Autogeração de energia: o futuro já começou

O investimento em painéis solares fotovoltaicos pode variar de R$ 20 mil a R$ 40 mil O investimento em painéis solares fotovoltaicos pode variar de R$ 20 mil a R$ 40 mil


Com a aprovação de novas regras da Aneel, condomínios estão autorizados a produzir sua própria energia, por meio de tecnologias sustentáveis. 

Autogeração de energia, gestão de resíduos para compostagem, reaproveitamento da água da chuva, horta compartilhada. No cenário atual do Brasil, que inclui falta de abastecimento de água, crescimento desenfreado dos aterros sanitários e catástrofes ambientais intensificadas pelo descaso do homem junto à natureza, essa realidade pode soar como pura utopia. Mas não é, e dá seus primeiros passos em Florianópolis. Com o conceito de moradia sustentável, o condomínio Vivá Residence Cacupé, no Norte da Ilha, é um dos que caminham rumo a uma tendência que pode facilitar a vida de muita gente.

Em fase de finalização para atender aos primeiros moradores, a proposta do condomínio emerge em paralelo a uma nova resolução da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), de março deste ano, que permite que o consumidor instale em sua unidade pequenos geradores, como painéis solares fotovoltaicos e microturbinas eólicas, para trocar energia com a distribuidora local e reduzir o valor da conta mensal.

O processo para adaptar a residência à autogeração de energia é simples: basta procurar uma empresa especializada, conhecida no mercado como “integrador”, que realiza todos os procedimentos, da venda dos equipamentos e instalação, às burocracias junto à Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina) e início do funcionamento total. Vale ressaltar que a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) é obrigatória nesse tipo de projeto.

O embate, no entanto, é o investimento inicial, que pode variar de R$ 20 mil a R$ 40 mil, de acordo com o padrão de consumo de determinada família. Mas a economia é real: “O investimento se paga entre 6 e 10 anos, dependendo da irradiação solar e da tarifa da distribuidora”, destaca Alexandre Zucarato, engenheiro do setor de inovação da Tractebel, ao explicar que a cada kWh gerado pela microgeração, um kWh é economizado na conta de luz.

Valorização e sustentabilidade

Qualquer tipo de construção pode receber equipamentos para autogeração de energia elétrica. “A principal restrição é em relação à viabilidade técnica, no caso de construção em área com muita sombra ou pouco vento”, observa o engenheiro, ao frisar que o consumidor deve procurar uma empresa de confiança que trabalhe com o produto. “Infelizmente existem equipamentos de baixa qualidade, e, portanto, mais baratos, que não terão a vida útil prometida pelo vendedor. Vale a máxima de que o barato sai caro”.

Embora o investimento seja alto, o imóvel que conta com o sistema é imediatamente valorizado, comenta Marco Aurélio Alberton, vice-presidente de Tecnologia, Qualidade e Habitação do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon). “É sempre uma oportunidade conectar o desejo da sociedade pelo apelo sustentável com o retorno financeiro em médio e longo prazo. A valorização do imóvel existe e está diretamente ligada também ao aumento dos custos iniciais para inserção dessas tecnologias”, diz.

A região da Grande Florianópolis ainda caminha a passos tímidos no cenário da autogeração de energia, descreve Marco Aurélio, mas assim como o condomínio Vivá Cacupé, existem outros empreendimentos que já são focados no sustentável. “Entendo que caminhamos cada vez mais para o aumento dos custos de geração de energia. Então, imagine se todas as casas, prédios e indústrias tivessem um forte incentivo para instalar sistemas de produção independente? Resolveríamos este grande gargalo no Brasil”, comenta o executivo, ao destacar a necessidade de incentivo dos governos e distribuidoras.

Sustentabilidade: um tema que veio para ficar

Com 28 painéis fotovoltaicos, o projeto de moradia sustentável do Vivá Cacupé foi desenvolvido em parceria com o Instituto Ideal da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com abastecimento das áreas comuns do condomínio. “O viés do condomínio nasceu com base na formação de uma vida mais sustentável, com a formação de uma nova cultura a ser valorizada e difundida pelos futuros moradores”, relatou Marlon Koerich, diretor da incorporadora do residencial.

O valor do sistema é a principal dificuldade na implantação, comenta Marlon, ao citar a falta de incentivos e tributação integral que desestimulam a aquisição da tecnologia. Ele, no entanto, acredita que a tendência é que haja redução dos custos com o tempo. “A sustentabilidade é um tema que veio para ficar. Florianópolis é exemplar quando se fala em tecnologia, e nesse tema não é diferente”, diz.

Situação em Santa Catarina

Santa Catarina possui cerca de 200 sistemas fotovoltaicos, um sistema a biogás e uma microcentral hidrelétrica, cita Alexandre Zucarato. O Estado, no entanto, ainda não aderiu ao convênio do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que possibilita a isenção do ICMS incidente sobre a energia injetada na rede - 14 Estados mais o Distrito Federal já aderiram ao convênio. Sendo assim, em Santa Catarina, a cada 1 kWh gerado por uma residência, é recuperado cerca de 0,75 kWh.

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