Brincadeira com segurança

Crianças até cinco anos de idade precisam de vigilância constante dos pais ou responsáveis Crianças até cinco anos de idade precisam de vigilância constante dos pais ou responsáveis

Crianças precisam de cuidados para se divertir sem riscos de acidentes no condomínio

Infância é um período de sonhos e muita diversão. Com o passar do tempo, surgiram novas atividades para os pequenos, seja pelas mudanças sociais, tecnológicas e da crescente restrição de espaço nas cidades. Das brincadeiras de rua, bolinha de gude e amarelinha para os playgrounds dos condomínios e games de computadores, nem tudo se altera. A necessidade de desenvolver o lúdico e o direito de ser criança com segurança, assistida pelos pais, Estado e a comunidade com quem se relaciona é a mesma. Na área comum dos edifícios, a responsabilidade para que a meninada brinque sem riscos de acidentes domésticos envolve todos, sobretudo o síndico.

Segundo a Ong Criança Segura os acidentes, ou lesões não-intencionais, representam a principal causa de morte de crianças de um a 14 anos no Brasil. No topo da lista das fatalidades estão os afogamentos. Também constam nas estatísticas, as mortes por sufocamento e queimaduras, quedas e intoxicações. A organização não governamental lembra que 90% dessas lesões poderiam ser evitadas com atitudes de prevenção.

Cuidados com os equipamentos do edifício

Para evitar acidentes em condomínios, o pediatra Austregesilo da Silva, orienta uma série de medidas. Colocar protetores nas tomadas de fácil acesso aos pequenos, verificar se os playgrounds estão com pontas cortantes e optar por tapetes mais fixos ao chão, além de proteções nas escadas, como os corrimãos.

Nas piscinas, é importante instalar grades ou ter um cuidador adulto. “Os afogamentos em piscinas são mais comuns do que em praias, já que as pessoas não tem tanto cuidado como no mar. O ideal é colocar a criança na natação o mais cedo o possível”, recomenda Silva. Também pode-se colocar cobrir a piscina na época que não está em uso.

Segundo o médico, nas janelas e sacadas de apartamentos de famílias com filhos pequenos, o ideal é colocar redes para impedir quedas. No salão de festas, o risco é eminente na cozinha. “Produtos como álcool, espeto e fósforos devem estar bem guardados. Também não se devem deixar as crianças chegarem perto do fogão e churrasqueira”, destaca o pediatra.

Menores de cinco não devem ficar sozinhos no prédio

A oficial Jéssica Maia do setor de Instrução e Ensino do 1º Batalhão do Corpo de Bombeiros, em Florianópolis, observa que crianças até em torno de cinco não devem ficar sozinhas em escadas, pois às vezes o censor de luz não reconhece a presença por causa do pequeno tamanho e o local fica escuro, as portas geralmente são pesadas e elas podem ficar trancadas. Além de ser um equipamento propício para ocorrência de quedas. A meninada também deve ser acompanhada nos elevadores. Às vezes “apertam tanto botões que ficam trancadas lá dentro e desesperadas”, sinaliza.

Uma prática comum entre faxineiros é deixar baldes e produtos químicos pelos corredores enquanto fazem a limpeza. O profissional deve manter esses objetos junto a si. “As crianças até dois anos de idade têm o tronco mais pesado que as pernas e facilidade de cair de cabeça em recipientes com água e podem se afogar”, explica Jessica. Já os produtos químicos despertam o interesse até por geralmente serem coloridos. É um risco para elas manusearem e ingerir.

As crianças até cinco anos de idade precisam de vigilância constante. “Nessa faixa etária é quando mais ocorrem acidentes”, descreve o pediatra Austregesilo da Silva. Jéssica lembra que não se deve deixar as crianças sozinhas nesse período da infância, mas é preciso ter cuidado para não inibi-las demais, pois a curiosidade faz parte da aprendizagem.

No playground, sem riscos

Pexels Orione Conceio 8236378

Os playgrounds, além de divertir as crianças, ajudam a desenvolver a musculatura e coordenação motora, a socialização e equilíbrio emocional, pois ajudam a lidar com seus limites e desafios. O mercado oferece variedade de produtos, como balanço, escorregador, trepa-trepa, casinha e equipamentos com multibrinquedos, que cabem em locais com tamanhos reduzidos.

Para os parquinhos trazerem apenas alegria e segurança, é preciso que os adultos se atentem a alguns cuidados. Primeiramente, comprar os brinquedos de empresas idôneas e que seguem as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

De acordo com a especialista Moze Bianchin, é necessário averiguar se os brinquedos têm as dimensões corretas para não causar acidentes e se os cantos têm pontas, que podem ser cortantes. O ideal é que sejam arredondadas.

Também se deve levar em conta a idade da criança. Em condomínios, o ideal é oferecer playgrounds para faixa etária até três anos e outros para acima desse período. “É importante que o piso seja macio, areia fofa ou grama sintética, para amortecer as quedas”, alerta Bianchin. Quando o pequeno começa a utilizar o parquinho, é recomendado aos pais que acompanhem até ele ter segurança com os brinquedos.

É preciso de espaço para se desenvolver

O condomínio é um espaço importante para que as crianças criem laços sociais com outras de idades aproximadas de forma mais independente, sem ser apenas na escola, aonde tem adultos mediadores, na figura do professor, para organizar as relações. É o que expõe a psicopedagoga Rosi Isabel Bergamaschi. Segundo ela, essa convivência impar estimula lidar com as diferenças de pensamentos e de comportamento.

Rosi lembra que nas gerações anteriores a maiorias das crianças tinham os irmãos para se divertir e se relacionar. Atualmente é mais comum as famílias optarem em ter apenas um filho, por isso é tão importante se envolver com os coleguinhas de prédio.

Outra diferença dos dias de hoje em relação ao passado, é que a molecada vivia em casa, com mais espaço, além de terem mais liberdade para brincar nas ruas, pois a criminalidade não era tão presente. “É importante ter nos condomínios áreas de lazer externas para as crianças não ficarem restritas ao computador e videogame. Além do playground, é interessante ter jardins para se aproximarem da natureza e área que possam brincar”, destaca a psicopedagoga. Se não tiver espaço externo, uma saída é criar uma sala de jogos.

Segundo Rosi, a correria do dia a dia dos próprios pais restringe o desenvolvimento infantil. "A brincadeira é essencial para o crescimento saudável, estimula a criatividade e ajuda a trabalhar com os conflitos próprios da infância”, destaca.

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