Sem água parada

  • 22/Março/2016 - Leonardo Thomé
Sem água parada

 

Combate ao mosquito Aedes aegypti em condomínios exige atenção de síndicos e moradores.

Combater o mosquito Aedes aegypti - transmissor da dengue, zica vírus e febre chikungunya – em condomínios é uma tarefa que deve ser dividida por moradores e síndicos. Os primeiros são responsáveis por prevenir as larvas do mosquito nos apartamentos, enquanto os síndicos assumem a função nas áreas comuns do condomínio. Diante do avanço das doenças em Itapema, Balneário Camboriú e Itajaí – que juntas registraram nos dois primeiros meses do ano 22 casos de transmissão de dengue autóctone, quando a doença é originária do próprio Município -, quem mora e administra condomínios nessas cidades deve estar ainda mais atento para evitar o acúmulo de água parada no interior de imóveis e de condomínios.

Como possuem áreas de circulação comum e acesso compartilhado, o risco de proliferação de focos do Aedes em condomínios é tão presente como em terrenos baldios. Entre os locais que merecem mais atenção, de acordo com o síndico Eloi Santim, administrador do condomínio Atenas, no Centro de Itapema, estão as garagens, extensões para recreação, salões de festas, jardins, cisternas, coberturas e caixas d’água. “A atenção é constante nesses locais, por vezes até diária”, disse. Além disso, com frequência mensal, as visitas consistem no exame de ralos, pratos de plantas e outros possíveis depósitos de água parada dentro dos apartamentos.

Em paralelo, o poder público deve vistoriar todos os tipos de imóveis em busca de focos do mosquito, mas em cidades como Balneário e Itapema, esse trabalho é prejudicado pelo grande número de apartamentos fechados na cidade, principalmente na baixa temporada.
Aí entra o diálogo entre síndicos e moradores, tal qual ocorre no edifício Dona Rosinha, na rua 511, no Centro de Balneário Camboriú. Lá, a síndica Sandra Cristina Hammerle tem um canal direto com os demais moradores, que denunciam situações de água parada tanto em apartamentos fechados do edifício como em canteiros de obras de futuros condomínios vizinhos, assim como facilitam o acesso aos fiscais da Vigilância Epidemiológica. “Na piscina, fizemos manutenção com cloro semanalmente. Nas sacadas dos primeiros andares o cuidado também é maior, assim como no fosso do elevador. Os cuidados nós tomamos para que durante o inverno possamos afastar ainda mais o mosquito da dengue do condomínio”, destacou.

Apartamentos fechados
O coordenador do Programa Municipal de Combate à Dengue de Balneário Camboriú, Márcio Passing, explica que dentre as dificuldades presentes no trabalho dos agentes de saúde, o contato com síndicos, porteiros e zeladores é a mais latente. “É preciso que os profissionais entendam nosso trabalho, porque já aconteceram casos de não se sentirem seguros e bloquearem a entrada. Além disso, é necessário o acompanhamento em toda a vistoria. Isso serve como ponte entre os agentes e o morador”, enfatiza Passing.
As características turísticas de Balneário e Itapema influenciam o elevado número de imóveis fechados nos dois municípios, especialmente em condomínios. Soma-se a isso, a recusa de muitos proprietários em abrir seus apartamentos para os fiscais da Vigilância Epidemiológica, e o quadro é de atenção em condomínios residenciais do Litoral Norte de SC. “Balneário Camboriú é uma cidade conhecida, mundialmente, pelo turismo. Muitas pessoas, de todos os cantos, possuem propriedades aqui, mas só as visitam em temporada. Isso culmina, no resto do ano, em portas fechadas”, reitera Diogo Catafesta, coordenador da Sala de Situação em Balneário.

Prevenção
Condomínios possuem um ambiente favorável para o surgimento de focos da doença por causa da variedade de locais onde o mosquito transmissor, Aedes Aegypti, pode se reproduzir.

Veja abaixo dicas e cuidados necessários nas áreas comuns dos edifícios:


• Fure a parte de baixo dos pneus do playground. Nas garagens, evite o uso de pneus; há amortecedores de impacto apropriados, que dão uma aparência muito melhor às garagens.

• Ralos externos e canaletas de drenagens para água das chuvas: usar tela de nylon para proteção ou colocar sal semanalmente.

• Ralos internos de esgoto: colocar tampa abre-e-fecha ou tela de nylon (trama de um milímetro) ou, ainda, duas colheres de sopa de sal, no mínimo, semanalmente.

• Lajes e marquises: manter o escoamento de água desobstruído e sem depressões que permitam acúmulo de água, eliminando eventuais poças após cada chuva.

• Calhas: manter sempre limpas e sem pontos de acúmulo de água.

• Fossos de elevador: verificar semanalmente se existe acúmulo de água, providenciando o escoamento por bombeamento.

• Vasos sanitários sem uso diário: manter sempre tampados, acionando a descarga e semanalmente; caso não possuam tampa, vedar com saco plástico aderido com fita adesiva. Não sendo possível a vedação, acionar a válvula semanalmente, adicionando a seguir duas colheres de sopa de sal.

• Caixas de descarga sem tampa e sem uso diário: tampar com filme plástico ou saco plástico aderido com fita adesiva.

• Pratos e pingadeiras de vasos de plantas: substituir a água por areia grossa no prato ou pingadeira, até a borda.

• Caixas d´água: mantê-las vedadas (sem frestas), providenciando a sua limpeza periodicamente.

• Piscinas em período de uso: efetuar o tratamento adequado com cloro.

• Piscinas sem uso frequente: reduzir o máximo possível o volume de água e aplicar, semanalmente, cloro na dosagem adequada ao volume de água.

• Recipientes descartáveis: acondicionar em sacos de lixo e disponibilizá-los para coleta rotineira da limpeza pública.

• Bromélias: substitua por outro tipo de planta que não acumule água. Enquanto essa providência não for adotada, regar abundantemente com mangueira sob pressão, duas vezes por semana.

• Entulhos ou sobras de obras devem ser cobertos enquanto não têm a destinação adequada.

• O síndico deve divulgar junto aos condôminos os problemas observados e as condutas a serem adotadas.

• O síndico também deve distribuir a todos os condôminos o material informativo de prevenção.


Fonte: Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) de SC.

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