Sua portaria é realmente eficiente?

Sua portaria é realmente eficiente?

 

Especialistas fazem alerta sobre os erros mais comuns e dão dicas de como garantir mais segurança para o espaço

A segurança em condomínios é um aspecto crucial que envolve diretamente as portarias e guaritas, por serem os principais pontos de controle de acesso. No entanto, muitos condomínios enfrentam desafios nesse setor devido a erros comuns na concepção e operação desses espaços.

De acordo com especialistas, um erro recorrente é a falta de adequação às necessidades reais do condomínio. Muitas vezes, as portarias são projetadas sem considerar fatores como o volume de moradores, o fluxo de visitantes e a demanda por serviços. Isso pode sobrecarregar os funcionários e comprometer a eficiência do controle de acesso.

Pensando nisso é que José Roberto Graiche Júnior, presidente da Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo (AABIC), defende que, para pensar em uma portaria ideal, ela precisa nascer junto com o projeto arquitetônico do empreendimento.

“Nós entendemos que a portaria é o coração central do condomínio. É lá que começa tudo: comunicação, segurança, operação e controle. Por isso, o local precisa ser pensado para ter uma visão geral de todo o perímetro como entrada, acessos e das mediações do empreendimento”, explica Graiche.

Graiche AABIC
José Roberto Graiche Júnior diz que muitas vezes, as portarias são projetadas sem considerar a realidade do condomínio

Acesso restrito

Entre os erros mais comuns dos condomínios está o fato de muitos locais deixarem a portaria aberta. Só que para garantir a segurança de todos, Graiche destaca que esse espaço deve ser blindado em termos de acesso, para que o colaborador não seja surpreendido, além de oferecer uma infraestrutura mínima de conforto.

“O porteiro não pode deixar a portaria para ir ao banheiro e nem deixar a porta aberta para circulação de ar. O condomínio tem o dever de disponibilizar condições para que o colaborador não precise abandonar o posto de trabalho”, enfatiza o especialista.

Ideia reforçada por Marcos Moreno, analista de segurança empresarial e técnico de segurança no trabalho, que traz entre as necessidades básicas itens como película de proteção nos vidros que impeça visualização interna, sanitário, bebedouro, telefone, interfone, sistema de CFTV para observação dos locais nos quais não seja possível ver a olho nu, sistema de alarme para situações de risco e mobiliário adequado para o desenvolvimento dos trabalhos.

Além disso, ele defende a necessidade de uma ação em conjunto, já que a capacitação insuficiente dos funcionários encarregados da portaria é outro gargalo. Esses profissionais precisam ser treinados para lidar com situações de emergência, interagir com os moradores e visitantes de forma educada e eficiente, e operar os sistemas de segurança. Ao mesmo tempo que os moradores e funcionários precisam estar cientes das diretrizes de segurança, e que haja cooperação para mantê-las.

“É fundamental o desenvolvimento de um projeto personalizado de segurança, onde através de um diagnóstico da real situação será possível identificar o que se faz necessário implementar para minimizar o risco de possíveis incômodos”, reforça Moreno. Paralelo a isso, ele diz que deve ser desenvolvido um manual de normas e procedimentos a ser seguido por todos, além da oferta de treinamento para as equipes de serviços e palestras para os moradores e prestadores de serviços.

Moreno
Marcos Moreno defende o sistema de clausura para prédios com portaria presencial ou remota

Reforço na proteção

Como dica de segurança, Moreno traz a eficiência do sistema de clausura, que pode ser utilizado tanto por espaços com portaria presencial quanto remota. “Muito eficiente, essa solução inibe a ação de quadrilhas especializadas quando implementado e operado de forma operacionalmente correta com intertravamento. Ou seja, quando um dos portões só é aberto com o fechamento do outro”, explica o especialista.

Outro erro comum está relacionado à tecnologia obsoleta. “Portarias e guaritas modernas devem contar com sistemas de segurança atualizados, como câmeras de vigilância, controle de acesso por biometria ou cartão”, finaliza o especialista.

 

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