O apagão em Florianópolis: 55 horas sem luz

Situação atípica denunciou a fragilidade do sistema de transmissão de energia e confirmou a dependência da população pela luz elétrica.
  • 27/Novembro/2013 - Redação CondominioSC




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O apagão em Florianópolis: 55 horas sem luz

 

Florianópolis trabalhava em mais um início da tarde da quarta-feira, 29 de outubro de 2003. Por volta das 13h15min, um blecaute atingiu toda a ilha de Santa Catarina depois da explosão de um botijão de gás, durante uma manutenção de rotina no sistema de transmissão de energia, localizado sob a Ponte Colombo Salles.

O rompimento dos cabos de alta tensão que alimentavam a parte insular da capital causou estragos a casas, lojas, empresas e apartamentos. Decretar situação de emergência foi a única saída para o caos generalizado que acabou depois de 55 horas sem luz e água para os 300 mil de habitantes da Ilha da Magia. O prejuízo contabilizado ultrapassou os R$ 40 milhões, mas não só as empresas amargaram situações difíceis: moradores perderam alimentos congelados, trabalhos deixaram de ser feitos e casas pegaram fogo por descuido com velas.

Escadas

Essa situação atípica denunciou a fragilidade do sistema de transmissão de energia e confirmou a dependência da população pela luz elétrica. Nos condomínios da ilha de Santa Catarina, a falta de luz fez com que pessoas subissem por escada aos andares mais elevados ou mesmo que evitassem sair de casa para não descer e subir degraus no escuro ou com pouca luz.

Essa situação se agrava ainda mais quando se trata de pessoas idosas ou doentes. Assim, pensando nos possíveis problemas em decorrência da falta de energia, destacam-se algumas formas de prevenção para os condomínios, que eventualmente podem ficar por algumas horas sem luz. Afinal, é melhor prevenir do que remediar.

Iluminação de emergência

Ediane Medeiros Martins, que na época do apagão era síndica do Condomínio Residencial Sagres, no centro de Florianópolis, já pensava em adquirir um gerador para o condomínio. A intenção acabou interrompida para se resolver outras questões prioritárias do condomínio e pelo valor elevado do produto. Porém, com a falta de luz por tantas horas, durante o apagão, não pensou duas vezes: entrou na fila de espera e alugou um gerador.

O equipamento foi instalado para manter em constante funcionamento as luzes dos corredores e das áreas de uso comum, como as entradas do prédio, além da ligação de alguns pequenos aparelhos, como o carregador de celular. “As luzes de emergência tinham autonomia pequena para funcionamento. Como a energia não foi restabelecida rapidamente, pensamos em manter os moradores em segurança”, ressaltou.

O gerador trouxe, além de luz, a oportunidade de entrosamento. Uma televisão foi ligada no salão de festas, e muitos moradores aproveitaram para assistir. O único inconveniente era o barulho provocado pelo equipamento, mas foi convencionado seu desligamento à meia-noite, nos dois dias de seu uso.

São 132 apartamentos no edifício, e não foi registrado problema em nenhum deles. Os moradores mais idosos, mesmo morando em andares mais elevados, não tiveram dificuldades, já que receberam a ajuda dos jovens e dos porteiros. “O que se viu foi solidariedade. Todos se ajudaram no que foi preciso”, lembrou Ediane. “Uma cena que chamou atenção foi uma reunião num dos apartamentos. A moradora tocou piano enquanto os vizinhos acompanhavam cantando”, disse, encantada. “Todos gostaram”, completou.

No Condomínio Polara, no bairro Agronômica, em Florianópolis, a solução foi a iluminação com velas, espalhadas pelos corredores, além do apoio dos funcionários do edifício. “O síndico controlou a água para não acabar, já que possuímos cisternas grandes. Faltou água, mas não ocorreu nenhum problema”, destacou Gian Carlo Salvati, morador do prédio de quatro andares, que não possuía iluminação de emergência.

A maior barreira relatada na hora de locar - ou mesmo adquirir - um gerador era o valor da locação ou aquisição desse item. Mas, nem só geradores garantem o bom funcionamento do condomínio, quando falta energia. Luzes de emergência e lanternas, além de porteiros e zeladores bem treinados podem manter situações críticas em ordem por algum tempo.

Elevador parado, e agora?

Faltou luz. Ficou preso no elevador? Falta de ar? Claustrofobia? Não se desespere. A solução é ficar calmo. Porteiros, zeladores e síndicos são orientados a manter a calma e localizar o andar em que o elevador estiver parado até a chegada do técnico de manutenção de elevadores, para abrir a porta da cabine ou chamar o Corpo de Bombeiros, caso necessite. Durante os dias do apagão, a maioria das ocorrências registradas, de acordo com a Polícia Militar, foi para a retirada de pessoas presas nos elevadores.

Valério Jorge Gilli, sócio-gerente da Concesc & Nacional Elevadores, ressalta que a cabine dos elevadores possui segurança e ventilação suficiente para casos de falta de energia, na eventualidade de haver pessoas presas. Gilli destaca alguns procedimentos que devem ser aplicados no caso de pessoas presas em elevadores:

- Não se desespere; ficar no interior da cabine do elevador ainda é a melhor opção;

- Não tente forçar as portas da cabine e do andar, pois a energia pode voltar quando você estiver tentando sair do elevador; e quando a porta da cabine estiver desnivelada em relação à porta do andar, o risco é ainda maior;

- Os elevadores possuem sistema(s) de comunicação com a portaria e alarme de emergência, para casos de pane; tente utilizá-los para avisar que existe(m) pessoa(s) dentro da cabine;

- O celular poderá ser utilizado para informar a quem for necessário (Corpo de Bombeiros, portaria, familiares, amigos, empresas de elevadores etc.);

- Não acenda velas, isqueiros, fósforos, cigarros etc., no interior da cabine, pois estes artifícios consomem o oxigênio que se encontra dentro do elevador, dificultando a respiração e causando asfixia pelos gases emanados;

- Quem estiver fora da cabine e quiser ajudar, deve acionar os órgãos competentes, é a melhor solução; nada de tentar retirar a(s) pessoa(s) de dentro do elevador; pode-se também permanecer conversando com quem estiver dentro da cabine para tranquilizar as pessoas.

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