Reflexão para o Dia do Síndico: Nascemos inquilinos e morremos síndicos

Reflexão para o Dia do Síndico: Nascemos inquilinos e morremos síndicos

 

Caros leitores,

Recentemente cheguei de uma feira voltada ao setor de condomínios e me veio a seguinte reflexão: “nascemos inquilinos e morremos síndicos”.

Trazendo essa reflexão para a vida em condomínio, de certa forma não deixamos de ser inquilinos quando crianças e jovens. Moramos de aluguel na casa dos nossos pais, seguimos o regimento interno e a convenção que nossos pais passam para nós, respeitamos quando nossa mãe está na sala assistindo a novela e nosso pai quando está assistindo jogo de futebol, pois eles ‘reservaram’ antecipadamente aquela área comum para o lazer. Igualmente participamos de assembleias, visto que nossos pais conversam sobre decisões que influenciam no dia a dia da casa e o mais engraçado é que nesta reflexão quem paga a multa é o inquilino e não o proprietário. Esperem, vou explicar!

Quando crianças é comum fazermos coisas que não devemos e aí somos ‘castigados’ com tapinhas na bunda, puxão de orelha e muitas vezes ficamos um tempo sem a permissão para irmos a algum lugar. Tudo isso de certa forma é a multa que o inquilino paga por não seguir o regimento interno, no qual nossos pais nos apresentaram lá no início, ou seja, as normas de funcionamento do ambiente familiar e os princípios de educação que os pais submetem, sabiamente, os filhos.

No momento que saímos da casa dos nossos pais e começamos a ter a nossa própria dependência, este é o momento de transição aonde deixamos de ser inquilinos e passamos a ser síndicos e zeladores. Sim, começamos a ter responsabilidades, deveres e obrigações, contas para pagar, manutenções a fazer, corremos atrás de orçamentos, contratamos fornecedores, zelamos pelo nosso patrimônio, entre outros.

A conclusão que esta reflexão nos traz é que, para um síndico ter sucesso na gestão do condomínio, ele deve ser um bom síndico e zelador da sua própria residência, ou seja, prezar pela organização e valorização do lugar que escolheu para morar, priorizar os assuntos mais urgentes para que a estabilidade do lar seja mantida e, sobretudo, perceber que a responsabilidade em conduzir esse processo é prazerosa e ao mesmo tempo um ato corajoso, pois implica sempre em buscar o melhor: o bem estar de outras pessoas que ali convivem e de si mesmo. Claro que isso não é uma regra geral e sempre haverá exceções, mas estamos no caminho certo.

 

 

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