Aumentos sucessivos no preço do gás

Aumentos sucessivos no preço do gás

Definidos pelos revendedores, valores cobrados pelo GLP podem variar entre condomínios

Seja para cozinhar ou aquecer a água de chuveiros e torneiras, o gás canalizado traz comodidade e segurança para os moradores de condomínios, já que não precisam se incomodar com a compra e entrega do produto e, até mesmo a falta dele. A administração do condomínio se encarrega de tudo. Mas apesar do conforto, é importante dar atenção aos valores cobrados pelo mercado.

Em 2017 a Petrobras instituiu uma nova política de preços para o produto, que considera as cotações internacionais, a taxa de câmbio e a margem de lucro, com isso até agora o valor acumulado de aumento já soma 34,2% no caso dos cilindros envazados.

Segundo o presidente executivo do Sindicado dos Revendedores de Gás (Sinregás), Jorge Magalhães de Oliveira, os sucessivos reajustes afetam todo o seguimento que consome o GLP a granel ou envazado em cilindros com capacidade superior a 13 kg consumidos em indústrias, comércios, condomínios e em algumas residências.

Jorge explica que a política de preços para o GLP é definida exclusivamente pela Petrobras, que é a única fornecedora do GLP no Brasil e que, por consequência, revende para as distribuidoras que por sua vez repassam ao mercado, seja com abastecimento próprio no caso do GLP a granel ou através de suas redes de revendedores no caso do GLP em vasilhames. Mas nem todo distribuidor repassa os aumentos integralmente e por isso é possível negociar na hora da compra.

“Diante desse cenário mercadológico e por se tratarem de preços liberados, cada distribuidora ou revendedor de GLP forma livremente seu preço de venda de acordo com seus custos e despesas. Por isso, quem regula o preço final é o próprio mercado e que é muito variável de região para região”, explica o representante.

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Os condomínios devem verificar a idoneidade e as vantagens oferecidas pelas distribuidora ao assinar os contratos de fornecimento de gás

Segundo o representante, na hora da compra a atenção principal dos síndicos deve ser em comparar as vantagens oferecidas por cada distribuidora ou revendedor verificando o preço do GLP por kg e dessa forma comparar se o valor pago não apresenta distorções representativas diante dos preços praticados comumente pelo mercado. “Além do preço também é aconselhável verificar a idoneidade do fornecedor, as vantagens oferecidas em relação à assistência técnica, e os benefícios que facilitarão o dia a dia dos síndicos já que às vezes a análise simplesmente do preço pode ser enganosa sendo que, para qualquer outro serviço, poderá haver custos adicionais”, salienta.

Ele explica que a cobrança geralmente é feita em metros cúbicos, sendo que 1 metro cúbico é, em média, igual a 2,4 kg, pois dependendo da temperatura, o gás pode expandir ou reduzir. Assim, o preço a ser cobrado pelo condomínio é o equivalente ao preço por kg x 2,4, ou seja, o gás é vendido em quilo, porém a cobrança é feita pelo valor em metro cúbico.

As medições geralmente são de responsabilidade do próprio condomínio e no caso do GLP a granel já existem distribuidoras que se responsabilizam pelas medições e têm a emissão de boletos individualizados. “Isto tudo faz parte das negociações e vantagens que um fornecedor poderá dar em relação a outros, no entanto, é importante estar atento ao preço final por kg já que os serviços extras poderão estar inclusos no preço de compra”, orienta.

Fazendo as contas

Atento aos valores, o síndico Altair Augusto Pieper percebeu a diferença nos valores e conseguiu renegociar e baixar as despesas do Residencial Maria Regina Vanzo localizado na região central de Balneário Camboriú. “À medida que recebia a conta do condomínio comecei a observar reajustes constantes e comparei com outros dois condomínios onde tenho apartamentos locados e percebi a diferença.

A população em geral não sabe que em cada condomínio é cobrado um preço diferente, pois as empresas fornecedoras alegam que são contratos mais antigos, entre outras justificativas. Penso que o preço do gás deveria ser de conhecimento público, da mesma forma que o preço de gasolina”. Ele explica ainda que os contratos de fornecimento de gás têm validade de 5 anos, em média, e durante esse período os condomínios só podem comprar da empresa contratada.

Segundo o síndico, no seu caso o preço do gás a granel que é reabastecido via caminhão-tanque de gás estava em R$ 19,74 o metro cúbico, o que equivale à R$ 7,90 o Kg. “Após renegociar com a distribuidora consegui reduzir para R$ 4,31 o kg que é igual a R$ 10,78 o metro cúbico, ou seja, uma diferença muito grande”, compara o gestor.

 

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