Condomínio fixa placas contra violência doméstica

Condomínio fixa placas contra violência doméstica

Moradores serão orientados a acionar a polícia quando perceberem qualquer tipo de agressão contra mulheres

Moradores do condomínio Castelo de Luxemburgo, no bairro Pioneiros, na região sul de Campo Grande serão orientados a como proceder ao perceberem casos de violência doméstica. A partir desta quarta-feira (3) estão sendo fixadas placas que incentivam os condôminos e os funcionários a acionarem a Polícia Militar quando flagarem qualquer caso de agressão a mulheres.

A iniciativa partiu do síndico Helder Lacerda Oliveira, que resolveu adotar a medida quando, em uma reunião, um morador mencionou que condomínios de São Paulo já estavam fazendo isso. O síndico conta que, por ter presenciado casos de violência contra mulheres em sua família, se solidariza com a causa.

O local tem quase 5 mil moradores, distribuídos em 18 blocos com, no total, 832 apartamentos. As placas com as instruções serão colocadas na entrada em cada bloco, além de uma na portaria. Ele inclusive consultou consultoria jurídica para saber se a medida poderia ser tomada, que foi autorizada. A proposta foi apresentada em assembleia para os condôminos e foi aprovada por unanimidade.

Helder informa que há muitos casos de violência doméstica no condomínio, como ameaça com arma de fogo e mulher esfaqueada pelo companheiro. Na madrugada desta quarta-feira (3) a polícia precisou ser acionada para atender briga de casal. “Em todos os casos a polícia deve ser chamada. E ninguém precisa esperar iniciativas de funcionários e nem funcionários precisam esperar a iniciativa de moradores. Todos estão orientados a acionar a Polícia Militar em qualquer situação de risco para mulher”, adverte o síndico.

Ele ressalta que os funcionários não são autorizados a entrar em apartamentos, por isso é importante chamar a polícia. Houve um caso em que um zelador percebeu que mulher estava sendo agredida e invadiu o apartamento. Depois o homem entrou com processo contra o condomínio, relata Helder.

Além disso, ele informa que o local conta com medidas de segurança como identificação na portaria e que em casos de medida protetiva todos cuidados são tomados.

Para a aposentada Angela Maria Cordeiro Tavares, de 66 anos, “a atitude é maravilhosa”. “Só observar de longe não adianta. Vai ajudar a conscientizar os moradores”, diz ela que acompanha os números crescentes de violência doméstica pelos noticiários.

 

Notícia originalmente publicada em www.campograndenews.com.br

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