Método ajuda a solucionar conflitos com empatia

Marie Bendelac Ururahy, coach especialista em Comunicação Não Violenta Marie Bendelac Ururahy, coach especialista em Comunicação Não Violenta

Saiba no que consiste a Comunicação Não Violenta e como ela pode contribuir para uma relação mais harmônica nos condomínios

Morar em um condomínio não é tão simples quanto parece. Dividir espaços, ceder à vontade do vizinho, respeitar normas e regras são apenas algumas situações que podem gerar um grande mal-estar quando não compreendidas como o esperado. Como resultado, há as discussões, o julgamento e a falta de respeito, tendo como ponto de partida a maneira pela qual nos comunicamos. O tom de voz, as palavras usadas, as expressões faciais e até nossa postura formam um conjunto de intenções importantes durante uma conversa. Pensando em melhorar esses e outros conflitos nas relações interpessoais foi que surgiu a Comunicação Não Violenta (CNV).

Criada em 1960 pelo psicólogo norte-americano Marshall Rosenberg, ela mostra a importância da empatia para se obter sucesso em qualquer relação, ou seja, de se colocar no lugar do outro tentando entender seus questionamentos, suas frustrações e, a partir de então, reagir com respeito e amabilidade, sem deixar de expressar as próprias necessidades.

Em relação aos síndicos, que muitas vezes fazem o papel de mediadores, a Comunicação Não Violenta ajuda a se posicionar melhor em questões difíceis, além de auxiliar a entender a si próprio e as necessidades do outro, podendo ser adotada nas assembleias, em conflitos com moradores, com funcionários ou prestadores de serviços e até mesmo na relação entre os vizinhos. “A CNV nos ajuda a ter comportamentos e atitudes compassivas, que contribuem para o bem-estar do outro e, assim, com o nosso próprio bem-estar”, explica Marie Bendelac Ururahy, coach especialista em Comunicação Não Violenta e psicologia positiva.

Juliao Web
Terapeuta comportamental Julião Oliveira

Para o terapeuta comportamental Julião Oliveira, o problema central da comunicação é que cada indivíduo defende os seus interesses em primeiro lugar e, em um lugar como um condomínio, os conflitos se tornam quase que óbvios diante desses múltiplos interesses. Mas, então, como conciliar tantas demandas individuais? Oliveira destaca a voz bem utilizada como nosso primeiro recurso de reivindicação e, quando já maduros, a consciência. “A comunicação continuará a ser violenta na medida em que não amadurecemos o nosso estado de consciência. Enquanto você ainda está berrando com o outro para conseguir o que quer, isso nada mais é do que a sua criança interior fazendo birra”, afirma. 

Escuta empática

De acordo com a francesa Marie Bendelac, no Brasil há 10 anos,existem vários fatores que a Comunicação Não Violenta pode agregar em uma assembleia de condomínio ou em uma conversa com um morador, por exemplo. Um deles é o estado de presença. “Precisamos estar totalmente presentes com o outro, esvaziar nossa mente para ouvir o que ele tem a dizer e não ficar pensando sempre no que vou responder no lugar de ouvir. É fundamental ter uma escuta empática, no sentido de ouvir o que um morador, um funcionário ou um vizinho estão precisando, sentindo e me pedindo, mesmo que eles não saibam como dizer”, explica.

Outro fator muito importante na CNV é o autoconhecimento. É necessário primeiro o síndico entender quais são as suas expectativas em relação a uma assembleia de condomínios, o que realmente ele está precisando dizer naquele momento para, então, passar aos outros o que precisa ser resolvido. “Se eu não sei o que está acontecendo dentro de mim, se eu não tenho essa consciência, eu não conseguirei me expressar e, desta maneira, não há uma comunicação clara”, destaca Marie.

A especialista lembra que a metodologia também ajuda a desenvolver habilidades de comunicação, pois desde muito cedo aprendemos uma linguagem de julgamento, de comparação, de intimidar ou de se vitimizar. “Na CNV a gente procura avaliar sob outro ângulo um conflito, tentando entender o que a pessoa sente, o que ela está pedindo, mas não é uma técnica que ensina a ser submisso, pelo contrário, ensina a se posicionar”, afirma.

Ter interesse em adotar esse tipo de comunicação como metodologia de vida, independente do tipo de relação social, já mostra o caminho mais harmônico que está por vir. “Quem sabe, com tantas matérias, cursos, livros e ensinamentos sobre comunicação afetiva, em algumas décadas estejamos mais calorosos e menos acalorados”, finaliza Julião.

Como a CNV ajuda nas relações em condomínio

  • Melhora as negociações com prestadores de serviço
  • As assembleias tornam-se mais estratégicas
  • Previne e ajuda a solucionar conflitos
  • Preserva e melhora o relacionamento entre os moradores
  • Cria um ambiente de confiança e segurança
  • Auxilia a chegar a um acordo que atenda a todas as partes
  • Coloca em prática a escuta ativa e empática
  • Contribui para se colocar no lugar do outro
  • Ajuda a se expressar de forma clara, objetiva e assertiva (nem submisso, nem agressivo).

 

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