Sustentabilidade

Projeto Bairro Verde quer urbanizar as calçadas

30/Julho/2019        

A iniciativa da Associação de Condomínios dos Bairros Campinas e Kobrasol propõe plantar árvores nos passeios públicos de São José

O remanejamento de espaços públicos para estacionamento de veículos em algumas ruas dos bairros Campinas e Kobrasol, em São José, que tiveram a mudança de trânsito para mão única, resultou na criação de um importante projeto ambiental. Proposto pela Associação de Condomínios dos Bairros Campinas e Kobrasol (ACCK), o projeto prevê a arborização nas calçadas, o chamado Bairro Verde.

“A ideia nasceu de conversas entre os síndicos e de experiências trazidas por eles de outros países. Sentimos a falta de verde na cidade e, por isso, vamos solicitar o apoio da Prefeitura e de um profissional da área”, diz o presidente da ACCK, Sérgio Faust. Como sugestão, a entidade – que tem 40 condomínios associados – vai propor ao executivo municipal o alargamento das calçadas. Segundo Faust, a obra é viável já que as ruas, com a mudança, funcionam com a circulação de veículos apenas em sentido único.

Além da prefeitura do município, Sérgio pretende manter também parceria com o Jardim Botânico de São José tanto para distribuição de mudas como para assessorar na escolha das espécies, uma vez que nem todas as árvores são indicadas para o plantio em passeios públicos. “Não poderíamos deixar de ser parceiros. Somos uma instituição de pesquisa voltada à conservação e preservação da biodiversidade de nossas matas e a consequente melhoria de condição de vida da população”, diz o diretor do Jardim Botânico, Sérgio Stählin, ao afirmar que se trata de uma necessidade urgente, um respeito à população e uma obrigação do poder público que reduziu o bem-estar da comunidade ao deixar que o Plano Diretor permita a excessiva aglomeração urbana. “Trata-se de um planejamento desumano para pedestres, ciclistas, cadeirantes, entre outros”, explica o diretor.

Valorização dos imóveis 

Para a associação, as árvores vão embelezar as ruas dos bairros, além de trazer melhor qualidade de vida no sentido de que elas são essenciais para purificar o ar, para escoar a água da chuva, para reduzir o ruído dos carros e ainda contribuem para a valorização dos imóveis.

O diretor do Jardim Botânico, Sérgio Stählin, lembra também que arborizar a cidade é uma questão de saúde pública. “As árvores só trazem benefícios”, diz ao destacar a sua importância: mantêm o equilíbrio térmico do ambiente, são filtros para bloquear a poluição, a luz solar, controlam a temperatura do lugar, atraem mais pássaros e deixam as ruas mais bonitas, e mais agradáveis de caminhar, especialmente no verão. “As árvores que fazem parte de um sistema viário exercem função ecológica, no sentido de melhoria do ambiente urbano, e de embelezamento das vias públicas, consequentemente da cidade”, resume.

Mas alerta para os cuidados que se deve ter na hora de plantar: escolher espécies recomendadas para os passeios públicos. “É preciso lembrar que existem muitos problemas causados pelo confronto de árvores inadequadas com equipamentos urbanos, como fiações elétricas, encanamentos, calhas, calçamentos, muros, postes de iluminação, entre outros”, informa Stählin, biólogo e secretário geral da Rede Brasileira de Jardins Botânicos.

Benefícios da arborização urbana

  • Purificação do ar pela fixação de poeiras e gases tóxicos e pela reciclagem de gases através dos mecanismos fotossintéticos (uma árvore adulta filtra 28 kg de poluição de ar por ano);

  • Melhoria do microclima da cidade, pela retenção de umidade do solo e do ar e pela geração de sombra, evitando que os raios solares incidam diretamente sobre as pessoas (uma árvore adulta esfria igual a 10 aparelhos de ar-condicionado funcionando direto por ano);

  • Influência no balanço hídrico, favorecendo infiltração da água no solo e provocando evapo-transpiração mais lenta (uma árvore adulta absorve 29.000 litros de água de chuva por ano);

  • Abrigo à fauna, propiciando uma variedade maior de espécies, consequentemente influenciando positivamente para um maior equilíbrio das cadeias alimentares e diminuição de pragas e agentes vetores de doenças;

  • Redução na velocidade do vento e amortecimento de ruídos.

Fonte: Sérgio Stählin

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Como condomínios do litoral lidam com a gestão do lixo no Verão

01/Março/2019        

Adaptações na logística de coleta, conscientização para os recicláveis como moeda e zelo na identificação e separação dos materiais são boas práticas em Balneário Camboriú e Itajaí

O elevador de serviço com sacos de lixo acumulados até o teto foi uma cena comum para os funcionários do edifício Camboriú Park, em Balneário Camboriú, da última semana de 2018 à primeira deste ano. No período ápice do turismo no Litoral Norte, os funcionários chegaram a recolher uma tonelada de lixo em um só dia no prédio de 128 apartamentos.

O crescimento no volume de lixo no condomínio acompanha uma combinação que já é histórica na cidade: semana de festas, turismo aquecido e maior produção de resíduos. Apenas no dia 1º de janeiro de 2019, a Ambiental Limpeza Urbana e Saneamento, responsável pela coleta no município, recolheu 399 toneladas de resíduos sólidos comuns, ou seja, que foram das lixeiras direto para o aterro sanitário em Itajaí.

Mas, bem antes da passagem do caminhão da coleta, que é diária no Centro durante a alta temporada, muito trabalho e despesas estão sob a responsabilidade dos condomínios. Eles precisam estar preparados para o inchaço populacional e uma gestão sustentável dos resíduos. Enquanto para muitos moradores a atividade é quase invisível, muitos condomínios identificam, separam, destinam e até arrecadam recursos com os resíduos produzidos. Quanto mais atitudes o síndico adota nesse sentido, mais os moradores parecem aderir.

