Autoconhecimento e sindicância

Autoconhecimento e sindicância

Assim que saiu a primeira coluna no Jornal dos Condomínios, um síndico manteve contato e perguntou, como ser maleável com quem é grosseiro consigo. Verdade, mas esta é a escolha que se fez ao assumir a profissão e fica como sugestão segurar ao máximo o nível de tolerância no sentido de gerar maior polêmica ou até mesmo agressões como se tem tomado conhecimento. Com quem é grosseiro por vezes a melhor resposta é o silencio. É difícil, mas é possível. Existe o momento certo para um feedback.

Daí a importância do “autoconhecimento”, afinal de contas, quem somos nós?

Ned Hermann tem uma matéria voltada para a Teoria da Dominância Cerebral. Consiste em fazer um teste no próprio smartphone e responder 20 questões e no final o próprio sistema desenha em quatro quadrantes qual a tendência de comportamento você tem. Para teste, acesso https://bit.ly/2Qdy1xH.

Esse teste define qual a dominância de comportamento do gestor e desta forma permite que este gestor possa se policiar e até aprimorar seu estilo de gestão de acordo com o grupo com que atua.

Ned Hermann define quatro quadrantes, quais sejam: Analítico (lógico, analítico, factual, quantitativo); Experimental (holístico, intuitivo, interativo, sintetizador); Prático (organizado, sequencial, planejador, detalhista); Relacional (interpessoal, sentimental, cinestésico, emocional).

Ou seja, no final das contas, define a tendência na forma de agir de acordo com o jeito de ser de cada um: intelectual, intuitivo, instintivo ou racional. Em qual dos quadrantes estamos encaixados?

Não importa o quadrante no qual sejamos definidos. Não existe líder pronto ou com uma tendência que não possa aprimorada. Existem comportamentos que podem ser modificados ou aprimorados.

O autoconhecimento é importante para que possamos entender onde podemos ajustar, afinal uma gestão por liderança precisa ser eclética. Imaginemos um síndico profissional que faz a gestão de cinco ou seis condomínios cada um com perfil diferente.

O gestor precisa se ajustar ao perfil de cada condomínio e buscar junto às pessoas o que elas tem de melhor a oferecer. Portanto, afirmar que um líder nasce pronto ou é imutável seria um erro. O bom líder é aquele que consegue buscar junto às pessoas o que elas tem de melhor a oferecer.

A competência essencial para fazer algo e sentir-se devidamente realizado, está dentro de cada um. É preciso começar a jornada e descobrir como ela pode ser transformadora. De que forma se adequar para fazer uma boa gestão numa empresa ou num condomínio. Infelizmente, nos dedicamos muito pouco ao autoconhecimento, vamos lidando com os percalços do dia a dia e cometemos erros primários de gestão.

Alguns passos são importantes para se adequar para uma boa gestão:

1- Estou feliz fazendo o que faço? O que me desmotiva? Como anda minha resiliência?

O objetivo destas perguntas é conectar-se, focar o que está acontecendo no presente e detectar possíveis conflitos e fontes de insatisfação. Bom lembrar que nosso estado de ser interfere direto na vida dos nossos comandados ou pessoas com quem convivemos que é o caso de um síndico com seus parceiros, muitas vezes morando no mesmo condomínio.

Há quem afirme que pessoas com perfil muito analítico tendem a sofrer mais de ansiedade e depressão.

2 - Pedir Feedback: Há poucos dias, um síndico manteve contato e perguntou que achava de fazer um questionário sobre a sua gestão e entregar para que as pessoas respondam. Obviamente não é desta forma que se procede.

Nós somos o resultado da soma do que sabemos sobre nós mesmos. Ouvir Feedbacks externos, nos leva a termos uma consciência maior do quem somos, conhecer os pontos cegos de nossa personalidade. Nos conhecendo melhor, sabendo quem somos, nos torna mais simpáticos ante a pessoas com que convivemos ou que fazemos gestão. Nos grandes empreendimentos (empresas ou condomínios) existem as pessoas polarizadoras de conhecimento e opinião, são os líderes de grupos. Estes podem de ser de grande valia no sentido de nos dar feedbacks. Paremos e prestemos atenção no que dizem e no que pensam.

3 - Defina o que precisa ser mudado: Oras, temos uma personalidade pré-definida, mas nossos comportamentos, temos como mudar. Sempre que perdemos a linha com alguém ou com um grupo, perdemos boa parte da confiança, geramos a instabilidade e o reparo é praticamente impossível. Precisamos estar preparados para analisar os nossos hábitos, nossas reações e estar preparados para desapegarmos de atitudes e mentalidades que nos conduziram até o momento com nosso jeito de ser e precisamos entender que nossas atitudes eventualmente já não sirvam para o momento atual, para um novo condomínio que assumimos. Novos desafios precisam ser encarados e a forma de agir certamente será diferente.

Vivemos um momento do aprendizado constante e ouvir é algo fundamental para que aceitemos mudança e adequação. A autoconfiança passa a ser primordial no sentido de expormos nossas ideias, algo que ficamos privados por um tempo. Em resumo, o mais importante é que um gestor, não importa se de uma empresa ou do setor condominial, perceba se está levando uma vida que faz sentido para si e para seus “stakeholders”.

Num evento junto a Franklin Covey onde o foco era atingir as maiores prioridades, ele afirmava que precisamos escolher metas e trabalhar sobre cada uma delas, celebrar os avanços e entender o impacto nas rotinas. Enfim, considerando a limitação para a presente coluna, novas informações surgirão nas próximas divulgações. Por ora, sugestão fazer o teste de Wílliam Edward “Ned” Hermann, conhecido como o pai da dominância cerebral, entender o seu perfil e ver de que forma pode se adequar.

Importante entendermos que nascemos com uma tendência, mas estamos propensos a mudanças. Para nós que lidamos com empresas e com condomínios, o futuro é agora.

Gilberto Batista Perassa é sindico com formação em Economia, Processos Gerenciais, cursos avançados diversos pela Franklin Cowey (SP) e formação em Síndico Profissional pela Gabor RH. Atua em Workshops junto a FCDL sobre Organização Financeira e Liderança e micro empresário na área de treinamentos. 

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Auto Gestão (Não tem auxilio de administradora/contabilidade) - 16.1%
Auto Gestão Assistida (Contrata serviços terceirizados de contabilidade) - 17%
Gestão com empresa administradora - 32.1%
Síndico Profissional (com administradora) - 27.7%
Síndico Profissional (sem administradora) - 5.4%
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