Economia na taxa condominial

  • 23/Abril/2010 - Redação CondominioSC




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Economia na taxa condominial

 

Um dos principais desafios do síndico é controlar o valor da taxa condominial. Se a contribuição estiver com custo elevado, além de onerar o bolso dos moradores, facilita a ocorrência de inadimplência e desvaloriza o imóvel. Mas existem estratégias para reduzir o rateio mensal, entre elas a economia de água, de energia elétrica e evitar horas extras dos funcionários.

Na taxa condominial os itens que sobrecarregam são água e salários dos trabalhadores. Segundo a sócia-proprietária da administradora Plac, Nadia Machado, as despesas com empregados, contando com vigilância 24h, pode representar 40% da taxa. A tarifa da concessionária de água custa, em média, 15% da contribuição dos moradores.

Nadia observa que não há muita diferença de investimento entre a contratação direta ou a terceirizada. “A terceirização facilita a gestão dos trabalhadores, pois o síndico não precisa se preocupar, já que cabe à empresa orientar os mesmos, mas o valor pago mensalmente se assemelha ao gasto com funcionários diretos, mesmo tendo de arcar com o uniforme, vale transporte, 13º salário e férias”, revela.

 Para evitar gastos excepcionais com funcionários, o síndico do condomínio Ville de France, Jandir Ambrosi (Foto), compensa as horas extras com folgas. O prédio conta com nove funcionários diretos, além de seis terceirizados. No caso da água, a solução do condomínio foi instalar reservatórios para a captação da água da chuva, utilizada para encher a piscina, regar os jardins e lavar o chão e as calçadas. “Faz um ano e meio que instalamos o sistema e agora nos limitamos a pagar a taxa mínima de consumo para 10 m³ de água. Antes a conta representava 22% das despesas do condomínio e passou para 15%”, diz Ambrosi.

Campanhas de economia de água e energia elétrica

Os gastos com a energia elétrica correspondem a cerca de 6% do valor da taxa condominial, segundo a sócia-proprietária da administradora Plac, Nadia Machado. Ela sugere que os condomínios façam campanhas para incentivar os moradores a economizarem energia elétrica, não deixando lâmpadas do salão de festa acesas sem necessidade, por exemplo. O mesmo pode ser feito com a água.

Para economizar na conta de energia, pode-se utilizar temporizadores nas lâmpadas dos corredores e fotocélula para acionar as lâmpadas da rua, pois liga a carga ao escurecer e desliga automaticamente ao amanhecer. Outro item importante é a modernização dos elevadores antigos. “Atualmente o mercado oferece elevadores inteligentes. Quando existem dois funcionando juntos, se o primeiro é acionado por um andar, o outro não segue para o mesmo destino. Gera economia, mas é um investimento alto. É uma melhoria que ainda queremos fazer no prédio”, aponta Ambrosi.

A manutenção preventiva também é apontada por Nadia como uma forma de garantir menos desperdício de recursos, pois quando um equipamento estraga o reparo é sempre mais caro do que o investimento com a preservação.

Economia em escala

O condomínio Ville de France faz parte da Associação dos Amigos da Praça Celso Ramos, um grupo de 26 edifícios que tem o foco de manter o espaço público, mas aproveita essa união para economizar a conta dos moradores. O presidente da organização e síndico do condomínio Gramado dei Fiori, Homero Franco, conta que a primeira conquista foi conseguir negociar com uma empresa de gás para fornecer o produto com desconto de 50% para os prédios. “É um contrato fechado. Para mexer no preço, primeiramente tem que falar com a associação”, observa.

Agora o grupo está fazendo uma pesquisa das demandas dos 26 condomínios para verificar as principais necessidades de produtos e serviços, como manutenção de bombas, elevadores e serviços de portaria, para estabelecer novas parcerias. “Cada um compra o material de limpeza de um fornecedor e paga mais caro. Vamos tentar negociar com algum que ofereça para todos os melhores preços, qualidade e prontidão de entrega. É economia em escala”, garante.

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