A coleta interna no Camboriú Park é feita por duas pessoas da zeladoria. Elas esvaziam os compartimentos com as lixeiras de coleta seletiva nos 16 andares e descem com o material por um elevador que já é reservado para a tarefa. Os moradores devem levar ao depósito de cada andar os resíduos já separados e bem embalados, inclusive garrafas pet com óleo de cozinha utilizado. Mas, no Verão, com a frequência das pessoas que desconhecem ou ignoram as regras do condomínio, a gestão do lixo vira um desafio.

“Depois do Natal, o volume de lixo produzido foi tamanho, que precisamos contratar um funcionário temporário para essa função. O volume de lixo também aumenta a necessidade de limpeza de corredores, depósitos. Além disso, foi necessário reforçar a gramatura dos sacos de lixo, porque muitos estavam se rompendo”, relata o síndico Emerson Capri.

O condomínio está projetando uma nova central para os resíduos no segundo pavimento, com um mecanismo para a retirada do lixo com diferentes destinações (orgânico e reciclável) e separadores até a lixeira externa. O objetivo é separar melhor, facilitar a operação para os funcionários do prédio e expandir entre os moradores e turistas a responsabilidade e a consciência com o lixo que geram.

Resíduos se tornam “moeda consciente” para o condomínio

Em um condomínio fechado de casas, com ruas que permitem a passagem do caminhão de coleta, como o Villa Rica, em Balneário Camboriú, a administração poderia apenas deixar a coleta ao encargo dos moradores, sem maiores transtornos. Mas, há um ano, o ato de separar resíduos ganhou aliados e se reverteu em moeda. Nas quartas-feiras de coleta seletiva, os funcionários da manutenção passam antes do caminhão em frente às residências e resgatam materiais com valor para empresas de reciclagem.

Alumínio, papelão e papel, por exemplo, são vendidos a uma empresa e pagam despesas do condomínio relacionadas ao manejo do lixo, como materiais usados nas áreas comuns.

O dinheiro também serve para outras benfeitorias ao local e à equipe. Em 2018, contribuiu com a festa de fim de ano dos 16 funcionários e seus familiares. O gestor predial Gustavo Bonissoni, que auxiliou na implantação da medida, diz que a atenção com a separação é percebida pelos moradores e atrai o engajamento de muitos. O síndico Luiz Alberto Ziembick considera a iniciativa uma “moeda consciente” para equilibrar o meio ambiente.

Lixo tem outro nome no Brava Home Resort

Condominio Brava Horta Site
Horta e composteira do Brava Home Resort, em Itajaí, mantidas com os resíduos orgânicos de 50 dos 323 apartamentos

Rejeito é a palavra usada no condomínio de alto padrão Brava Home Resort, em Itajaí, para identificar o que não pode ser reutilizado e será descartado para o caminhão da coleta municipal. Percorrendo as áreas comuns do condomínio de 14 torres e 323 apartamentos, na cidade vizinha a Balneário Camboriú, leem-se plaquinhas com o nome de diversos tipos de materiais reaproveitáveis, menos a palavra lixo.

A gestão de resíduos do condomínio vai muito além do orgânico/reciclável. Com os recipientes todos identificados por tipo de descarte, cerca de 25pessoas do quadro de funcionários são envolvidas diretamente na coleta dentro do condomínio. Não há um funcionário específico para cuidar da separação. Óleo, lâmpadas, remédios, pilhas e baterias, papel e papelão, plásticos, vidro, metais, objetos cortantes, cada coisa tem o seu lugar. As lixeiras são identificadas, o material separado é levado ao depósito até se obter certo volume para comercializar.

As lixeiras identificadas estão em cada andar e, no térreo e na garagem, existem “Ecopontos” para que materiais maiores, como monitores, caixas e outros volumes para descarte sejam depositados. A cada quinzena durante o verão, em média, são recolhidos 400 kg de papelão, 40 kg de embalagens pet e até 500 lâmpadas, baterias e pilhas.

Os rejeitos são uma pequena parte de todos esses resíduos coletados no condomínio. Até os alimentos orgânicos, como cascas de frutas e legumes, servem para a grande composteira que nutre a horta do Brava Home Resort. São considerados rejeitos orgânicos, apenas os derivados de leite, de carnes e restos de alimentos cozidos. Um vídeo elaborado pelo condomínio explica todas as regras. O Gerente predial do Brava Home Resort, Carlos Roberto Borba, explica que 50 moradores aderiram à separação de resíduos específicos para a compostagem.

Nessa cadeia da gestão de resíduos estão de empresas de coleta em resíduos especiais até catadores de recicláveis cadastrados. Os materiais vendidos a empresas geram recursos para placas, adesivos e materiais relacionados à coleta, campanhas e eventos educativos e descontos na aquisição de material de limpeza.

Ambiental faz recomendações aos síndicos

Em Balneário Camboriú, onde o volume de lixo aumenta a cada feriado ou período de férias e festas, duas recomendações básicas são feitas aos síndicos pela Ambiental Limpeza Urbana e Saneamento: zelar pela separação dos resíduos recicláveis dos comuns e manter a atenção para os horários em que a coleta passa pelo prédio. O depósito nas lixeiras após a passagem da coleta gera odor, atrai animais e outros problemas.

“O condomínio deve adequar a lixeira com contentores para armazenar os resíduos sólidos comuns separados dos recicláveis. As cooperativas de triagem cadastradas pela prefeitura estão sofrendo com falta de material, por isso solicitamos a todos o engajamento na coleta seletiva municipal”, explica Thiago Munhoz, gerente na companhia.

A Ambiental oferece palestras e cursos de educação ambiental com ênfase na coleta seletiva, que podem ser ministrados nos condomínios.

Dias de coleta em Balneário Camboriú

Resíduos sólidos comuns
Região central - 2ª a sábado na baixa temporada e diária na alta temporada
Demais bairros – 3 vezes por semana.

Resíduos recicláveis
Toda a cidade – 1 vez por semana.

