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Salão de festas é camarote para jogo do Criciúma

Salão de festas é camarote para jogo do Criciúma

 

A campanha do Criciúma Esporte Clube no primeiro turno do Campeonato Catarinense foi tão boa que rendeu a primeira colocação e já garantiu uma vaga na final estadual - que será realizada no dia 15 de maio - e na Copa do Brasil em 2012.

Nas proximidades do estádio Heriberto Hülse, no Bairro Comerciário, alguns prédios têm um visual panorâmico do campo. E lá de cima os moradores se reúnem para assistir aos jogos. “O nosso salão de festas fica no último andar do edifício, com uma boa visão do gramado”, conta a síndica Maria José Barbosa Rodrigues, há quatro anos à frente do Residencial Castanheiras.

Do local não é possível ver o campo inteiro, mas mesmo assim moradores e visitantes preferem assistir aos jogos lá do salão de festas, fazendo um bom churrasco e torcendo ao lado de vizinhos e amigos. O condomínio já providenciou, inclusive, uma grande bandeira para ser hasteada em dias de jogo.

Do alto do Lúcio Cavaler, o edifício mais alto da cidade, torcedores do Tigre também se organizam para acompanhar aos jogos no salão de festas, que fica no 26º andar. “Vez ou outra alguns grupos se reúnem, especialmente nos jogos mais importantes. Chegam a levar até binóculos para assistirem à partida”, explica o síndico José Rosseto.

Condôminos podem levar convidados

No Residencial Zune, localizado também no Bairro Comerciário, os moradores podem chamar até duas pessoas convidadas para assistir aos jogos – a determinação inclusive está registrada em ata. “No salão de festas, que fica no 12º andar, a visão do campo é ótima, dá pra ver quase tudo”, afirma a síndica Lucia Picinin.

No regimento interno do condomínio também é assegurado o livre acesso ao salão de festas no dia da partida: eventos até podem ser marcados, mas pelo menos 10 minutos antes do jogo os condôminos têm garantia de acompanhar a partida de camarote. “Quem quiser assar um churrasco também pode, desde que não atrapalhe os demais, que estão ali com o mesmo propósito, que é torcer para o time. O pessoal vibra muito, aplaude, sacode a bandeira”, diz.

Em dias em que não há partidas oficiais, a síndica ressalta que, mesmo assim, de vez em quando, dá uma espiadinha. “Eu e a zeladora, Bernadete, também olhamos o treino dos jogadores. Nós até brincamos que é uma partida especial, jogada para nós assistirmos”, sorri.