Muitos síndicos profissionais atuam tanto na gestão de condomínios residenciais quanto comerciais. Com base no Código Civil, a responsabilidade do gestor é a mesma, independentemente do tipo de prédio. Apesar de a legislação ser igual, entre esses espaços existem algumas diferenças que servem para garantir o bom funcionamento da comunidade condominial.
Administradora da F5 Gestão de Condomínios, Catiane dos Santos aponta, na prática, quais as diferenças existentes na gestão desses espaços.

“Em um prédio comercial, as interações se dão em um horário previamente definido, uma vez que esse local visa o atendimento ao condômino e seus clientes. Por isso é fundamental manter o prédio limpo, sem falhas como de elevador, refrigeração, portas de entrada, conservação externa predial e áreas verdes. Já no residencial as interações são constantes e a utilização do prédio ocorre 24 horas por dia com todas as exigências anteriores, mas estão totalmente direcionadas ao bem-estar e convívio dos moradores”, aponta a administadora.
Catiane dos Santos orienta que os gestores desses espaços analisem a convenção e o regimento interno dos imóveis. Segundo ela, nos documentos é possível perceber a forma de convívio e de tratamento em casos especiais como multas e proibições.
"Na dinâmica entre as pessoas há muitas opiniões e ações diferentes que exigem do síndico um conhecimento hábil da convenção e regimento. Isso permite que ele possa aplicar de forma coerente e racional as regras, mas também ser possuidor de um conhecimento de mediação para manter a harmonia. Lembre-se de que são públicos diferentes, com objetivos diferentes, e cabe ao síndico equalizar esses interesses", completa Catiane dos Santos.
Comercial ou residencial: qual deles é mais complexo de administrar?
Tanto um condomínio comercial quanto um residencial demanda atenção com assembleias, segurança, limpeza e manutenção. Em geral, os gestores acreditam que é mais complexo administrar um espaço residencial. No mercado condominial há 12 anos, sendo síndico de seis condomínios – a maioria comercial – na região de Florianópolis, Luiz Otávio Campos Simone explica a preferência.

“O residencial é mais complexo, pois tratamos com famílias e sonhos de pessoas que, muitas vezes, vêm de culturas bem diferentes. As demandas e o leque de prestadores de serviços tendem a ser maiores”, opina Luiz Otávio.
Ele cita as áreas comuns como ponto de destaque, pois em edifícios comerciais, esses locais normalmente são corredores e elevadores. Já nos residenciais, são piscina, salão de festas, espaço gourmet, playground e academia.
“Nos residenciais, os moradores querem um ambiente seguro, tranquilo e bem-organizado para que não tenham problemas na relação com os demais coproprietários. No comercial, a vida é mais prática e objetiva, não há muito tempo para se perder, então os condôminos esperam soluções rápidas e sem a necessidade de muitas deliberações, pois para os proprietários aquele imóvel é um bem que tem que gerar renda e não transtorno”, completa o síndico.
Quem também concorda é a síndica Adriana Gonçalves Lins de Souza. Há 20 anos no ramo e atuando em três condomínios – um deles misto – na região da Trindade, em Florianópolis, ela destaca a segurança como uma das diferenças desses espaços.
“No meu caso, tenho uma demanda maior com a segurança dos condomínios residenciais, pois temos mais unidades e moradores do que nos comerciais, e a circulação de pessoas é bem mais intensa”, afirma.
A dinâmica de trabalho é outro ponto divergente nesses empreendimentos.
“Também vejo diferença na quantidade de funcionários, mas isso é relativo, uma vez que depende muito do tamanho de cada condomínio. Logo, o número de funcionários é proporcional”, finaliza a síndica Adriana.
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