Resíduos sólidos especiais
Móveis, eletrodomésticos e animais mortos de médio e grande porte - serviço gratuito, mediante prévio agendamento em horário comercial.
Informações sobre coleta e palestras: (47) 3169-2900.

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Tampinhas e lacres geram recursos para projetos sociais

09/Outubro/2018        

Condomínios engajam-se nas campanhas que visam preservar o meio ambiente

Dois projetos sociais desenvolvidos em Santa Catarina estão conquistando cada vez mais adeptos. Em comum, eles almejam preservar a natureza e ainda promover a solidariedade. Um deles é o Ecopet, projeto que recolhe tampinhas descartáveis para ajudar animais em situação de rua ou de abandono. Recicladas, ao invés de irem para o lixo, as tampinhas geram recursos para castração de cães e gatos e retornam para a indústria. “Encontrar um animal na rua abandonado, além de muito triste, é uma questão de saúde pública. E o plástico é o maior problema ambiental que enfrentamos atualmente. Então, a ideia foi unir os dois problemas”, explica Natália Nardi, idealizadora da campanha.

Reciclagem Dentro
No Residencial Central Park, as embalagens padronizadas incentivam a participação dos moradores na campanha

Os primeiros trabalhos iniciaram em 2016, quando Natália trouxe a proposta da cidade gaúcha de Caxias do Sul, sua terra natal. Pouco tempo depois, conseguiu o apoio da cuidadora de cães, Ana Pacheco, e o projeto foi lançado oficialmente em abril do ano passado. Hoje, são 320 pontos de coleta espalhados por Florianópolis, Palhoça, São José e Biguaçu. De acordo com as voluntárias, o engajamento das pessoas tem trazido bons resultados. Só para exemplificar, no mês de agosto foram arrecadadas – apenas na Ilha - quase 5 mil tampas e tampinhas, um volume suficiente para castrar 65 animais, entre cães e gatos.

O material recolhido é levado para uma empresa de reciclagem de Palhoça, que compra o plástico, e o dinheiro financia as cirurgias que são feitas em quatro clínicas veterinárias da Ilha e do Continente – para tutores que se cadastram e entram numa lista de espera -, e também na forma de mutirão nas comunidades carentes.

Como participar - Os condomínios podem utilizar uma garrafa de água de cinco ou 10 litros e guardar as tampas de produtos de higiene, remédios, sucos, leite, iogurtes, garrafas pet e até de margarina e sorvete. “É algo simples e todas as pessoas podem ajudar e fazer a diferença em se tratando também de sustentabilidade”, garante Natália – que é responsável pela coleta no Continente – e Ana na Ilha. Em média, é necessário cerca de 120 quilos de tampinhas para castrar um cão de até 15 quilos. Ou seja, o equivalente a 10 sacos de lixo de 100 litros. A coleta pode ser feita no local por voluntários do projeto ou em pontos espalhados na Ilha e no Continente. Informações: Ana Pacheco (48) 99622-6719.

Lacre solidário

Campanha socioambiental que, ao recolher lacres das latas de bebidas e trocar por cadeiras de rodas, beneficia pessoas e entidades necessitadas. Por meio disso, busca desenvolver uma cultura voltada ao cuidado com o meio ambiente, com o consumo consciente e, principalmente, com o ser humano. Ativada há cinco anos em Blumenau por jovens do Projeto Pescar, a campanha é coordenada pela Fundação Fritz Muller, em parceria com o Rotary Clube de Blumenau.

“Também contamos com a contribuição de patrocinadores que apoiam atividades como impressão de material de divulgação, arrecadação, coleta, divulgação e transporte”, diz a coordenadora de projetos de Responsabilidade Social da Fundação, Elissa Maria Retcheski, ao destacar a evolução da campanha.

Em 2012, eram 33 postos de coleta em seis cidades catarinenses. Hoje, o número saltou para 250 postos de arrecadação em sete estados e 48 cidades. Só no ano passado, a campanha arrecadou 5 toneladas de lacres revertidas em 87 cadeiras de rodas que foram doadas para pessoas físicas e jurídicas de 14 cidades catarinenses.

Como participar- Os condomínios que tiverem CNPJ poderão se inscrever como posto de coleta. Porém, se quiserem contribuir somente arrecadando os lacres com seus moradores, podem procurar os postos de coleta mais próximos das suas localidades para realizar a entrega. Os endereços dos locais de arrecadação estão disponíveis no site da campanha. Em média, cerca de 90 quilos de lacres equivalem a uma cadeira de rodas. Informações pelos telefones (47) 3057-8001 e 3057-8015. www.campanhalacresolidario.com.br

BOX Condomínio dá exemplo

O Edifício Residencial Central Park, que fica no bairro Saco Grande, em Florianópolis, vem dando bom exemplo. Desde o início do ano, o condomínio mobilizou os moradores para aderir ao Projeto Ecopet Tampas Tampinhas. Fez um comunicado através do grupo de WhatsApp explicando o objetivo e como participar da campanha. No início, foram colocadas caixas de papelão em cada um dos 12 blocos do condomínio. 

Neste mês de setembro, foram lançadas novas embalagens e duas novas campanhas: Lacre Solidário e ReÓleo. “A esposa do síndico, Andressa Aguiar Soares, confeccionou bombonas de 10 litros de água para coleta de tampas e também uma garrafa pet, cortada ao meio, para arrecadar lacres de latas de bebidas”, diz o subsíndico Volnei Farias Medeiros. Responsável pelo recolhimento dos materiais, ele diz que todos os domingos transfere as tampas das embalagens para um recipiente maior. E no final de 15 a 30 dias, Volnei liga para as voluntárias buscarem o material.

“No último dia 10, recolhemos uma bombona de 20 litros, duas de 10 litros e duas caixas de papelão com tampas maiores”, comemora Volnei ao destacar a participação efetiva das 108 unidades do edifício, que reúnem cerca de 240 moradores.

