Armas contra o fogo: prevenção e treinamento

  • 11/Outubro/2016 - Kalyne Carvalho




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Armas contra o fogo: prevenção e treinamento

 

A prevenção ainda é a melhor saída para evitar incêndios, o que pode provocar sérios prejuízos materiais e causar danos físicos às pessoas.

Os síndicos precisam estar atentos e regularizar os sistemas preventivos dentre os quais: luzes, alarmes e saídas de emergência, portas corta-fogo e extintores.

O capitão BM Alexandre Vieira, engenheiro civil da diretoria de atividades técnicas do Corpo de Bombeiros Militar de SC, destaca que os equipamentos de segurança obrigatórios de uma edificação dependem de características que são variáveis.

De acordo com Vieira, é preciso levar em consideração os riscos, a classificação da ocupação, o número de pavimentos, a área total construída e a altura do edifício. Por exemplo, para um prédio residencial com 10 pavimentos, com área total construída maior que 750 metros quadrados, com dois apartamentos por andar e com mais de 20 metros de altura são exigidos os seguintes equipamentos: extintores – no mínimo dois por andar, sistema hidráulico preventivo, saídas de emergência, instalação de gás (GLP) canalizado, proteção contra a descarga atmosférica, alarmes e detectores de incêndio, iluminação de emergência, sinalização de abandono do local e dispositivos para a colocação de cabos para salvamento aéreo.

O capitão afirma ainda ser importante consultar as normas de segurança contra incêndio (NSCI/1994) do Corpo de Bombeiros Militar do Estado. Vieira afirma que a maioria dos incêndios ocorre devido a instalações elétricas precárias, instalações de gás inadequadas e devido a incidentes domésticos, dentre os quais, por exemplo, o uso de velas, esquecimento do ferro elétrico ligado sobre a roupa e panelas sobre o fogão.

Extintores devem estar em boas condições

Um dos itens importantes para a prevenção de incêndio é o extintor, que precisa estar em boas condições de uso. O proprietário da WG Extintores, de Balneário Camboriú, Luiz Carlos Gomes, afirma ser importante avaliar se o produto mantido pelo prédio é de qualidade.

O equipamento deve ser inspecionado a cada ano e a cada cinco é feito o teste hidrostático, ou seja, verifica-se se ele suporta a pressão ao ficar cheio de água durante um minuto. Gomes explica que o condomínio precisa ter uma Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) assinada por um engenheiro de segurança, químico ou civil de que o equipamento está em bom estado de conservação. “Cada extintor tem o seu pó próprio, que não deve ser misturado”, diz. 

Esta e outras dicas são repassadas pela empresa durante curso básico de prevenção contra incêndio. As aulas são voltadas para síndicos, funcionários e moradores. Neste mês, vários síndicos participaram do curso de quatro horas oferecido em Balneário Camboriú.

Pela legislação federal, os condomínios precisam fazer seguros contra incêndio. “É parte da responsabilidade do síndico contratar este serviço”, afirma Nilton Januario, gerente da HDI Seguros SA. Para efetuar um bom seguro, Januario recomenda aos síndicos ler bem o contrato, principalmente os itens: riscos cobertos e exclusões de cada cobertura contratada. “É importante também saber se o corretor é uma pessoa habilitada, se ele e a empresa possuem registro junto à Superintendência de Seguros Privados (Susep)”.

Condomínio investe em prevenção

O síndico Velcio Neumann, do condomínio Imperatriz, em Balneário Camboriú, investe na prevenção contra incêndio desde que assumiu a gestão do prédio em 2008. De lá para cá, ele fez a instalação das portas corta-fogo, dos sensores de calor e fumaça, dos hidrantes e fez a troca do piso antiderrapante.

Mas os investimentos não param por aí. O condomínio pretende instalar uma mini-brigada de incêndio em parceria com o Corpo de Bombeiros. A ideia é treinar funcionários e também moradores para atendimento de primeiros socorros em caso de incêndio, mas o projeto ainda não tem data para ser colocado em prática. “Pretendemos oferecer um curso básico e deixar os funcionários e moradores preparados para qualquer emergência”, afirma. O prédio possui 30 anos, tem 264 apartamentos, 22 lojas e 30 funcionários, dos quais sete ou oito se revezam por 24 horas. 

