campanha socioambiental que, ao recolher lacres das latas de bebidas e trocar por cadeiras de rodas, beneficia pessoas e entidades necessitadas. Por meio disso, busca desenvolver uma cultura voltada ao cuidado com o meio ambiente, com o consumo consciente e, principalmente, com o ser humano. Ativada há cinco anos em Blumenau por jovens do Projeto Pescar, a campanha é coordenada pela Fundação Fritz Muller, em parceria com o Rotary Clube de Blumenau.

“Também contamos com a contribuição de patrocinadores que apoiam atividades como impressão de material de divulgação, arrecadação, coleta, divulgação e transporte”, diz a coordenadora de projetos de Responsabilidade Social da Fundação, Elissa Maria Retcheski, ao destacar a evolução da campanha.

Em 2012, eram 33 postos de coleta em seis cidades catarinenses. Hoje, o número saltou para 250 postos de arrecadação em sete estados e 48 cidades. Só no ano passado, a campanha arrecadou 5 toneladas de lacres revertidas em 87 cadeiras de rodas que foram doadas para pessoas físicas e jurídicas de 14 cidades catarinenses.

Como participar- Os condomínios que tiverem CNPJ poderão se inscrever como posto de coleta. Porém, se quiserem contribuir somente arrecadando os lacres com seus moradores, podem procurar os postos de coleta mais próximos das suas localidades para realizar a entrega. Os endereços dos locais de arrecadação estão disponíveis no site da campanha. Em média, cerca de 90 quilos de lacres equivalem a uma cadeira de rodas. Informações pelos telefones (47) 3057-8001 e 3057-8015. www.campanhalacresolidario.com.br

BOX Condomínio dá exemplo

O Edifício Residencial Central Park, que fica no bairro Saco Grande, em Florianópolis, vem dando bom exemplo. Desde o início do ano, o condomínio mobilizou os moradores para aderir ao Projeto Ecopet Tampas Tampinhas. Fez um comunicado através do grupo de WhatsApp explicando o objetivo e como participar da campanha. No início, foram colocadas caixas de papelão em cada um dos 12 blocos do condomínio. 

Neste mês de setembro, foram lançadas novas embalagens e duas novas campanhas: Lacre Solidário e ReÓleo. “A esposa do síndico, Andressa Aguiar Soares, confeccionou bombonas de 10 litros de água para coleta de tampas e também uma garrafa pet, cortada ao meio, para arrecadar lacres de latas de bebidas”, diz o subsíndico Volnei Farias Medeiros. Responsável pelo recolhimento dos materiais, ele diz que todos os domingos transfere as tampas das embalagens para um recipiente maior. E no final de 15 a 30 dias, Volnei liga para as voluntárias buscarem o material.

“No último dia 10, recolhemos uma bombona de 20 litros, duas de 10 litros e duas caixas de papelão com tampas maiores”, comemora Volnei ao destacar a participação efetiva das 108 unidades do edifício, que reúnem cerca de 240 moradores.

 

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Comcap lança campanha para aumentar a reciclagem

31/Julho/2018        

Meta é separar o lixo corretamente e reduzir o rejeito na coleta seletiva

Um dos mais graves problemas ambientais do planeta é,sem dúvida,o lixo. Na tentativa de reduzir o volume de resíduos e evitar o desperdício, várias campanhas estão sendo deflagradas no mundo inteiro com o propósito de incentivar a reciclagem. Em Florianópolis, a Comcap (Autarquia de Melhoramentos da Capital) lançou, recentemente, a campanha “Recicle seus hábitos. Enxergue o lixo com outros olhos”.

“A ideia é sensibilizar as pessoas para que, mais do que consciência, tenham atitudes. É orientar para que reciclem seus hábitos e separem os resíduos de forma correta. Não adianta pegar uma latinha de massa de tomate suja e colocar na coleta seletiva da Comcap, isso vai virar rejeito e contaminar outros materiais que foram separados de forma correta”, diz o diretor presidente da Autarquia Carlos Alberto Martins, ao lembrar que todos os materiais precisam estar limpos.

