Recarga para carros elétricos já é realidade nos condomínios

Segundo dados do Denatran, em SC já circulam cerca de 860 carros elétricos Segundo dados do Denatran, em SC já circulam cerca de 860 carros elétricos

Alternativas limpas de abastecimento automotivo vêm ganhando as ruas e conquistando a preferência de muitos moradores.

Há muito tempo sustentabilidade e meio ambiente estão entre os principais desafios das cidades, que a cada dia mais necessitam da implantação de diretrizes pensadas para melhorar o deslocamento sustentável das pessoas. E é em resposta a isso que vem crescendo o interesse da população pelo uso de carros elétricos ou híbridos no País.

Segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), em 2018 foram emplacados 3.970 veículos movidos à bateria. Um número que parece pequeno frente à frota nacional de carros à combustão, mas que se comparado aos dados de dois anos atrás é possível perceber um aumento de 72%. No Estado, conforme números divulgados pelo Denatran, já são mais de 860 veículos circulando em 2019.

Frente a essa nova realidade, muitos empreendimentos já trazem desde a planta a possibilidade de instalação de pontos de abastecimento. E condomínios mais antigos estão tendo de se adaptar para atender a demanda de moradores que utilizam esse tipo de veículo. O maior problema nesses casos é com a cobrança da energia utilizada, já que o valor não pode ser dividido igualmente entre todos os moradores, levando em conta os que não possuem esse tipo de carro.

Cartões e aplicativos

Para o engenheiro de controle e automação e diretor executivo da Voltbras, Bernardo Durieux, o País já possui tecnologia para facilitar a cobrança nos condomínios. “A energia da área comum alimenta o ponto de recarga e o rateio é feito através de cartões RFID (cartões comuns de acesso aos edifícios) ou através de aplicativos, que incluem o valor da recarga na taxa de condomínio”. No final do mês, o aplicativo entrega um relatório detalhado com o gasto de cada morador para que seja feita a cobrança individual.

Quando prevista na planta, a instalação do ponto de recarga é mais fácil e barata, já que a construtora deixa pontos de energia em espera nas garagens. De acordo com Durieux, há também a possibilidade da instalação ser feita diretamente no relógio da unidade. “Essa opção é pouco utilizada devido ao alto custo de instalação. A ligação direta do carregador no medidor de luz do apartamento também enfrenta contratempos como a dificuldade de acesso em estruturas mais antigas. Na maioria dos casos essa opção resulta na quebra de pisos, paredes ou até mesmo na instalação da fiação por fora do edifício”, comenta.

Em Florianópolis, outro bom exemplo de como otimizar os custos gerados pelo novo serviço vem do condomínio San Blas Residence, localizado no Bairro João Paulo, em que o equipamento foi colocado na vaga de visitante e atende à demanda de todo o prédio, sendo uma estação única de carregamento com dois tipos de tomadas. A energia consumida pelos veículos é produzida pelo sistema de placas fotovoltaicas instaladas no empreendimento, e a energia não consumida gera um crédito. Ou seja, sem custo direto para os moradores.

Para Claudio Roberto Falce, gerente de engenharia da construtora responsável pelo empreendimento, em um futuro não muito distante, a oferta de recarga será um item obrigatório em todos os prédios novos. “Os condomínios estão se preparando para essa demanda e entregar um empreendimento com ponto de abastecimento é estar atento à inovação, à necessidade do consumidor e se antecipar às mudanças do mercado”, avalia.

Abastecimento e custo

O tempo de recarga total varia de acordo com a potência do eletroposto, sendo que normalmente o equipamento instalado em condomínios abastece um veículo de 3h a 8h. Nesse caso, o consumo médio de energia é de 40 kWh por recarga ao valor de R$30, sendo possível rodar até 300 km. Esse valor equivale a 25% do total que seria gasto para fazer o mesmo percurso à gasolina.

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