Especial dia do Síndico: De vizinhos a clientes

  • 25/Novembro/2011 - Redação CondominioSC




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Especial dia do Síndico: De vizinhos a clientes

 

Para o síndico tradicional, o morador é o vizinho. Para o profissional, é um cliente. O síndico profissional normalmente possui experiência na área jurídica ou administrativa. Além disso, não tem vínculo com os moradores e trata o condomínio como uma empresa. Em comemoração ao Dia do Síndico, celebrado em 30 de novembro, vamos conhecer a trajetória de cinco síndicos profissionais que transformaram a paixão pelo tema condomínio numa carreira bem sucedida.

Erica Faerber, de Balneário Camboriú

Durante seis anos, a advogada Erica ajudou a administrar o prédio onde morava em Porto União, no Norte do Estado. Ao mudar-se para Balneário Camboriú, aliou a experiência de trabalhar no edifício e mais os 17 anos na advocacia para tornar-se síndica profissional. Na avaliação de Erica, para administrar um edifício é preciso ter conhecimento, paciência e firmeza nas atitudes.

De acordo com Erica, o conhecimento jurídico contribuiu para que pudesse entender melhor as leis que regem a gestão condominial. “Uma pessoa totalmente leiga tem dificuldade para entender as regras”, pondera. No condomínio onde morava, ela ajudou a fazer a convenção e o regimento interno do prédio.  

Na opinião de Erica, para ser um bom profissional nesta área é preciso ainda ter conhecimento em informática, saber se expressar, enviar e receber e-mails, organizar comunicados. “Não se pode ficar totalmente dependente das administradoras”, pondera.  

De acordo com Erica, um bom síndico também precisa saber se posicionar diante dos problemas. A vantagem de ser profissional, explica ela, é saber lidar com os moradores de forma impessoal e imparcial, para que os problemas do dia a dia do condomínio possam ser resolvidos.

Outro item importante considerado por ela é a capacitação. Além da formação na área jurídica, Erica também já fez duas especializações e está sempre em busca de cursos na área para aperfeiçoar o seu trabalho. Uma boa relação com os funcionários e uma boa carteira de prestadores de serviços também ajudam a administrar melhor o condomínio.

Inácio Joaquim da Costa, de Florianópolis

Formado em administração de empresas, Inácio gerencia 18 condomínios, sendo que a maioria é de prédios comerciais. Dentre as características que considera importantes para atuar neste segmento do mercado estão a honestidade e muito trabalho. “Deve-se ser muito transparente nas ações para evitar problemas”, ressalta.

Para isso, ele mantém tudo organizado e registrado e conta com uma equipe de profissionais desde contadores a auxiliares administrativos que ajudam a manter a papelada em ordem. Na opinião do síndico profissional também é fundamental controlar a inadimplência e aplicar bem o dinheiro do condomínio. “Desta forma se ganha respeito e credibilidade”, ensina.

Inácio começou a trabalhar como síndico profissional há 23 anos, quando foi convidado por uma construtora para gerenciar os custos de um condomínio em construção. De lá para cá foi eleito o primeiro síndico e não parou mais. O síndico conta que levou muitos anos para formar uma boa equipe de trabalho, principalmente, de prestadores de serviço. “Consigo saber se a pessoa será um bom funcionário só de avaliar as expressões físicas e a conversa. Isto só a experiência dos anos de trabalho proporciona”.

Fátima Taz, de Florianópolis

A síndica atende ao condomínio onde mora e também foi indicada para assumir um segundo edifício. Ela está há três anos no ramo e considera que a formação na área administrativa a ajuda bastante a lidar com os problemas do dia a dia dos condomínios.

Fátima afirma que a organização e a participação dos conselheiros é fundamental para conseguir gerenciar a rotina dos condomínios. Fátima diz que a facilidade de comunicação foi um dos pontos fortes que a levaram a aceitar o desafio de administrar os prédios.