 

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Comcap lança campanha para aumentar a reciclagem

31/Julho/2018        

Meta é separar o lixo corretamente e reduzir o rejeito na coleta seletiva

Um dos mais graves problemas ambientais do planeta é,sem dúvida,o lixo. Na tentativa de reduzir o volume de resíduos e evitar o desperdício, várias campanhas estão sendo deflagradas no mundo inteiro com o propósito de incentivar a reciclagem. Em Florianópolis, a Comcap (Autarquia de Melhoramentos da Capital) lançou, recentemente, a campanha “Recicle seus hábitos. Enxergue o lixo com outros olhos”.

“A ideia é sensibilizar as pessoas para que, mais do que consciência, tenham atitudes. É orientar para que reciclem seus hábitos e separem os resíduos de forma correta. Não adianta pegar uma latinha de massa de tomate suja e colocar na coleta seletiva da Comcap, isso vai virar rejeito e contaminar outros materiais que foram separados de forma correta”, diz o diretor presidente da Autarquia Carlos Alberto Martins, ao lembrar que todos os materiais precisam estar limpos.

“O índice de até 25% de rejeito na coleta seletiva ainda é muito alto implicando num custo de logística alto também. Nosso foco, portanto, é que as pessoas separem o lixo corretamente, reduzindo o rejeito na seletiva”, completa.

Atualmente, embora a coleta seletiva da Comcap atenda a todos os bairros da cidade - sendo que 70% dos domicílios são abrangidos pelo sistema porta a porta e o restante por rua geral, lixeira comunitária ou entrega voluntária - apenas 6% do material recolhido é reaproveitado. Sem contar que Florianópolis tem, há mais de 30 anos, coleta seletiva de recicláveis secos (papel, plástico, vidro e metal).

“Das 203 mil toneladas por ano que passam pelo Centro de Valorização de Resíduos da Comcap, 183 mil seguem para o aterro sanitário e 20 mil são recuperadas e voltam para o ciclo econômico. Esse percentual de 6% que é recuperado, já descontado o rejeito verificado nas associações de triadores, gera receitas de até R$ 4,5 milhões ao ano na Grande Florianópolis, entre economia com aterramento e renda para 200 pessoas das associações. Mas Florianópolis recicla mais, por meio de iniciativas particulares e catadores não oficiais”, diz.

De acordo com o presidente, os condomínios podem colaborar no sentido de desenvolver políticas internas, inclusive de orientação aos moradores, para criar um depósito temporário específico, para separar corretamente, e aprofundar a campanha. Podem recuperar, inclusive, os resíduos orgânicos. “O foco é sempre separar corretamente para diminuir a quantidade de rejeito que é encaminhada ao aterro sanitário”, acrescenta.

Comcap

SAIBA MAIS

*Recicláveis como plástico, papel, metal e vidro também podem ser entregues nos Pontos de Entrega Voluntária e Ecopontos.

*Os recicláveis devem ser dispostos em sacos claros e transparentes. No caso de usar contentores, devem ser azul claro.

*Os materiais devem estar limpos e secos e o vidro em embalagem separada.

*Os resíduos orgânicos podem ser compostados no domicílio, com minhocários, ou na comunidade.

*Roupas e calçados são considerados rejeitos. É recomendado fazer doações porque não adianta colocar na seletiva da Comcap que não são reaproveitados.

*A coleta de recicláveis é feita seis vezes por semana no Centro, duas vezes nos bairros continentais, Bacia do Itacorubi e alguns balneários como Jurerê, e uma vez por semana no restante da cidade.

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Hora de separar e armazenar o lixo corretamente

06/Junho/2018        

Condomínios começam a dar atenção especial à gestão do lixo. Além de preservar o meio ambiente, pode gerar renda

A separação correta do lixo em condomínios é uma realidade e, cada vez mais, os síndicos estão buscando aprimorar o processo com ideias criativas e organizadas. Foi o que aconteceu com o síndico do Residencial Bosque das Estações, Leandro Pandolfo. Depois de conviver com um grande acúmulo de lixo no condomínio, ele resolveu projetar uma estrutura adequada para acomodar os dejetos produzidos pelas 390 unidades do residencial. Em janeiro deste ano, foi inaugurada a nova lixeira que já se tornou referência nas redondezas. 

“Levamos quase dois anos para juntar recursos, mais dois meses para construir a lixeira, e hoje estamos colhendo bons frutos, especialmente pelo descarte apropriado nas categorias orgânico, comum e reciclável. Inclusive reduzimos o montante de lixo comum em oito contêineres”, comemora Leandro.

Leandro Pandolfo Sindico
Depois de conviver com o problema de espaço para a colocação do lixo, o síndico Leandro Pandolfo mostra a lixeira construída no Residencial Bosque das Estações

Grande gerador de lixo, o residencial, que fica no bairro Bela Vista, no município de Palhoça, acomodava os contêineres nas dependências internas do condomínio, situação nada confortável devido à sujeira provocada no lugar e à péssima aparência. “A construtora não previu a quantidade de lixo que seria gerada pelos condôminos. No total, são 384 apartamentos residenciais e mais seis lojas comerciais distribuídos em oito blocos”, diz Leandro.

Há três anos administrando o condomínio, Leandro, a princípio, transferiu os contêineres – dois pequenos na frente de cada bloco – para o estacionamento dos visitantes. Mas também não deu certo, diante do acúmulo de dejetos que ficava espalhado no chão. Foi em busca de apoio de empresas da área de reciclagem e de uma especialista que o incentivou a planejar um sistema adequado para a separação do lixo. A partir daí, o condomínio contratou um arquiteto que fez o projeto de uma lixeira com destinação correta para seis categorias: lixo comum, orgânico, papel, plástico, metal e vidro.

A lixeira foi erguida em dois meses, novembro e dezembro do ano passado. Para orientar os condôminos sobre as diferenças dos materiais descartados e a maneira correta de separá-los e acondicioná-los, o condomínio preparou cartilhas, enviou e-mails, colocou cartazes nos murais e, algumas vezes, o síndico, com ajuda de moradores, ficou acompanhando o descarte feito pelos condôminos na lixeira. “Foi um trabalho de formiguinha, mas ainda estamos caminhando para o nosso objetivo que é a conscientização de todos”, afirma Leandro.

