Aluguel do topo de condomínios ainda gera polêmica

Aluguel do topo de condomínios ainda gera polêmica

Mesmo não sendo uma prática recente, há muitas dúvidas sobre o tema. Entre os principais benefícios está o aumento na arrecadação.

Com o orçamento do condomínio muitas vezes apertado, é comum que a administração busque alternativas para melhorar o rendimento sem impactar diretamente no bolso do morador, quer seja reduzindo despesas, ou buscando outras fontes de receitas.

E foi isso que o Edifício Ômega, em Campinas, São José, fez há 12 anos, quando por decisão unânime em assembleia autorizou a locação do topo do prédio para a instalação de antenas de telefonia celular. 

Antena Topo Predio Post Sao Jose
Síndica do Edifício Ômega Cleunice Scherner diz que o valor arrecadado com a locação será revertido em melhorias na área de convivência do condomínio

O condomínio foi um dos primeiros no bairro a apostar nessa alternativa, que até hoje é motivo de muita polêmica. Sabendo do receio sobre os possíveis impactos que os equipamentos teriam na vida dos moradores, além da proposta comercial a empresa também apresentou ao condomínio um estudo feito pela Universidade Federal de Santa Catarina sobre o tema. E com isso, garantiu a segurança que todos precisavam para tocar o projeto.

De acordo com a síndica Cleunice Scherner, que assumiu a administração em maio, o valor arrecadado durante todo esse tempo foi utilizado para abater parte da taxa mensal de gastos. Mas com as mudanças da nova gestão, a partir de agora o dinheiro será revertido em melhorias na área de convivência dos condôminos.

“A utilização do espaço nos permite aumentar a arrecadação e garantir um ótimo sinal de internet e celular. A única desvantagem está na necessidade em ter uma pessoa disponível a qualquer hora para atender os técnicos nos casos de manutenção, que podem acontecer após chuvas e ventos fortes”, comenta.

Mesmo não sendo uma prática recente, a locação do espaço ainda causa muitas dúvidas. Há um grupo que, apesar dos benefícios financeiros, ainda se preocupa muito com os possíveis efeitos colaterais da irradiação pelo uso das antenas. E foi exatamente por esse zelo com a saúde que os moradores do Residencial Carybe, na Trindade, rejeitaram no ano passado a proposta trazida pela administração.

De acordo com a atual síndica, Lia Benthien, na época os moradores ficaram preocupados com os reflexos negativos que poderiam vir com o tempo. “Quando houve a votação, eu também fui contra. Como ainda não ficou provado se as antenas de fato transmitem ou não radiação prejudicial à saúde, não achei que os valores oferecidos valiam correr o risco”, comenta.

Para Lia, embora a alternativa seja uma boa opção financeira, precisa ser examinada com cautela. “Hoje, com a responsabilidade que tenho com os moradores, antes de levar novamente para votação, eu precisaria ver os laudos da empresa sobre o assunto e tentar alguma garantia caso fosse comprovado algum problema de saúde por radiação. Além disso, buscaria orientação sobre a estrutura do prédio, peso de equipamento, entre outras questões”, explica.

Polêmicas à parte, antes de assinar qualquer contrato é preciso saber se a decisão também não irá acarretar problemas ao condomínio. Segundo o advogado Alberto Calgaro, uma das principais recomendações é respeitar o que é decidido em assembleia. “Sem decisões judiciais que possam ser utilizadas como baliza, nesse caso é importante ter a aprovação unânime dos condôminos”, explica. 

Além disso, ele destaca a importância do condomínio contratar um engenheiro para verificar se os projetos estão corretos, já que uma obra malfeita pode causar problemas estruturais ou de infiltração.

O que é preciso para alugar o topo com segurança?

* Para a instalação da antena, deve-se exigir a apresentação de projetos com ART, aprovados em todos os órgãos públicos. Além disso, é necessária a contratação de seguro, tendo o condomínio como beneficiário. O risco de danos causados pelas antenas não está coberto pelo seguro obrigatório

* O síndico deve fazer a identificação dos funcionários da empresa que poderão ter acesso ao condomínio

* Os custos de energia elétrica devem estar previstos no contrato

* Para evitar aborrecimentos, um advogado deve acompanhar a elaboração do contrato. Ele saberá orientar o síndico nas negociações e poderá adequar o documento às necessidades de cada condomínio.

Fonte: Alberto Calgaro

  • Gostou do conteúdo? Indique a um amigo!




  • A-
  • A+
Enquete

Como é controlada a portaria do seu condomínio?

Portaria Remota - 13%
Portaria 24 Horas Orgânico - 26.7%
Portaria 24 Horas Terceirizada - 24.7%
Controle de Acesso - 16.4%
Não possuímos - 18.5%

Total votos: 146
A votação para esta enquete foi encerrada em: Junho 6, 2017
SELECT i.*, CASE WHEN i.modified = 0 THEN i.created ELSE i.modified END as lastChanged, c.name AS categoryname,c.id AS categoryid, c.alias AS categoryalias, c.params AS categoryparams, u.userName AS nomeColunista , u.image AS imgColunista , u.userID AS idColunista FROM #__k2_items as i RIGHT JOIN #__k2_categories c ON c.id = i.catid LEFT JOIN #__k2_users u ON u.userID = i.created_by WHERE i.published = 1 AND i.access IN(1,1,5) AND i.trash = 0 AND c.published = 1 AND c.trash = 0 AND ( i.publish_up = '0000-00-00 00:00:00' OR i.publish_up <= '2017-11-21 11:55:48' ) AND ( i.publish_down = '0000-00-00 00:00:00' OR i.publish_down >= '2017-11-21 11:55:48' ) AND i.catid=17 AND i.catid IN(17) OR i.id IN (SELECT itemID FROM #__k2_additional_categories WHERE catid IN(17 ) )  ORDER BY i.id DESC LIMIT 0 , 1
Acesse sua Administradora