Dentre os problemas mais comuns que enfrenta estão o de moradores que reclamam dos elevadores, vagas de garagem e barulho dos vizinhos ou dos animais domésticos. A síndica profissional destaca que está sempre lembrando aos moradores sobre as regras do regimento interno e conta com a colaboração dos condôminos para o cumprimento das normas. “É preciso estar sempre atenta aos problemas e tentar resolvê-los o mais breve possível”, ressalta.

Rafael Irani, de Florianópolis

A formação facilitou o trabalho do síndico Rafael. Ele é advogado, com pós-graduação em direito ambiental e trabalhista, além de atuar em mediação de conflitos. “Para ser um síndico profissional é preciso acumular conhecimento”, pondera. A especialização em direito trabalhista o favorece quando precisa avaliar contratos, por exemplo. “As relações de trabalho ficaram muito mais fáceis de lidar depois do curso que fiz”, acrescenta.

Rafael é síndico do prédio onde mora e também de outros 13 condomínios, entre comerciais e residenciais. Está no ramo há dois anos e meio e divide o tempo entre administrar os funcionários e visitar os clientes. Para se profissionalizar, Rafael abriu uma empresa e contratou colaboradores da área administrativa que o ajudam a manter a documentação dos prédios em dia. Além disso, contratou um supervisor de condomínio que vistoria o trabalho de zeladores, faxineiras e observa se há problemas a serem resolvidos. “Mesmo assim, também faço as visitas porque os condôminos gostam de ver o síndico no edifício”, afirma.

Para manter uma boa relação com os funcionários dos condomínios, o síndico conta que faz reuniões periódicas para saber como está o andamento do trabalho e para ouvir sugestões de melhorias. Na opinião do síndico, este é um mercado com bastante possibilidade de crescimento na região.

Ao optar pela profissionalização, o síndico deve ter consciência de que deverá estar disponível 24 horas por dia para atender a qualquer eventualidade. Rafael conta que uma vez foi acordado no meio da noite para encerrar uma festa de adolescentes num prédio. “O importante é saber conversar, mostrar aos moradores as regras que devem ser cumpridas por todos e que o respeito ao próximo também deve ser considerado”, conclui.

Adriane Gonçalves Borteze, de Florianópolis

Adriane começou como síndica do prédio onde morava em 1992. Ela conta que nunca havia morado num condomínio antes de se mudar para Florianópolis e candidatou-se ao cargo porque sabia que poderia administrar melhor do que vinha sendo até a ocasião. “Candidatei-me na primeira oportunidade, depois fui sendo chamada para gerenciar outros prédios”, diz.

Para se organizar, a síndica profissional costuma fazer um cronograma de todas as atividades. Durante o dia, realiza trabalhos diretamente nos edifícios, tais como vistorias, atendimentos aos condôminos, resolução de problemas. No final de tarde e noite, ela dedica-se à burocracia dos prédios. “Os condôminos devem ser ouvidos e respeitados”, afirma. Além da organização, Adriane considera fundamental estar cercada de uma boa equipe de profissionais que a auxiliam para que o trabalho oferecido seja de qualidade. “Os profissionais precisam ser de confiança e também devem estar à disposição sempre que necessário”, afirma.

Dentre os desafios que considera importantes para quem deseja seguir nesta profissão está a paciência, a atualização sobre tudo que se refere a condomínio e ter tempo para atender às reivindicações dos moradores, seja a qualquer hora do dia ou da noite. Adriane é formada em administração de empresas e gestão imobiliária. A leitura de artigos, leis e novos materiais que surgem devem estar inseridas na rotina do profissional. “O principal de tudo é amor ao que se faz. Pois qualquer profissão tende a dar certo quando feita com dedicação, boa vontade e amor. O restante será consequência”, destaca.

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Auto Gestão Assistida (Contrata serviços terceirizados de contabilidade) - 17%
Gestão com empresa administradora - 32.1%
Síndico Profissional (com administradora) - 27.7%
Síndico Profissional (sem administradora) - 5.4%
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