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O condomínio também se preocupou em revitalizar o espaço que antes era ocupado pelos contêineres. No local, foi construído um pergolado, com bancos e flores.

SEM COLETA
O grande problema, no entanto, é que o município de Palhoça não faz a coleta seletiva, fato que desmotiva alguns moradores. Além disso, muitas empresas que trabalham com reciclagem não compram o material, apenas coletam no imóvel ou até mesmo cobram pelo serviço. “Já estamos com dificuldades de armazenamento”, lamenta Leandro, que pretende - além de colaborar com a preservação do meio ambiente - também ganhar um dinheiro extra para reverter em prol do condomínio.

É o caso da MM Recicla, empresa familiar localizada no bairro Carianos, em Florianópolis, que recolhe material reciclável em 10 condomínios do bairro Trindade. De acordo com o proprietário, Valdecir Moreira, a empresa só cobra para retirar entulhos de construção como madeira. O restante como eletrônico, alumínio, papel, papelão e metal são coletados sem custo para o cliente. “Já temos despesas com combustível, funcionários e deslocamento”, justifica ao contabilizar o resultado do trabalho: de 5 a 6 toneladas de reciclável por semana.

Já a empresa HS Serviço Ambiental, que fica em Forquilhas, município de São José, remunera os condomínios, desde que o material reciclável seja armazenado corretamente. “Como não temos triagem no local, coletamos papelão e plástico (ferro e alumínio são terceirizados) já selecionados pelos condomínios, prensamos na máquina e vendemos às indústrias que retiram do nosso depósito em fardos”, explica Elaine Hasckel, uma das sócias da empresa, fundada pelo seu pai há 27 anos.

Para Elaine, um dos maiores problemas dos condomínios é a falta de local para armazenamento, já que as empresas de reciclagem só trabalham com volumes grandes de material. Além disso, o lixo, geralmente, não vem separado corretamente, fato que acaba não remunerando o serviço. “Os síndicos, muitas vezes, começam um bom trabalho, mas não conseguem ir para frente por falta de educação ambiental dos condôminos”, argumenta Elaine, ao dar um exemplo de um condomínio de Florianópolis que deu certo. “Eles têm uma receita média por mês de R$ 232 com o recolhimento de mais ou menos mil quilos de material”.

Prefeitura de Palhoça
A Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Palhoça informou que o Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos foi encaminhado à Câmara de Vereadores do Município. A ideia é realizar a coleta de recicláveis pela prefeitura e encaminhar os resíduos para as associações de catadores devidamente credenciadas. A assessoria não informou o prazo para o início da coleta seletiva.

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Vegetação dentro da lei

12/Novembro/2018        

Condomínios com espaços verdes também devem estar atentos às normas ambientais.

Beleza à parte nas edificações, as vegetações podem proporcionar maior qualidade de vida para quem vive nas cidades, trazendo sombras, refrescando o ambiente, e até mesmo amenizando ruídos externos, agregando assim mais valor aos empreendimentos. No entanto, esses espaços verdes que tanto agradam aos olhos podem muitas vezes estar próximos a áreas de preservação ambiental, o que pede atenção especial com relação às leis que regem o assunto.

De acordo com Bruno Palha, fiscal de Meio Ambiente da Fundação Municipal do Meio Ambiente (FLORAM), condomínios que possuem Área de Preservação Permanente (APP) no terreno só podem utilizar o espaço para preservação, ou seja, caso o ambiente seja afetado quem responderá é a pessoa jurídica que causou o dano. “Geralmente condomínio que tem APP averba a área no percentual de espaço verde de lazer, cabendo apenas preservar, pois a vegetação não pode ser cortada salvo o interesse público ou riscos iminentes mediante autorização dos órgãos ambientais”, explica.

Segundo Bruno, se a APP existir devido a um curso de água, por exemplo, deve haver o afastamento da borda da calha do rio em até 30 metros - para cursos de até 10 metros - e 50 metros de afastamento para cursos superiores a este, para qualquer tipo de construção.

Advogado especialista em questões ambientais, Guilherme Dallacosta explica que com relação ao plantio de árvoresem locais do terreno que estão fora de área de preservação, este pode ser feito independe de autorização dos órgãos públicos. Porém, quando se trata de plantio de árvores em APP, como é o caso de margens de cursos d’água, a legislação permite apenas que haja o cultivo intercalado de plantas nativas com frutíferas. “Já sobre o corte de vegetação é necessária a autorização do órgão responsável; no caso de Florianópolis, a FLORAM”, completa.

O especialista alerta que é importante seguir as orientações normativas de como proceder com os pedidos. “No caso de corte de árvores, por exemplo, exige-se um projeto assinado por um profissional habilitado, tal como um biólogo”, explica Guilherme.

O advogado salienta também que, ao contrário de outras ações, a responsabilização por dano ambiental não exige que haja a comprovação de culpa. Portanto, o órgão fiscalizador pode responsabilizar tanto a pessoa jurídica do condomínio quanto a pessoa física do síndico, e, não somente estes, mas também os membros da diretoria ou conselho fiscal. “Por essa razão osíndico deveprocurar semprepor especialistas que possam orientá-lo sobre o que deve ser feito, pois muitos condomínios sofrem com ações judiciais, multas administrativas e crimes ambientais”, esclarece.

Guilherme relata que muitas ações judiciais ocorrem por desconhecimento da legislação, como no caso da execução de uma obra que interfira no meio ambiente e seja executada sem uma licença ambiental e uma autorização de corte de vegetação, o que certamente incorre em descumprimento da lei. “Há casos de condomínios que estão consolidados há décadase que sofrem ações judiciais que visam aplicar a legislação ambiental atual. Com isso, é gerada uma insegurança jurídica e muitas vezes é necessário ajuizar ações contra a Prefeitura para que seja assegurada a legislação da época de implantação do condomínio, como por exemplo, o Plano Diretor de 1985, e assim o imóvel possa ficar isento da ação”, relata.

