Corrosão nas tubulações de água quente

Em alguns casos problemas com as tubulações obriga a substituição da canalização, resultando praticamente em uma pequena reforma nos apartamentos
  • 09/Janeiro/2014 - Graziella Itamaro




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Corrosão nas tubulações de água quente

 

Tanto em condomínios antigos como em novos empreendimentos, o aquecimento de água é um dos itens essenciais em imóveis, e as instalações hidráulicas para o transporte da água quente são de fundamental importância. Por essas razões, problemas com as tubulações preocupam muitos síndicos e proprietários de imóveis que, em alguns casos, são obrigados a substituir a canalização, fazendo praticamente uma pequena reforma nos apartamentos. E, além do gasto extra, o conserto provoca transtornos no dia-a-dia dos moradores.

De acordo com Rafael Paim de Campos, engenheiro civil especialista em avaliações e perícias, em edificações novas os problemas em tubulações de água quente geralmente são provenientes do superaquecimento dos tubos no momento da solda, que provoca a porosidade do cobre.

 Corrosão

Rafael esclarece que, nos casos em que a edificação já tem certa idade, a causadora de transtornos é a corrosão da tubulação. “Uma falha de operação do sistema é a falta de água dentro das tubulações, que podem causar a corrosão. Sujeiras dentro da tubulação também podem acelerar o processo de corrosão. Outro problema encontrado, difícil de ser diagnosticado, é o uso excessivo de fluxo de solda na ligação das conexões e emendas dos tubos”, relata Rafael.

Elemento decisivo para o bom funcionamento do sistema hidráulico, a escolha de materiais adequados e a instalação da maneira ideal são fundamentais. Segundo a engenheira civil Heloisa Helena Dal Molin, a escolha do material deve incluir, por exemplo, características como durabilidade, resistência à pressão e, em especial, suporte a elevações de temperatura. “A tubulação de cobre ainda é a mais utilizada para água quente, mas também existem no mercado tubos de CPVC ou PPR que no futuro poderão substituir o cobre”, lembra.

De acordo com a engenheira, por ser um metal nobre, o cobre tem excelente resistência à corrosão, porém na presença de água com química muito agressiva pode apresentar reação e, com isso, perda da capacidade de estancar a água. No entanto, vale lembrar que o cobre é bactericida e fungicida, inibindo assim o crescimento de bactérias, fungos e algas. “É importante saber de onde vem a água que irá passar pelos tubos, pois quando o abastecimento for realizado por meio de poços ou minas, a água deverá ser analisada para verificar se possui agressividade e, caso isso seja constatado, ela deve ser tratada”, explica Dal Molin.

Sinais

Muitas vezes o primeiro sinal de um vazamento é uma mancha de água espalhada no teto ou na parede, o que requer atenção para evitar danos maiores ao imóvel. “Para evitar incômodos é importante executar manutenções preventivas, estar atento aos sinais de vazamento, sempre investigando a origem do problema”, orienta Heloísa.

A engenheira indica que, se aparecerem problemas, os encanamentos sejam revisados e substituídos, verificando inclusive as juntas e conexões do sistema. Além disso, Heloísa recomenda que os danos sejam registrados com fotografias e, após o conserto, as notas fiscais do serviço executado sejam guardadas, para o caso de ser necessário depois comprovar a realização. “Até cinco anos depois da obra concluída a responsabilidade é da construtora. Após esse período a responsabilidade passa a ser do proprietário nas áreas privativas e do condomínio nas áreas comuns”, ressalta a engenheira.

Materiais termoplásticos

Segundo Rafael, uma ótima opção que o mercado vem utilizando são os materiais termoplásticos. “A flexibilidade e praticidade desses materiais têm otimizado muito o sistema de água quente. Porém, o cobre não perdeu espaço, apenas teve que se adaptar, pois hoje existem no mercado tubulações de cobre maleável que não necessitam de solda, conexões, entre outras peculiaridades do sistema de cobre rígido convencional. E pensando na sustentabilidade, posso indicar o uso ou substituição dos aquecedores convencionais de água quente por painéis solares de aquecimento, o retorno do investimento é garantido e o planeta agradece”, conclui Rafael.

Por Graziella Itamaro

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