Sistemas de controle de acesso avançados e cada vez mais populares

Sistemas de controle de acesso avançados e cada vez mais populares

 

Foi-se o tempo em que as pessoas entravam e saíam de prédios e condomínios dizendo ser conhecido de algum morador, anunciando uma entrega, ou simplesmente acenando para o porteiro. No mesmo ritmo em que as cidades cresceram com todas as suas vantagens e desvantagens, os sistemas de controle de acesso também evoluíram e câmeras de vigilância, interfones e portões eletrônicos estão entre nós há tanto tempo que já fazem parte da nossa vida cotidiana.

Mesmo assim, os casos de invasões a condomínios supostamente bem protegidos continuam a ter espaço no noticiário de todas as cidades. E os números oficiais confirmam a informação: segundo dados da Secretaria de Segurança Pública de Santa Catarina, em 2013 foram registrados mais de mil boletins de ocorrência de invasão e roubos a prédios comerciais e residenciais na Grande Florianópolis, e casos semelhantes têm acontecido em todos os municípios do Estado.

Cada vez mais, a população vai dando mais atenção ao controle das pessoas que frequentam seus prédios, e percebendo que a preocupação com a segurança não é só responsabilidade do poder público. Essa foi uma das primeiras questões observadas pelo professor de educação física Guilherme Coelho, há pouco mais de um ano, logo que ele foi eleito síndico do Residencial Monte Parnasse, na região continental de Florianópolis.

“Os moradores exigiam equipamentos mais eficientes de controle de acesso, o prédio tem 17 anos e tudo estava muito ultrapassado. Tivemos um caso de um carro que foi arrombado na garagem, o condomínio é assegurado, mas mesmo assim é uma situação que deixa todos meio inseguros”, declara Coelho. “Planejávamos uma reforma no condomínio e incluímos a instalação de câmeras de vigilância de alta resolução e interfone com senhas individuais na mesma chamada de caixa. Fizemos diversos orçamentos e o custo de instalação dos equipamentos foi menor do que imaginávamos”, completa.

Muitos síndicos e moradores não imaginam como o avanço tecnológico está possibilitando o surgimento de equipamentos de controle cada vez mais eficientes de acesso a prédios e residências. A mesma modernidade torna esses equipamentos mais populares, e, consequentemente, mais acessíveis a condomínios de todos os tamanhos e orçamentos.

Hoje já existem sistemas de segurança que integram diversas plataformas, como interfones conectados a câmeras de alta resolução e a sensores de presença que podem acompanhar toda a movimentação nas entradas, garagens e áreas comuns de um condomínio, como no controle da hora de entrada e saída de um prestador de serviço.

“O que o mercado conhecia antigamente em termos de proteção era só o alarme; no caso de uma invasão, disparava uma sirene bem barulhenta que espantava o ladrão. Depois vieram as câmeras analógicas, conectadas a um computador com capacidade e resolução limitadas até que surgiram as câmeras digitais de alta definição que podem operar em rede conectadas a outros dispositivos de controle”, explica Bruno Correa de Souza, gerente de comércio da Kronos Inovações Tecnológicas.

Segundo ele, a próxima novidade no controle de acesso serão os equipamentos de biometria. “A nova geração de identificadores de impressão digital já é à prova de clonagem e os dispositivos de reconhecimento facial são capazes de estabelecer a diferença até entre irmãos gêmeos idênticos.”

Conheça mais sobre os principais dispositivos disponíveis no mercado:

Portas e portões de garagem

Foi a partir desses dispositivos que todos os demais sistemas de controle de acesso se modernizaram, mas portas de entrada e portões de garagem também evoluíram.

As portas de entrada que contam com interfones com senhas pessoais e que dispensam a chave já são encontradas na maioria dos condomínios e seu preço está ficando cada vez mais acessível. Já o portão das garagens ganhou controles codificados que não permitem cópias e clonagens, impedindo o funcionamento de controles que não sejam originais.

Câmeras de vigilância

Assim como as máquinas fotográficas, as câmeras de vigilância também estão cada vez mais avançadas e baratas. A tecnologia digital aumentou o alcance e resolução, e também permitiu conectá-las a outros dispositivos, como smartphones e computadores.

“Hoje, um morador pode acompanhar toda movimentação em seu condomínio, como a entrega de uma mudança, por exemplo, acessando as imagens de qualquer computador conectado à internet”, explica Ricardo Brandt, diretor de empresa de sistemas de segurança.

Cartões de proximidade

Esse dispositivo magnético funciona aliado a um sensor de proximidade e dispensa chaves para abertura de portas, basta aproximar o cartão do sensor que permite o acesso.

“O cartão pode armazenar dados de diversas portas de um condomínio além da entrada principal e é muito útil no controle de acesso a salão de festas, academia, piscina, bem como as áreas restritas de um prédio”, avalia o gerente Bruno.

Leitores biométricos

É o mais recente dispositivo de controle de acesso disponível, e se divide em três tipos: leitores de impressões digitais, reconhecimento facial e reconhecimento de íris.

“Esses dispositivos evoluíram muito e estão praticamente à prova de fraudes. Hoje, para o leitor biométrico ser acionado existe a necessidade de captação de corrente sanguínea, o que impede qualquer tipo de fraude”, avalia Brandt.

Portaria virtual

Outra novidade no mercado é o controle de acesso a distância realizado por meio de câmeras de vigilância, interligado a interfones e cartões de proximidade, que dispensam a necessidade de um porteiro.

“Todo controle é interligado e gerenciado em uma central que acompanha toda movimentação dentro do condomínio. Quando alguém toca o interfone, a central entra em contato com o morador, que pode visualizar a câmera da portaria e autorizar ou não a entrada”, declara Fabio Gagliotto, diretor de empresa prestadora de serviço no setor de segurança, em Florianópolis.

Mais eficiência, menos custos

Redução de custo foi o item que fez a diferença no Condomínio Premium Residence, com 48 unidades, no bairro do Itacorubi, em Florianópolis. O prédio entregue em outubro de 2012 possuía quatro vigilantes e outros quatro funcionários contratados, que juntos respondiam por 40% das despesas do condomínio, sobrecarregando a contabilidade.

“Pesquisamos no mercado para conhecer as opções e o sistema de monitoramento nos pareceu vantajoso pela redução nas despesas que proporcionava. Pudemos aumentar o salário do zelador, que agora presta outros serviços, e já conseguimos uma redução em torno de 20% na taxa de condomínio”, comenta o síndico Fernando Rico Sanchez Sobrinho.

“Notamos uma grande melhoria em todos os sentidos. O condomínio está mais seguro com o monitoramento 24 horas por dia e nossas contas estão enxutas“, completa.

Avaliando as necessidades

O primeiro passo para os interessados em modernizar o acesso a seus condomínios é determinar o perfil do condomínio: se há pouca ou grande circulação de pessoas, o número de funcionários etc.

“O síndico deve procurar se informar sobre os equipamentos existentes, os fabricantes, conversar com outros condomínios e conhecer as empresas que estão no mercado. Quanto mais informações buscar, mais assertiva será a decisão”, resume Brandt.

É importante consultar um profissional de segurança especializado para avaliar as necessidades de cada condomínio e os equipamentos recomendados, bem como avaliar as áreas com maior risco e os pontos vulneráveis da parte interna e externa de cada edificação e realizar um planejamento mais eficiente junto aos síndicos.

Por Cesar Dias

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