Só com autorização

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Situado no bairro Capoeiras, em Florianópolis, o condomínio Residencial Up Life enquadra-se nos que possuem APP no terreno e, segundo o síndico Gelson Carlos de Lima da Silva, as normas são conhecidas e seguidas rigorosamente. “Só realizamos o corte de árvores nativas sobre estrita necessidade, como por exemplo, se estiver ameaçando a estrutura dos prédios, e com a devida autorização necessária cedida pela FLORAM”, enfatiza o síndico.

O gestor explica que a autorização leva de 20 a 30 dias e que nesse período a FLORAM avalia a necessidade de poda ou retirada da árvore com uma compensação que pode variar, como por exemplo, o plantio de uma nova árvore. “Para conseguir a autorização é necessário quehaja um pedido feitoatravés de ata de assembleia condominial, com aprovação da maioria presente. Após dar a entrada no processo que é feito no site da fundação, um profissional do órgão faz uma vistoria ou solicita fotos da quantidade de árvores que serão podadas ou retiradas”, relata Gelson.

Segundo o síndico, após a liberação, em caso de podas, por exemplo, afundação geralmente autoriza o corte de apenas 1/3 das copas das árvores. Além disso, é necessário contratar uma empresa que trabalhe no segmento e que respeite as determinações da Prefeitura, pois a responsabilidade é do síndico em cumprir as normas e, caso não forem seguidas podem levar a multas de até 10 mil reais por árvore. “Na dúvida sempre é melhor contratar gente especializada, dessa forma, além das determinações, também cuidarão para deixar a poda esteticamente bonita”.

Na avaliação do síndico todas as medidas evitam que se prejudique a natureza por influência do homem. “Essa burocracia é necessária para que pessoas desinformadas não tomem decisões sem ter um conhecimento técnico”, conclui.

 

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(Matéria originalmente publicada em 15/05/2017)

 

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Energia solar em alta

17/Abril/2017        


A Celesc lançou em fevereiro deste ano um projeto que fornece subsídios para a aquisição do sistema de painéis fotovoltaicos em unidades consumidoras residenciais.

Em tempos de turbulência econômica, muita gente procura "apertar o cinto". Nos condomínios residenciais não é diferente, e síndicos e moradores têm procurado diferentes maneiras para economizar nas contas. Da individualização da cobrança de água à instalação de portarias "virtuais", são muitas as opções que ajudam a baixar o gasto mensal de apartamentos e edifícios. A medida mais recente que muitos condomínios têm adotado é a geração de energia solar por meio de painéis fotovoltaicos.

Em 2015, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) publicou a Resolução n. 687, que regulamentou e trouxe facilidades para que casas, edifícios comerciais e residenciais, e indústrias possam gerar energia elétrica renovável. Nesse embalo, a Celesc lançou, em fevereiro deste ano, um projeto que fornece subsídios para a aquisição do sistema de painéis fotovoltaicos em unidades consumidoras residenciais de Santa Catarina.

Como os condomínios, em sua totalidade, não são considerados unidades residenciais, é preciso individualizar a geração de energia solar para cada apartamento. " Cada consumidor precisa entrar com uma solicitação separada", explica Márcio Lautert, engenheiro elétrico da Celesc e gerente do projeto de painéis fotovoltaicos residenciais.

As inscrições para o projeto "Bônus Fotovoltaico" da Celesc ficaram abertas durante cinco dias, com procura muito acima da expectativa da empresa. "Disponibilizamos o projeto para 1.000 unidades consumidoras e tivemos 11.925 inscrições. Agora, estamos fazendo triagem e vistoria técnica para ver quais serão contempladas, porque é preciso cumprir alguns requisitos, como a correta inclinação e orientação do telhado", afirma Lautert.

No condomínio Residencial Granville, localizado na Trindade, em Florianópolis, um dos moradores foi contemplado pelo projeto e entrou em contato com a síndica Elizete Pacheco. "Temos uma assembleia agendada para discutir a questão e analisar toda a questão legal, porque é necessário 20 m² de telhado para cada unidade e não teríamos o suficiente caso muitos moradores decidissem fazer a instalação dos painéis", comenta Elizete.

Apesar da preocupação da síndica, o engenheiro elétrico da Celesc garante que não há problemas legais. "Essa estimativa de 20 m² é para a produção de 300 KW/h por mês, que é um consumo considerado médio-alto para uma família. Esse cálculo é feito para que o sistema cubra 90% da capacidade de consumo. Se o espaço precisar ser reduzido para atender a todos os moradores, os painéis cobrirão 50% do consumo, por exemplo", explica Márcio Lautert.

Elizete Pacheco
Elizete Pacheco, síndica do Residencial Granville, na Trindade, em Florianópolis

Economia em longo prazo justifica o investimento

No projeto da Celesc, a instalação completa dos painéis fotovoltaicos custa R$ 6.682,33 para cada unidade consumidora. "A estimativa que temos é a de que a instalação dos painéis gere uma economia de até R$ 2.000 por ano. Assim, em três ou quatro anos essa conta está paga", afirma o engenheiro elétrico da Celesc, Márcio Lautert.

Para fazer a instalação pela Celesc, é preciso ficar atento à documentação. Para os casos em que o telhado do último andar do edifício é considerado área comum, é necessário entregar uma ata da reunião de condomínio, com assinatura de todos os moradores, autorizando a instalação. Se o telhado for considerado privativo, é preciso entregar a Convenção do Condomínio que especifica o uso do espaço.

Ainda com dúvidas sobre a legislação, a síndica Elizete Pacheco está em contato com a Celesc para avaliar uma possível instalação dos painéis para um ou para todos os apartamentos. "A minha preocupação é abrir o precedente e depois não conseguir atender a todos os moradores", explica. "Se eu morasse em uma casa, já teria feito. Aqui no condomínio, estamos pensando em fazer, pelo menos, para as áreas comuns. É uma medida muito bacana, porque gera economia e traz uma reeducação do consumo", finaliza Elizete.

