Mais 115 escorpiões-amarelos foram recolhidos em um condomínio de Biguaçu na sexta-feira (17), elevando para 224 o total de animais capturados no local em menos de uma semana.
A nova ação foi realizada por equipes de Vigilância em Saúde Ambiental e Zoonoses. Na terça-feira (14), outros 109 exemplares já haviam sido retirados do mesmo condomínio, na Grande Florianópolis.
Segundo Paula Andreia Echer Dorosz, diretora de Vigilância em Saúde Ambiental, a infestação começou a cerca de três anos, e os animais se escondiam em frestas na base dos prédios para proliferar.
“É a principal hipótese até o momento. Foi a partir desse período que os animais voltaram a ser avistados e, assim que a Vigilância teve conhecimento da situação, as ações de monitoramento e controle foram iniciadas”, detalhou Paula.
Em fevereiro deste ano, o condomínio fez uma dedetização contra baratas, principal alimento dos escorpiões. Com isso, é provável que eles tenham saído dos abrigos em busca de comida.
O escorpião-amarelo (Tityus serrulatus), espécie encontrada no residencial, é considerado a espécie de escorpião mais perigosa da América do Sul e o principal responsável por acidentes graves no Brasil, segundo o Ministério da Saúde.
No condomínio residem cerca de 500 pessoas, mas não há registros de picadas em humanos. As equipes de vigilância destacaram que vão manter o monitoramento do local e farão outras visitas para resolver a situação.
Como evitar a infestação de escorpiões em condomínio e o que fazer em caso de picadas
De acordo com a Prefeitura de Biguaçu, o acúmulo de resíduos e objetos sem uso é um dos fatores que mais contribuem para a presença desses animais, além de aumentar o risco de acidentes e favorecer a proliferação de outros vetores.
A Vigilância Sanitária reforça a necessidade da remoção de entulhos, o descarte correto de lixo e a eliminação de materiais que possam servir de abrigo para os escorpiões.
Em caso de acidentes, o Ministério da Saúde recomenda limpar o local da picada com água e sabão e encaminhar a vítima para o ponto de atendimento médico de referência da região.
Não é recomendado o uso de gelo, pomadas de qualquer tipo e nem compressa de água gelada. A compressa deve ser feita com água morna para ajudar no alívio da dor.
Fonte: ND+





