Hidrômetros individuais: vantagem ou desvantagem?

  • 20/Fevereiro/2013 - Kalyne Carvalho




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Hidrômetros individuais: vantagem ou desvantagem?

 

Em Balneário Camboriú, a maioria dos condomínios que possui instalações hidráulicas mais antigas utiliza hidrômetros únicos para aferição do consumo de água do prédio. Nesse sistema, a despesa total é dividida pelo número de unidades, em parcelas iguais, e rateada entre os condôminos. É o que acontece no condomínio misto Edifício Imperatriz (foto acima - clique pata ampliar). Composto por 264 apartamentos e 22 lojas comerciais, nos meses de verão, o condomínio paga mensalmente uma média de R$ 30 mil pelo consumo de água. Esse valor, diluído entre os condôminos, fica em torno de R$ 105 por mês. Durante a baixa temporada, no entanto, esse custo é reduzido em quase 50%.

A síndica Lorelize Centurion se diz insatisfeita com o sistema do condomínio. Ela defende a medição individualizada. “Cada morador deveria ter o seu hidrômetro. Assim, cada um poderia controlar as suas contas e também perceber se há algum vazamento na unidade. Com a medição generalizada, esses problemas dificilmente são detectados”, informa a síndica. No entanto, ela verifica que o investimento para a reforma de transição do sistema de medição de água é dispendioso e, segundo ela, fica inviável fazer a mudança. “Só compensa se o condomínio já foi construído com o sistema hidráulico preparado para receber os hidrômetros individuais”, diz.

De acordo com o engenheiro responsável pela empresa AJ Martani Individualização de Água e Gás, João Martani, hoje existem duas maneiras de se fazer a transição do sistema único de medição para o individualizado: um que requer mais impactos de obra e outro que exige menos reparos. Segundo o engenheiro, para identificar qual a reforma adequada para determinado condomínio, é verificado o tipo do material do encanamento. “Em prédios antigos onde as tubulações são de ferro, será necessário trocar todas as instalações. Em edifícios cuja tubulação é de PVC ou cobre é possível manter o mesmo sistema hidráulico, inserindo os hidrômetros dentro do apartamento”, explica.

De acordo com o engenheiro Martani, a duração e o custo de uma obra de transição do sistema hidráulico variam de acordo com o tamanho do condomínio. “Em um edifício com 70 unidades, com padrão de dois banheiros, uma cozinha e uma área de serviço para cada apartamento, a obra duraria em torno de 120 dias com três visitas em cada apartamento. Se essa obra exigisse a mudança de toda a tubulação o investimento médio ficaria em R$ 140 mil e na outra hipótese custaria cerca de R$ 105 mil”, exemplifica.

Tendência

Para os prédios novos, as construtoras em Balneário Camboriú já estão instalando o sistema hidráulico para receber hidrômetros individuais. E a tendência, segundo o engenheiro João Martani, é que a instalação do medidor individual se torne lei em todo o país. “Em algumas cidades, como São Paulo, já é lei. Há vários projetos, inclusive federais, para que os hidrômetros individuais sejam o padrão utilizado”, informa.

O condomínio Brasil Central, em Balneário Camboriú, tem sete anos e foi construído com o sistema hidráulico para receber os medidores individuais. A síndica Elenir Pilipio se diz satisfeita com a forma de medição do consumo de água do condomínio. “Seria injusto ratear na mesma proporção o mesmo valor para todos. Cada um paga pelo que consome. Quem gasta mais paga mais, quem consome menos paga menos. O sentido é lógico”. Ainda de acordo com a síndica Pilipio, com o hidrômetro individual as famílias podem controlar o seu consumo. “Se há desperdício elas racionalizam para a conta não chegar muito cara. Dessa forma economizamos bastante”, sustenta.

Segundo o engenheiro Martani, em condomínios em que há hidrômetros individuais, a média de economia é em torno de 30%. Além disso, Martani informa que os moradores também ganham com a valorização do imóvel, cujo valor sobe de 8 a 15%. “Essas informações são sustentadas pelo Secovi de São Paulo”, diz.

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