Recomendações

Equipamentos

Aprenda a usar os extintores de incêndio e conheça os locais onde estes e outros equipamentos de proteção contra fogo estão instalados. Nunca obstrua o acesso aos extintores ou hidrantes. Não retire lacres, etiquetas ou selos colocados no corpo dos extintores. Não mexa nos extintores de incêndio e hidrantes, a menos que seja necessária a sua utilização ou revisão periódica. Circulação

Mantenha sempre desobstruídos corredores, escadas e saídas de emergência, sem vasos, tambores ou sacos de lixo e nunca os utilize como depósito, mesmo que provisoriamente.

Nunca guarde produtos inflamáveis nesses locais.

As coletas de lixo devem ser bem planejadas para não comprometer o abandono do edifício.

As portas corta-fogo não devem ter trincos ou cadeados. Conheça bem o edifício em que você circula, mora ou trabalha, principalmente os meios de escape e as rotas de fuga.

Eletricidade

Não deixe os equipamentos elétricos ligados após sua utilização. Desconecte-os da tomada. Não cubra fios elétricos com o tapete.

Procure um profissional para fazer as instalações elétricas. Não improvise instalações elétricas, nem efetue consertos em tomadas e interruptores sem que esteja familiarizado com isso.

Não sobrecarregue as instalações elétricas com a utilização do plugue T (benjamim). Se a corrente elétrica está acima do que a fiação suporta, ocorre um superaquecimento dos fios, que pode causar um incêndio.

Evite cortinas próximas a tomadas elétricas.

Importante: toda instalação elétrica deve estar de acordo com a NBR-5410 da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).

Materiais inflamáveis

Mantenha os materiais inflamáveis em locais resguardados e à prova de fogo.

Não utilize chama ou aparelho de solda perto de materiais inflamáveis.

Coloque os materiais de limpeza em recipientes próprios e identificados.

Ao utilizar materiais inflamáveis, faça-o em quantidades mínimas, armazenando-os sempre na posição vertical e na embalagem original.

Observe as normas de segurança ao manipular produtos inflamáveis ou explosivos.

Não use cestos de lixo como cinzeiros. Não jogue pontas de cigarro pela janela, nem as deixe sobre armários, mesas, prateleiras etc.

Respeite as proibições de fumar e acender fósforos em locais sinalizados.

Coloque o botijão de GLP no lado externo da edificação.

Verifique a validade da mangueira e da válvula do botijão de GLP. Lavagem de áreas comuns

Evite sempre que a água da lavagem atinja os circuitos elétricos ou enferruje as bases das portas corta-fogo. Nunca permita que a água se infiltre pelas portas dos elevadores, pois isso pode provocar sérios acidentes. 

Saiba mais

Classes de incêndio

Os materiais combustíveis têm características diferentes e, portanto, queimam de modos diferentes. Conforme o tipo de material há quatro classes de incêndio:

Classe A - incêndio em materiais sólidos, como madeira, papel ou tecido. Esses materiais deixam resíduos quando queimados (brasas, cinzas, carvão). Queimam em superfícies e em profundidade.

B - em líquidos inflamáveis, como óleo, gasolina ou querosene. Esses materiais não deixam resíduos quando queimados, queimam somente em superfície.

C - em equipamentos elétricos energizados, como máquinas elétricas ou quadros de força. Ao ser desligado o circuito elétrico, o incêndio passa a ser de classe A.

D - em metais que inflamam facilmente, como potássio, ou alumínio em pó. Para consultar as normas de segurança contra incêndio (NSCI/1994) do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, vá no site www.cbm.sc.gov.br em diretoria de atividades técnicas. 

Brigada de incêndio

A Brigada de Incêndio será classificada em duas modalidades: particular e voluntária. A particular é aquela formada e preparada para atuar em todo tipo de edificação, locais de eventos e áreas de risco. Será composta por um número mínimo de brigadistas particulares e poderá agregar os voluntários. A voluntária é aquela composta por usuários e/ou funcionários do próprio estabelecimento, empresa ou edificação, que tenham recebido a capacitação para atuar como brigadista.

Fonte: Corpo de Bombeiros Militar de SC

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