Especialistas debatem acessibilidade

  • 08/Agosto/2014 - Redação CondominioSC
Especialistas debatem acessibilidade

 

Um auditório lotado escutava atendo a cada novo palestrante. Arquitetos e outros profissionais da construção civil acompanharam na tarde desta quinta-feira especialistas em acessibilidade. O tema não poderia ser mais pertinente em um Brasil que envelhece a passos largos e com aproximadamente 24% da sua população com algum tipo de deficiência (dados IBGE). Para um auditório lotado, Ricardo Fonseca, presidente da AsBEA/SC, destacou a importância de debater o assunto e declarou que “devemos pensar a cidade como um local mais acessível para todos os cidadãos”.

Muitos profissionais se deslocaram de outras cidades para acompanhar o debate. Monique DiPietro, arquiteta, veio de Balneário Camboriú em busca de qualificação. “Ao projetar um espaço é preciso que se atenda a todas as demandas, estamos passando por um processo de conscientização e mudança, precisamos nos atualizar sempre”, declarou.

Orientação espacial: Processo igual para todos?

A arquiteta, doutora, pesquisadora e professora da UFSC Vera Helena Moro Bins Ely iniciou o debate falando sobre orientação espacial, um dos componentes da acessibilidade, além do deslocamento, da comunicação e do uso. Por orientação, explicou Vera, entende-se a capacidade de saber onde se está, a partir de mapa mental, e poder atingir um destino. “A maior parte dos projetos arquitetônicos, urbanos e paisagísticos contém elementos visuais de destaque para orientar os usuários, porém não consideram a diversidade humana. Como podemos transmitir informações para pessoas que não as percebem visualmente?”, declarou a especialista, que defende o debate e a qualificação para mudar esse cenário.

Acessibilidade nas edificações

Criada há oito anos, a Norma 9050 embasou a apresentação do arquiteto paulista Rogério Romeiro, que falou sobre Obrigatoriedade Legal – Lei e Norma. Mesmo com um tema mais sério, o bom humor marcou a fala de Romeiro, que destacou: “As prefeituras deveriam ser os agentes fiscalizadores, mas na prática o usuário acaba fazendo as maiores cobranças e promovendo as mudanças”. Romeiro acredita que mesmo longe do ideal o cenário evoluiu bastante nos últimos anos.

Thyssenkrupp: Produtos de Acessibilidade

Há oito anos a Thyssenkrupp desenvolveu uma divisão especial de acessibilidade no Brasil. Inspirada nas tendências de suas filiais na Europa, a empresa líder no segmento de elevadores desenvolveu outros meios de transporte para pessoas com mobilidade reduzida. Rafael Villar, gerente da divisão no Brasil, apresentou para os profissionais as opções da empresa: plataformas verticais de mobilidade; plataformas para plano inclinado; cadeiras elevatórias para escadas e elevadores para residências de até cinco andares.

Portobello

A Portobello é uma das maiores empresas de revestimentos cerâmicos da América Latina. Luiz Manetti, engenheiro da empresa, teve sua palestra pautada na apresentação de normas como a de Desempenho e nas Instruções Técnicas dos bombeiros, apresentando produtos, critérios e metodologia de projeto. Para Manetti usualmente as construtoras tratam o tema acessibilidade de forma incompleta, gerando adaptações no final da obra: “Além do transtorno para as próprias construtoras, as soluções de última hora acabam sendo mal feitas e caras. Ruim para o construtor e pior para o usuário”. Nas soluções apresentadas, duas dimensões: a primeira de ordem estética, com soluções elegantes e duráveis; a segunda de ordem profissional, que sustentam o planejamento já nos primeiros projetos, como paisagismo e decoração de áreas comuns.

Arquitetura Inclusiva

A arquiteta Dra. Sandra Perito, presidente do Instituto Brasil Acessível, de São Paulo, apresentou duas experiências de sucesso com os casesPrograma Renova Centro e COHAB/SP. Com o tema “Aplicação do universal designer em projetos habitacionais”, a palestra mostrou a realidade de ambos os projetos, que colocaram na prática os conceitos de desenho universal, contestando a tese do alto custo de projetos adaptados, “O valor é muito maior no caso de reformar, não se já planejar dentro dos padrões universais. Nossos projetos tiveram o mesmo valor que teriam caso não fossem adaptados”, afirmou.

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