“O índice de até 25% de rejeito na coleta seletiva ainda é muito alto implicando num custo de logística alto também. Nosso foco, portanto, é que as pessoas separem o lixo corretamente, reduzindo o rejeito na seletiva”, completa.

Atualmente, embora a coleta seletiva da Comcap atenda a todos os bairros da cidade - sendo que 70% dos domicílios são abrangidos pelo sistema porta a porta e o restante por rua geral, lixeira comunitária ou entrega voluntária - apenas 6% do material recolhido é reaproveitado. Sem contar que Florianópolis tem, há mais de 30 anos, coleta seletiva de recicláveis secos (papel, plástico, vidro e metal).

“Das 203 mil toneladas por ano que passam pelo Centro de Valorização de Resíduos da Comcap, 183 mil seguem para o aterro sanitário e 20 mil são recuperadas e voltam para o ciclo econômico. Esse percentual de 6% que é recuperado, já descontado o rejeito verificado nas associações de triadores, gera receitas de até R$ 4,5 milhões ao ano na Grande Florianópolis, entre economia com aterramento e renda para 200 pessoas das associações. Mas Florianópolis recicla mais, por meio de iniciativas particulares e catadores não oficiais”, diz.

De acordo com o presidente, os condomínios podem colaborar no sentido de desenvolver políticas internas, inclusive de orientação aos moradores, para criar um depósito temporário específico, para separar corretamente, e aprofundar a campanha. Podem recuperar, inclusive, os resíduos orgânicos. “O foco é sempre separar corretamente para diminuir a quantidade de rejeito que é encaminhada ao aterro sanitário”, acrescenta.

Comcap

SAIBA MAIS

*Recicláveis como plástico, papel, metal e vidro também podem ser entregues nos Pontos de Entrega Voluntária e Ecopontos.

*Os recicláveis devem ser dispostos em sacos claros e transparentes. No caso de usar contentores, devem ser azul claro.

*Os materiais devem estar limpos e secos e o vidro em embalagem separada.

*Os resíduos orgânicos podem ser compostados no domicílio, com minhocários, ou na comunidade.

*Roupas e calçados são considerados rejeitos. É recomendado fazer doações porque não adianta colocar na seletiva da Comcap que não são reaproveitados.

*A coleta de recicláveis é feita seis vezes por semana no Centro, duas vezes nos bairros continentais, Bacia do Itacorubi e alguns balneários como Jurerê, e uma vez por semana no restante da cidade.

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Hora de separar e armazenar o lixo corretamente

06/Junho/2018        

Condomínios começam a dar atenção especial à gestão do lixo. Além de preservar o meio ambiente, pode gerar renda

A separação correta do lixo em condomínios é uma realidade e, cada vez mais, os síndicos estão buscando aprimorar o processo com ideias criativas e organizadas. Foi o que aconteceu com o síndico do Residencial Bosque das Estações, Leandro Pandolfo. Depois de conviver com um grande acúmulo de lixo no condomínio, ele resolveu projetar uma estrutura adequada para acomodar os dejetos produzidos pelas 390 unidades do residencial. Em janeiro deste ano, foi inaugurada a nova lixeira que já se tornou referência nas redondezas. 

“Levamos quase dois anos para juntar recursos, mais dois meses para construir a lixeira, e hoje estamos colhendo bons frutos, especialmente pelo descarte apropriado nas categorias orgânico, comum e reciclável. Inclusive reduzimos o montante de lixo comum em oito contêineres”, comemora Leandro.

Leandro Pandolfo Sindico
Depois de conviver com o problema de espaço para a colocação do lixo, o síndico Leandro Pandolfo mostra a lixeira construída no Residencial Bosque das Estações

Grande gerador de lixo, o residencial, que fica no bairro Bela Vista, no município de Palhoça, acomodava os contêineres nas dependências internas do condomínio, situação nada confortável devido à sujeira provocada no lugar e à péssima aparência. “A construtora não previu a quantidade de lixo que seria gerada pelos condôminos. No total, são 384 apartamentos residenciais e mais seis lojas comerciais distribuídos em oito blocos”, diz Leandro.

