2014

   

Prédios sem porteiro

6 de janeiro de 2014 •

Prédios sem porteiro

Mais do que a porta de entrada principal, a portaria é o primeiro cartão de visitas de um prédio. É nesse local que se fiscalizam entrada e saída de visitantes e de entregadores, bem como se faz o controle da circulação pelas áreas comuns e das correspondências. Alguns condomínios, porém, não contam com um profissional que exerça esse controle.

É o caso do condomínio Via Marguta, no Córrego Grande, em Florianópolis, com 26 unidades e 50 moradores, o edifício nunca teve um porteiro desde seu lançamento há 15 anos. “Não vemos necessidade, nossa entrada é bem iluminada, temos câmeras de vigilância na entrada e todos os síndicos sempre alertaram os moradores sobre os cuidados com a porta do hall e da garagem na entrada e saída”, declara o síndico Luiz Gomes da Silva, há três anos no cargo. “Mesmo assim, temos um zelador durante o dia responsável pela portaria, correspondência e entregas aos moradores.”, complementa.

Seu prédio recentemente passou por uma vistoria da Polícia Militar, que possui um programa de identificação de riscos e prevenção a assaltos em condomínios. “Eles identificaram os pontos vulneráveis e nos encaminharão um relatório completo, a partir destas conclusões veremos quais providências podemos tomar. Nunca tivemos problemas de segurança, mas, ainda assim, o condomínio tem seguro que cobre qualquer ocorrência”, completa Gomes.

Mudanças

Para Jaci Porege (foto acima), síndica do condomínio Laranjeiras, no bairro Coqueiros, também em Florianópolis, a falta de necessidade e o alto custo para a contratação de um porteiro sempre foram motivos suficientes para a decisão de não dispor de um profissional na portaria do seu prédio. “Temos apenas nove moradores, para nossas contas sairia muito caro”, declara. Mas, um assalto a um dos apartamentos forçou uma mudança.

O condomínio adotou diversas precauções para evitar uma nova ocorrência, como a instalação de porteiro eletrônico na entrada, senhas de acesso nas portas, mudança na iluminação, a troca da porta de madeira por uma de vidro, que permite melhor visualização, e novas exigências quanto aos horários de circulação de prestadores de serviço e entregadores. “Não houve resistência por parte dos moradores, mas deu trabalho até que todos se acostumassem, pois as pessoas às vezes se esquecem dos procedimentos”, completa Jaci.

Cesar Dias

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