 

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Feira de orgânicos na Fatma será quinzenal

03/Abril/2017        

 

Verduras, frutas e hortaliças produzidas sem agrotóxicos serão vendidas em mais uma edição da feira de orgânicos no hall da Fundação do Meio Ambiente (Fatma) na sexta-feira, 31.

A partir de agora, a feirinha tem mais uma novidade: será realizada a cada quinze dias, nas segundas e quartas sextas-feiras de cada mês. O evento começa às 8h e vai até às 16h, na rua Felipe Schmidt, 485, no Centro.

Durante o evento serão vendidos alimentos produzidos de forma sustentável e também nativos da Mata Atlântica, como açaí, pinhão, erva-mate, aipim, banana, farinha e até carvão. Todos os itens são produzidos sem agrotóxicos. Além da Fundação, participam do evento organizações como o Box 721 do Ceasa e as associações Valor da Roça, Flor do Fruto, Biguaçu e Sitío do Lício, Ratones.

feira

A feira é resultado da participação da Fatma na Comissão Estadual de Produção Orgânica e no Fórum Catarinense de Combate ao Uso Excessivo de Agrotóxicos. “A feira é realizada mensalmente, sempre na primeira sexta-feira de cada mês e tem sido bem aceita tanto pelos agricultores, quanto pelos consumidores”, explica a engenheira agrônoma e uma das organizadoras do evento, Cíntia Uller Gomez, da Gerência de Licenciamento Agrícola e Florestal da Fatma.

 

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Reciclagem: Condomínios transformam lixo em lucro

30/Agosto/2016        


Iniciativas promovem a reciclagem – inclusive de orgânicos – para utilização final no próprio condomínio, além de remuneração e troca de benefícios com empresas.

Em 2015, mais de 200 mil toneladas de lixo foram produzidas apenas na capital catarinense, o que corresponde à média de 600 toneladas por dia. Imagine que, ao invés de despejar essa quantidade de resíduos em aterros sanitários – contaminando toda a natureza do entorno -, o lixo fosse transformado em adubo para plantas e alimentos, novos materiais para circulação, fonte de empregos e até mesmo renda para os condomínios? Pois essa prática já existe e tem ganhado força na Grande Florianópolis.

A coleta seletiva pública é feita na capital catarinense desde 1988, pela Companhia Melhoramentos da Capital (Comcap). Segundo a companhia, hoje são atendidos 100% dos bairros, porém 90% dos domicílios, já que não há condições da coleta de porta em porta “pelas características geográficas” da cidade. Os recicláveis, então, são doados a associações de triadores e catadores da região – cada tonelada economiza ao município R$ 126 de serviços de transportes e aterramento.

Além da coleta seletiva realizada pelos municípios, cresce o número de empresas que oferecem serviços de gestão de resíduos focadas no conceito do lixo zero – e isso inclui os orgânicos, sobre os quais ainda persiste a ideia de que não é possível reaproveitá-los. O RecicleAqui.com é uma delas, com programa que funciona da seguinte maneira: o síndico solicita a visita de um técnico, que apresenta o projeto e verifica as condições de armazenamento e geração de resíduos no local. Uma proposta comercial, então, é apresentada, e o condomínio passa a fazer a separação dos recicláveis em grupos.

“Quando os materiais recicláveis estocados atingem a quantidade programada, o síndico, por agendamento, solicita a retirada dos materiais, que são levados ao galpão onde são pesados, registrados no sistema e é feito posterior pagamento ao condomínio”, detalha o engenheiro Thiago Arlindo Pereira, gerente de projetos da empresa, ao explicar que o pagamento é feito por quilo, de acordo com o material.

A empresa ainda oferece ajuda ao condomínio que precisa adequar o local de armazenamento – o grande embate para os edifícios com área comuns pequenas -, além de disponibilizar sacarias para o depósito do lixo. “Realizamos visitas diárias a novos condomínios. Os síndicos, assim como os condôminos, estão muito interessados em praticar a reciclagem, visando não apenas o benefício financeiro, mas a certeza de que o material coletado seguirá para a destinação correta, voltando para a indústria e deixando de ir para aterros sanitários”, frisa Thiago.

Também na Grande Florianópolis está a empresa Novociclo, que oferece um serviço de planejamento de locais para armazenamento, treinamento da equipe de limpeza, operação de coleta de todos os resíduos, com acompanhamento por plataforma on-line e consultorias periódicas. A remuneração ao condomínio é feita através de um sistema de pontuação para os itens reciclados, que é revertido em descontos na mensalidade e produtos de limpeza ecológicos ou adubo.

RECICLAGEM
Síndico Edson Machado Pinto implantou um sistema de compostagem que transforma os resíduos orgânicos
do condomínio em adubo

Lixo vira adubo

Enquanto algumas pessoas preferem ignorar o destino final de todo o lixo produzido diariamente, o síndico profissional Edson Machado Pinto decidiu transformar em vida o que poderia ser simplesmente descartado e poluir a natureza. Isso porque ele decidiu implantar no Condomínio Jardim Rio Tavares, no Sul da Ilha, um sistema de compostagem em que todos os resíduos orgânicos das casas, além das podas e galhadas, são transformados em adubo a ser utilizado pelos próprios moradores.

Após o intenso trabalho de conscientização e motivação, os moradores gostaram da ideia e aprovaram o projeto em assembleia. Um sistema com montagem de leira de compostagem termofílica, então, foi projetado para que todo o trabalho seja feito no próprio condomínio. Para isso, uma empresa especializada foi contratada para realizar a trituração do material e o manejo da composteira. Os outros recicláveis, por sua vez, são recolhidos por catadores conhecidos – iniciativa que o síndico profissional aplica também em outros edifícios.