Há três anos administrando o condomínio, Leandro, a princípio, transferiu os contêineres – dois pequenos na frente de cada bloco – para o estacionamento dos visitantes. Mas também não deu certo, diante do acúmulo de dejetos que ficava espalhado no chão. Foi em busca de apoio de empresas da área de reciclagem e de uma especialista que o incentivou a planejar um sistema adequado para a separação do lixo. A partir daí, o condomínio contratou um arquiteto que fez o projeto de uma lixeira com destinação correta para seis categorias: lixo comum, orgânico, papel, plástico, metal e vidro.

A lixeira foi erguida em dois meses, novembro e dezembro do ano passado. Para orientar os condôminos sobre as diferenças dos materiais descartados e a maneira correta de separá-los e acondicioná-los, o condomínio preparou cartilhas, enviou e-mails, colocou cartazes nos murais e, algumas vezes, o síndico, com ajuda de moradores, ficou acompanhando o descarte feito pelos condôminos na lixeira. “Foi um trabalho de formiguinha, mas ainda estamos caminhando para o nosso objetivo que é a conscientização de todos”, afirma Leandro.

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O condomínio também se preocupou em revitalizar o espaço que antes era ocupado pelos contêineres. No local, foi construído um pergolado, com bancos e flores.

SEM COLETA
O grande problema, no entanto, é que o município de Palhoça não faz a coleta seletiva, fato que desmotiva alguns moradores. Além disso, muitas empresas que trabalham com reciclagem não compram o material, apenas coletam no imóvel ou até mesmo cobram pelo serviço. “Já estamos com dificuldades de armazenamento”, lamenta Leandro, que pretende - além de colaborar com a preservação do meio ambiente - também ganhar um dinheiro extra para reverter em prol do condomínio.

É o caso da MM Recicla, empresa familiar localizada no bairro Carianos, em Florianópolis, que recolhe material reciclável em 10 condomínios do bairro Trindade. De acordo com o proprietário, Valdecir Moreira, a empresa só cobra para retirar entulhos de construção como madeira. O restante como eletrônico, alumínio, papel, papelão e metal são coletados sem custo para o cliente. “Já temos despesas com combustível, funcionários e deslocamento”, justifica ao contabilizar o resultado do trabalho: de 5 a 6 toneladas de reciclável por semana.

Já a empresa HS Serviço Ambiental, que fica em Forquilhas, município de São José, remunera os condomínios, desde que o material reciclável seja armazenado corretamente. “Como não temos triagem no local, coletamos papelão e plástico (ferro e alumínio são terceirizados) já selecionados pelos condomínios, prensamos na máquina e vendemos às indústrias que retiram do nosso depósito em fardos”, explica Elaine Hasckel, uma das sócias da empresa, fundada pelo seu pai há 27 anos.

Para Elaine, um dos maiores problemas dos condomínios é a falta de local para armazenamento, já que as empresas de reciclagem só trabalham com volumes grandes de material. Além disso, o lixo, geralmente, não vem separado corretamente, fato que acaba não remunerando o serviço. “Os síndicos, muitas vezes, começam um bom trabalho, mas não conseguem ir para frente por falta de educação ambiental dos condôminos”, argumenta Elaine, ao dar um exemplo de um condomínio de Florianópolis que deu certo. “Eles têm uma receita média por mês de R$ 232 com o recolhimento de mais ou menos mil quilos de material”.

Prefeitura de Palhoça
A Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Palhoça informou que o Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos foi encaminhado à Câmara de Vereadores do Município. A ideia é realizar a coleta de recicláveis pela prefeitura e encaminhar os resíduos para as associações de catadores devidamente credenciadas. A assessoria não informou o prazo para o início da coleta seletiva.

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