Renovação da fachada: uma necessidade

Renovação da fachada: uma necessidade

Adaptação a novas tecnologias e demandas da vida moderna fazem condomínios investirem em projetos que contemplem todos os elementos da fachada.

O lar é um local de abrigo, por isso grande parte das pessoas tem prazer em dar a ele características que demonstrem seus gostos e personalidade. A fachada, por sua vez, é uma marca externa dessa identidade, então sua renovação costuma estar nos planos tanto de proprietários de casas, como dos moradores de condomínios. Além da beleza e do conforto, a iniciativa traz a valorização do imóvel e, é claro, mais satisfação para quem ali vive.

No caso dos condomínios, a proposta ganha força pelo envelhecimento dos edifícios – muitos construídos nas primeiras fases de verticalização das cidades -, e também pelas necessidades da vida moderna, como adaptação a novas tecnologias e reforço da segurança. Com a complexidade que envolve esse tipo de reforma, que deve contemplar a preferência da maioria dos condôminos e elementos técnicos da infraestrutura da construção, os projetos arquitetônicos direcionados emergem como uma tendência.

Quando a renovação se faz necessária

Localizado no Centro de Florianópolis, o Condomínio Gemini decidiu dar uma nova cara à fachada. O projeto abrange toda a área externa do edifício, incluindo os pisos do acesso ao pavimento térreo, a requalificação da área comum e da guarita para reforçar a segurança. A reforma teve início recentemente e é acompanhada de perto pelo morador Olavo Kucker, que é engenheiro e membro da comissão de obras do residencial.

“O edifício já está com uma certa idade e foi necessária uma manutenção nas áreas que possuem impermeabilização”, relatou Olavo, ao destacar a valorização do patrimônio com a iniciativa. O conselheiro contou ainda que, com a reforma aprovada em assembleia, foi feita uma pesquisa de escritórios de arquitetura, para avaliar portfólios e orçamentos. A opção de contratar um especialista teve como foco a criação de um bom projeto – que já inclui a visualização do resultado final -, e também uma forma de “evitar discussões desgastantes e desnecessárias” entre os condôminos.

Uma das responsáveis pelo projeto é a arquiteta Andréa Hermes Silva, que relata o crescimento da busca por esse tipo de reforma. “Além da renovação dos materiais, como troca de esquadrias e colocação de revestimentos, há também a busca de adequação a novas tecnologias, que inclui a troca de ar-condicionado de janela para Split”, exemplifica a profissional.

Modernidade sem perder o charme

Para acompanhar de perto todas as etapas da nova roupagem do condomínio, uma assembleia autorizou a criação de uma comissão de obras com vários condôminos, incluindo Olavo. Os responsáveis, então, ficaram com a tarefa de fazer a ponte entre as preferências dos moradores e as sugestões das arquitetas. “Com a necessidade de fazer esses serviços de manutenção veio também o intuito de deixar o edifício mais moderno, mas sem perder as características originais. Pois o projeto arquitetônico original é excelente”, frisou o conselheiro.

Entre as tendências atuais está a utilização de materiais com alto grau de desempenho e menor manutenção, aponta a arquiteta Andréa, como cerâmicas, placas de composto de alumínio e até mesmo fachadas ventiladas. “As cerâmicas são procuradas em função da grande diversidade de cores, formatos e texturas, com um custo competitivo. E o alumínio por ser um material de grande resistência a intempéries e com facilidade de instalação”, detalha.

Outros componentes atuais são as esquadrias com melhor isolamento acústico – para evitar o velho problema de transtornos com barulho -, além de painéis ou brises de alumínio, “que criam volumes, escondem equipamentos e dão maior proteção em função da incidência do sol”, acrescenta a arquiteta. As cores mais indicadas, por sua vez, são as claras ou neutras, em função da baixa absorção de calor. Os tons mais fortes são usados nos detalhes das composições.

Para quem deseja que o condomínio ganhe um ar de modernidade, mas ao mesmo tempo não fique datado com modismos – que rapidamente se tornam obsoletos -, a arquiteta alerta: “dificilmente um projeto não irá ficar marcado pela época em que foi concebido. A própria oferta de materiais acaba gerando essa demanda, porém não necessariamente deve seguir um modismo. Sempre procuramos fazer uma composição de materiais e cores que ‘conversem’ com o entorno e valorizem a edificação”.

fachada
A reforma está em andamento no condomínio Gemini e o projeto prevê a inclusão de muro de vidro e local adequado para o lixo.

 O condomínio está sem verba para reformar?

Aos condomínios que têm pouco para investir em um projeto especial de renovação de fachada, a arquiteta Andréa lista algumas dicas:

• Investir em um bom projeto que possa ser executado em etapas: “o ideal é fazer um ‘masterplan’, listando todas as intervenções necessárias e suas prioridades, para que possa ser executado em etapas, conforme a disponibilidade financeira do condomínio”.

• Realizar pequenas intervenções com resultados visíveis, “como renovar a guarita, reformar o jardim, melhorar a comunicação visual, e lavar e pintar a fachada e o muro frontal”.

Para renovar a fachada é preciso:

- ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) ou RRT (Registro de Responsabilidade Técnica)?
Sim, sendo a primeira feita por engenheiros e a segunda por arquitetos. O objetivo é identificar o responsável pela obra ou serviço, além de proporcionar segurança técnica e jurídica.

- Autorização da prefeitura?
Embora seja exigida autorização (alvará ou certificado) apenas para novas obras ou reformas com aumento de área, a arquiteta Andréa orienta que a prefeitura seja sempre consultada (exceto em pequenas intervenções que não alteram a característica do imóvel, como pinturas e consertos).

- Aprovação do arquiteto responsável pelo projeto original?
A aprovação não é necessária, mas grande parte dos escritórios de arquitetura tem como procedimento-padrão conversar com o autor do projeto. “Consideramos ser ética profissional”, diz Andréa.

Matéria publicada originalmente em 30/setembro/2016

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