“É preciso desenvolver a consciência social dos moradores, para que eles entendam que a separação adequada dos resíduos recicláveis no condomínio permite, no mínimo, que famílias de catadores tenham uma base de sustento mais fácil, e que o município gaste menos com a logística desses materiais”, destaca Edson.


Como funciona a coleta seletiva em Florianópolis

Os recicláveis comuns: Plástico, papel, vidro e metal.
Para onde vai: Material é doado a associações de catadores.
Locais de coleta: Todos os bairros de Florianópolis, com 90% dos domicílios atendidos.
Periodicidade: 6 vezes por semana nas regiões comerciais do Centro e Estreito / 2 vezes por semana nos bairros do Continente, Jurerê Internacional e parte da Bacia do Itacorubi / 1 vez por semana nos demais bairros e balneários.

Fonte: Comcap

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Condomínios aderem à captação da água da chuva

25/Maio/2017        


Sistemas que captam água da chuva para utilização em vasos sanitários, sistemas de irrigação e outras áreas passam a ser obrigatórias em Florianópolis.

O tema sustentabilidade ganha cada vez mais força no universo dos condomínios e, ao contrário do que muitos pensam, não significa gasto excessivo. E os benefícios são inúmeros, tanto para o bolso e o bem-estar, quanto para a natureza. Nesse cenário, uma das medidas que cresce na Grande Florianópolis é a utilização de sistemas de captação de água da chuva. Esse tipo de tecnologia, aliás, passa a ser obrigatório na capital catarinense após aprovação do Projeto de Lei Complementar nº 1.231/2013.

Com a regra, todas as novas edificações comerciais e residenciais com área acima de 200 m² deverão utilizar o sistema. Segundo o gabinete do vereador Pedro de Assis Silvestre (PP), o Pedrão, autor do projeto, a publicação no Diário Oficial está prevista para este mês de junho. “É necessário estimular as pessoas para que tenham atitudes mais conscientes. Além de ser ecologicamente correto, esse sistema de captação é viável financeiramente, pois custa em torno de 1% do valor total da obra”, disse Pedrão.

Bem antes da obrigatoriedade, edifícios de Florianópolis já haviam optado pela tecnologia. E gostaram. Síndico profissional há sete anos, Rafael Irani Silva administra três condomínios que utilizam a captação de água da chuva, o Villagio Di Siena (Ingleses), o Villagio Di Capri (Cachoeira Bom Jesus) e o Porto dos Açores (Jurerê). “O sistema de captação de água das chuvas é uma realidade que, aos poucos, vai se tornando obrigatória, e representa uma alternativa simples e barata no combate à falta de água dos municípios”, avalia.

Como funciona

O funcionamento do sistema é simples: a água da chuva é captada no telhado por meio de calhas e acumulada em uma cisterna fechada - uma espécie de caixa d’água - , que fica separada da potável. Depois, passa por um sistema de pré-tratamento (ou não, dependendo do tipo), para então abastecer vasos sanitários, torneiras de serviço, irrigações de jardins e até mesmo redes hidráulicas de incêndio.

água da chuva
Síndico profissional Rogério de Freitas

“A diferença dos tipos de sistema é que alguns são mais simples e outros mais completos, com freio de água, gradeamento, filtragem e cloração, por exemplo”, explica a arquiteta Maria Lúcia Mendes Gobbi. “O freio de água serve para ajudar a reduzir o turbilhonamento da água quando armazenada, o gradeamento retira as partículas maiores, como folhas e galhos, a filtragem, que é feita por um filtro de areia, retira as partículas finas que estão em suspensão na água, e a cloração faz a desinfecção da água para o uso”, detalha.

O custo para implantação pode variar entre R$ 5 mil e R$ 50 mil, dependendo do tamanho e complexidade do sistema, afirma Maria Lúcia. Outro ponto destacado pela arquiteta é a necessidade da ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) para o projeto, que deve ficar a cargo de um engenheiro hidrossanitário. “Ao fazer o projeto hidrossanitário, o engenheiro contempla todo o processo de água e esgoto. Ele entrará em contato com o arquiteto e solicitará os dados necessários para calcular a capacidade de uso e reuso e utilização específica, dependendo de cada projeto”, observa.

A economia com a utilização da tecnologia pode variar entre 5% e 20%, levando em conta a intensidade das chuvas e o consumo da edificação, diz Maria Lúcia. Nos condomínios administrados pelo síndico Rafael, no entanto, o número chega a 50% - o gasto para a implantação foi de cerca de R$ 5 mil. “Não tivemos problemas em nenhum sistema implantado, mas se deve atentar apenas para o tratamento periódico da água e limpeza constante de calhas e lajes captadoras”, disse o síndico, ao frisar a importância das manutenções.

Evitando problemas

O síndico Rogério de Freitas, que administra um condomínio no Saco dos Limões, teve problemas com o sistema de captação de água da chuva. Segundo ele, o condomínio já foi entregue com a tecnologia, mas houve problema de vazamento em uma das caixas d’água, o que resultou em infiltrações em duas unidades e na área comum do edifício. “Na concepção do projeto não foi prevista uma possibilidade de colapso. A laje onde as caixas estavam colocadas não possuía impermeabilização, provocando a infiltração”, relatou, ao contar que a solução foi apresentada e executada pelo prestador que implantou o sistema.

água da chuva
Rafael Irani Silva administra três condomínios que utilizam a captação de água da chuva

Apesar do problema, Rogério avaliou bem o sistema, afirmando que “gera bons resultados”, mas ressaltou a importância de se contratar um engenheiro e possuir um plano para o caso de um colapso. Assim como ele, a arquiteta Maria Lúcia também defende a tecnologia. “Sofremos enchentes e grandes alagamentos por termos negligenciado e desrespeitado a natureza. Precisamos cada vez mais buscar conhecer sistemas como esse, para utilizarmos e reutilizarmos a água com mais critério, atenção e economia. Vale a pena gastar um pouco mais, para depois ter o benefício por um longo tempo”, finaliza a arquiteta.

 

Publicado originalmente em 29/06/2016

 

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