Vencendo os vazamentos

  • 11/Outubro/2012 - Redação CondominioSC
Vencendo os vazamentos

 

Na busca de soluções, síndicos encontraram serviços que prometem resolver com precisão o problema.

Um dos problemas que trazem mais dor de cabeça para o síndico em condomínio são os vazamentos, que além dos prejuízos na conta da água, desperdiçam um bem precioso da natureza e geram os famosos quebra-quebras nos consertos de encanamentos e outros aparelhos hidráulicos. Um defeito difícil de ser detectado. Para evitar grandes estragos, os síndicos devem ter atenção total ao consumo pelo hidrômetro. Também existem serviços que prometem resolver os defeitos com precisão, como o caça vazamentos e a colocação de válvulas redutoras de pressão.

No condomínio Maria Carolina, em Florianópolis, a síndica Cristiane Fonseca Kogut resolveu contratar o trabalho de um profissional de caça vazamentos após um dos quatro blocos aumentar a conta da água de R$ 2.000 em fevereiro para R$ 4.840 e R$ 5.250 em março e abril, respectivamente. O serviço consiste em verificar no sistema hidráulico onde há vazamentos com o auxílio de um aparelho eletrônico, chamado de geofone, que aponta o local exato, sem necessitar quebrar paredes e pisos. No residencial Maria Carolina, os blocos A e B foram analisados, já que tinham interligação. No total, 32 apartamentos foram vistoriados e suas áreas comuns.

Primeiramente foi feito o exame na tubulação de incêndio, mas não foram detectados problemas. Foi então que a síndica resolveu pedir a vistoria para os apartamentos e descobriu que a soma de vazamentos nas caixas acopladas dos vasos sanitários e registros de gavetas do banheiro e cozinha, além de torneiras que não paravam de pingar é que estavam elevando a conta de água.

“O condomínio arcou com a despesa do caça vazamentos e os condôminos com a correção dos problemas hidráulicos. Fornecemos a empresa de mão de obra e cobramos por meio da taxa condominial dos que tiveram que realizar as manutenções. Se apenas notificássemos, muitos iam deixar para fazer depois e não resolveríamos o caso”, explica Cristiane, que é gestora do condomínio Maria Carolina há apenas um mês. Cristiane lembra que esses aparelhos, como a caixa acoplada, necessitam de manutenção periódica, mas “os moradores não entendem que um pequeno vazamento no apartamento dele, somado com o dos outros vizinhos pode gerar um grande prejuízo para todos. O mais barato é sempre a prevenção.”, diz.

Marcelo Norette, de uma empresa de caça vazamentos, explica que com a ajuda de aparelhos, se localiza o ponto exato do vazamento e depois é feito o reparo, com o mínimo de “quebradeiras“ possível. Após o conserto é verificado novamente para ter certeza que o problema foi resolvido. “Às vezes o cliente pensa que é apenas um vazamento, mas podem ter outros”, observa. Até em piscinas é possível constatar o vazamento com ajuda de aparelhos. “Depois fazemos o reparo. Trocamos os azulejos embaixo da água, com uma resina especial subaquática”, conta.

De olho no hidrômetro
Os vazamentos podem surgir por diversos motivos, inclusive com trepidações produzidas por bate estacas da construção de um prédio vizinho do condomínio. É o que ocorreu no residencial Laranjeiras, na Capital. No edifício, a vibração forçou a estrutura e rachou o cano que ficava embaixo do piso da garagem. O problema foi detectado rapidamente porque a síndica Jaci Paulina Pogere costuma averiguar quase que diariamente o hidrômetro e percebeu que o consumo tinha aumentado exageradamente. Se ela não tivesse essa prática, o prejuízo poderia ser bem maior.

“A gente só via escorrer a água para o terreno do vizinho e o hidrômetro que marcava um consumo alto. Chamamos um encanador, que, com o auxílio da planta do condomínio, procurou o vazamento. Demorou três dias para descobrir onde ficava o local exato”, descreve a síndica.

Naquele mês a conta teve o valor triplicado. Como o problema foi gerado devido à nova construção, e seria trabalhoso provar isso na Justiça, a síndica fez um relatório e levou à Casan. “Expliquei o que aconteceu e mandaram um fiscal analisar. Negociei e consegui um desconto grande. Na época tiraram o valor da taxa de esgoto”, lembra. Ainda assim, pagaram uma conta no valor aproximado de duas taxas mensais.

Válvulas redutoras de pressão são obrigatórias

O síndico do edifício Haroldo Pederneiras, Yamandu Eduardo Martorell, sofreu na pele com o excesso de vazamentos pela falta de válvulas redutoras de pressão, item obrigatório em prédios com mais de oito andares. Entre 2008 e 2009 foram gastos R$ 15.000 com reparos hidráulicos. “Já houve problemas graves, que geraram prejuízos enormes. Um deles foi a inundação de um apartamento, que teve de ser todo reformado, além de ter afetado outras duas unidades e o elevador, pois a água correu pelo poço do equipamento”, conta o gestor condominial. Com a colocação do aparelho, nunca mais teve problemas de vazamento, mas até detectar a falha, percorreu-se um longo caminho. O dispositivo estava previsto no projeto hidráulico, mas não foi instalado. “Comecei pesquisando e os técnicos da área me informaram que era problema de pressão”, explica o síndico. As válvulas redutoras de pressão são necessárias em prédios de mais de 40 metros de altura, ou seja, cerca de oito andares, como determina a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) na regra NBR 5626/1998. Segundo Martorell, a água tanto parada quanto circulando causa pressão, chegam às torneiras dos primeiros andarem com muita força, o que contribui para gerar vazamentos e desperdício de água. Com a instalação do dispositivo nas prumadas das tubulações, a pressão da água é controlada e uniformizada. “Faz um ano que instalamos e nunca mais tivemos vazamentos. Acabaram aqueles sintomas de pressão alta. Ao abrir a torneira, agora sai um volume normal de água, que trouxe até redução no consumo. O mais importante é que acabaram aquelas obras para reparos de vazamentos”, lembra.

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