Síndico em evidência - Aprendendo a lidar com transtornos mentais em condomínios

Síndico em evidência - Aprendendo a lidar com transtornos mentais em condomínios

A presença de moradores com transtornos mentais nos condomínios tem levantado uma questão importante: qual o papel do síndico e dos outros condôminos perante essa situação?

Para trazer o assunto ao diálogo e contribuir com os gestores condominiais para o entendimento de ocorrências de moradores com o Transtorno do Espectro Autista (TEA), esquizofrenia, Transtorno bipolar do humor e depressão, a Associação de Síndicos do Estado de Santa Catarina - ASDESC, em parceria com o Projeto de Extensão "Educando para a Saúde" da UNISOCIESC Florianópolis, realizaram a primeira edição do "Síndico em Evidência" com o tema Saúde Mental.

Na voz de psicólogos e advogados, o encontro trouxe conhecimento e entendimento do que são os transtornos e as legislações pertinentes a deficientes mentais.

O grupo Doses de Alegria trouxe atividades pontuadas no bom humor para levantar as dificuldades dos síndicos no dia a dia do condomínio.

A Dra Giovanna Grunewald Vietta, diretora do projeto considera a aproximação com o setor de condomínios muito importante. “O projeto de extensão é um dos tripés da universidade. É o vínculo que temos de apoio e resposta para a comunidade na área da saúde. Esta aproximação nos permite levar uma realidade e uma conivência que não é comum aos síndicos para que eles tenham um entendimento sobre os transtornos mentais e facilite a convivência condominial”, informou.

Um estudo do Ministério da Saúde no período de 2011 a 2016 mostrou um aumento das tentativas de suicídio de mais de 200%, a maioria na faixa etária de 10 a 39 anos e na região Sudeste e Sul do país. Segundo a psicóloga da Unisociesc, Bettieli Barbosa da Silveira, no Brasil, são registrados 12 mil suicídios por ano e Santa Catarina é o segundo estado com a maior taxa. “O estado não tem somente uns dos piores quadros com relação a suicídios, mas também temos as duas principais cidades com essa ocorrência que são Balneário Camboriú e Pomerode”, alertou. O município de Pomerode é apontado como a “capital brasileira do suicídio”.

Conhecimento
Segundo Cynthia Gaia, presidente da Asdesc, existe muito despreparo no meio condominial para lidar com as pessoas que sofrem destes transtornos. “A proposta da associação com este evento é trazer didática, fazer com que o síndico reconheça e ajude os outros moradores a reconhecerem suas dificuldades com este tema, e principalmente gerar empatia no condomínio. Se ele começa a modificar esse espaço, favorece o próprio portador destas necessidades especiais e também os outros moradores que vão começar a entender o outro e as necessidades inerentes a sua condição. A associação propõe com este evento a inclusão social com responsabilidade”, pontuou a presidente.

A advogada Daise Moura Debus, especialista em Ciências Penais, levou aos participantes a legislação que diz respeito a transtornos mentais, conhecido como o Estatuto da Inclusão que trata da pessoa com deficiência destinada a assegurar e a promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais da pessoa com deficiência, visando a sua inclusão social e cidadania.

Segundo a advogada essas pessoas não podem sofrer discriminação. “A legislação assegura que pessoas com deficiência devem ter as necessidades especiais levadas em consideração no desenvolvimento econômico e social e que devem gozar, no maior grau possível, dos direitos comuns a todos os cidadãos", indicou a advogada.

Segundo Daise, os portadores de deficiências não podem sofrer discriminação de sorte alguma e temos o dever de comunicar quando essa pessoa sofre qualquer tipo de violação. “Não podemos nem discriminar e nem podemos permitir que isso ocorra. Se percebermos que no condomínio, por alguma razão, essas pessoas estão sofrendo algum tipo de discriminação ou violência temos o dever de comunicar às autoridades competentes. Com a edição da lei, a sociedade, a família e o estado tem o dever de propiciar todas as condições de igualdade”.

Síndrome de Burnout na sindicância
A Síndrome de Burnout, que é o estado de esgotamento físico e mental cuja causa esta intimamente ligada às atividades de trabalho, pode estar presente na vida do síndico e ele ainda não sabe. “Pelo fato de o gestor ser uma fonte de recepção de problemas e expostos a um grau de estresse muito grande causa exaustão mental e isso pode levar a alguns transtornos e até a depressão”, alertou Giovanna.

No encontro os participantes foram convidados a responder um questionário que será enviado por email e no próximo evento será levantado o tema “Saúde do trabalhador.” Com as respostas ao questionário será analisado como está o perfil dos síndicos que participaram da pesquisa em termos de ansiedade e stress para avaliar a necessidade de buscar um auxilio. “Após a avaliação serão sugeridas ferramentas que podem ser utilizadas no dia a dia para controle destes sinais e sintomas”, explica a diretora da Unisociesc.

Haverá continuidade e aprofundamento do tema Síndrome de Burnout em eventos programados para Balneário Camboriú e Joinville nos próximos meses, nos quais serão divulgados os resultados da avaliação realizada com os síndicos participantes.

O evento "Síndico em Evidência" teve o patrocínio da Duplique Santa Catarina e Winker – Sistemas de gestão e contou com o apoio do Jornal dos Condomínios e Companysites.

Confira imagens do encontro!

 

 

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